Terra Magazine

terça-feira, 31 de março de 2009

31/03/2009: operadoras recolhem megaimposto de R$2,42 bilhões

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o brasil, já se disse aqui mais de uma vez, tem um dos celulares mais caros do mundo. e boa parte desta conta vem dos impostos sobre comunicações, os mais altos do planeta. parte dos impostos [e taxas] cobrados vai para três fundos federais de propósito específico: o FUST, que –estatutariamente- deveria financiar a universalização dos serviços de telecomunicações e que –pelo menos teoricamente- tem uns R$7B em caixa, parados, como se todo mundo tivesse celular e banda larga, inclusive e principalmente as escolas; o FUNTTEL, que -da mesma forma- deveria financiar o desenvolvimento tecnológico e inovação nas comunicações e tem, sistematicamente, 4/5 ou mais de seus recursos contingenciados; e o FISTEL, que em tese [e lei, como os outros fundos] deveria ter como finalidade o financiamento do agente regulador do mercado, a ANATEL.

imageno FISTEL, pode-se apreciar o brasil e suas [muitas] peculiaridades. quando o serviço celular é ativado [você contrata uma “linha”, um número] a operadora recolhe R$26,83 ao fundo. a partir daí, metade deste valor [R$13,42] deve ser depositado, por ano, por linha ativa. hoje, depois de uma queda de braço perdida com o governo federal, as operadoras móveis, em conjunto, vão fazer o maior depósito de imposto do ano, de uma só vez: R$2,42B, ou dois bilhões, quatrocentos e vinte milhões e uns detalhes de reais, dinheiro que, se fosse bem usado para os fins a que o destina a legislação, faria da ANATEL “a” agência reguladora do planeta.

só pra comparar, a FCC, que regula e delibera sobre tudo que entra “no ar” nos EUA, tem um orçamento de meros US$339M, menos de um terço do que a ANATEL teria como direito legal. acontece que o governo arrecada o FISTEL e, em português bem claro, descumpre a lei: em 2008, contra uma arrecadação de mais de RS2B, o orçamento da ANATEL começou em R$414M, sofreu um corte de 16% para R$373M, dos quais só R$269M foram efetivamente gastos. comparando estes números com o histograma abaixo [deste link] fica claro que a ANATEL se sustenta com os mesmos recursos anuais há uma década, enquanto uma quantidade cada vez maior de recursos do FISTEL é destinada aos cofres do tesouro nacional.

imageclaro que ninguém é louco o suficiente para defender que todos os recursos arrecadados pelo FISTEL se destinassem à ANATEL; se ela fosse tão grande como a FCC e as despesas tratadas de forma paritária, uns 500 milhões de reais por ano fariam uma agência reguladora muito boa. olhando só para o FISTEL, sobrariam uns dois bilhões de reais que o governo coleta de todos nós, usuários, e que não usa –porque não pode, por lei- para nada. trata-se de simples sequestro de recursos, do mercado, para o caixa do tesouro nacional. dos R$2.42B pagos hoje, pelas operadoras móveis, cerca de R$2.1B vão ficar congelados em algum cofre em brasilia.

se as coisas fossem um pouco mais racionais, o que deveria acontecer? no meio de uma megacrise mundial, e sabendo que cada 10% de aumento de penetração [e uso efetivo] de mobilidade correspondem a mais de um ponto percentual de crescimento adicional da economia, pontinho adicional que pode vir a ser muito importante nos próximos meses, talvez anos, será que não faria mais sentido diminuir os impostos e taxas sobre mobilidade, com obrigação de abatimento direto no preço de comunicação para o usuário final, ao invés de estimular [até] a venda de chuveiros elétricos [pra “combater” a crise] como o governo está fazendo?

quem foi governo sabe de cor: na oposição, ou do palco de um blog qualquer, é muito fácil reclamar do governo… quando se está lá, por outro lado, lidando com a complexidade caótica da máquina estatal, o tempo é curto, os problemas são muitos e falta quase tudo. mas há muita gente inteligente e interessada em qualquer governo. este caso, dos impostos mais altos do mundo, sobre os celulares mais caros do planeta, ainda por cima sequestrando receitas que são congeladas e, por conseguinte, não servem pra nada, clama por um uso intensivo e imediato de imaginação e inovação para mudar o estado de coisas.

que é possível, é; deve haver gente competente e corajosa o suficiente para fazer. só é preciso tentar. tomara que algum pequeno grupo de cidadãos, imaginativos e dedicados, lá dentro do sistema, resolva mudar o mundo. tomara.

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sábado, 28 de março de 2009

modelo de negócios? reinvente um!

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seja lá qual for seu negócio, de padaria a alta tecnologia, as maiores e mais radicais possibilidades de inovação estão em inovar no próprio modelo de negócios, criando novos níveis de alcance, performance, satisfação de usuários, renda e margens. quem sabe, redefinindo o mercado. aí, o exemplo canônico recente é a apple e o iPod, que chegou num mercado que já estava tomado por outros players… mas com um modelo de negócios que ligava o player às músicas, num ciclo de valor de hardware, software, conteúdo e serviços definido e controlado pela própria apple. o resultado é conhecido: a apple saiu do zero para US$10B de faturamento em iPod/Tunes em 1000 dias, resultando numa multiplicação do valor de mercado da empresa por um fator de 150 no mesmo período.

quer saber mais? um dos melhores artigos sobre negócios de 2008 foi escrito por um dos maiores especialistas em inovação do planeta [clayton christensen, de harvard] em parceria com henning kagermann, CEO da SAP e mark w. johnson, da innosight. o texto [Reinventing Your Business Model] está neste link e vale cada parágrafo. de quebra, ainda há uma curta entrevista de christensen no mesmo link.

mas nem pense em fazer exatamente o que a apple [ou qualquer outra empresa] fez, até porque ela já fez e é dona daquele pedaço. pra ir atrás dela, você teria que inovar sobre o modelo de negócios atual da competição e aparecer com alguma [r]evolução que atraísse, para seu negócio, os clientes dos outros e [mais importante] gente que não é cliente de ninguém… ainda, e vai ser seu. pra inovar no modelo de negócios, você tem que buscar seu próprio caminho e descobrir como revolucionar seu negócio. se der certo [e pra isso você vai ter que correr riscos], você pode estar criando um negócio bilionário. se der errado, comece de novo: afinal de contas, quase ninguém acerta na primeira.

e há, para os pequenos negócios, uma notícia muito boa: menos de 10% do investimento dos grandes, em inovação, tem o modelo de negócios por foco principal. o que significa que você, pequeno empreendedor, tem uma chance muito grande de pegar um grande negócio de surpresa com o seu, inovador e radical, modelo de negócios. pena que, no brasil, a vasta maioria dos novos [e pequenos] negócios seja uma cópia -muito mal feita, na maioria dos casos- do que já existe lá fora [e vai vir pra cá com marca, reputação e moeda forte...]. leia o artigo de christensen, kagermann, johnson e… arrisque!

PS: várias pessoas pediram auxílio para encontrar o artigo Reinventing Your Business Model em português. que eu saiba, não existe uma versão gratuita, na web. mas o texto foi publicado na versão brasileira da HBR em dezembro passado. os assinantes têm acesso ao conteúdo online e você pode ver aqui como conseguir cópias deste e de outros artigos.

em português, o resumo do paper é…

Por que uma empresa estabelecida tem tanta dificuldade para conseguir o crescimento novo que uma inovação no modelo de negócios pode trazer? É simples: essa empresa não entende seu modelo bem o bastante para saber se serviria para explorar uma nova oportunidade ou a asfixiaria. Pior ainda, não sabe como montar um novo modelo quando necessário.

Com base em seu vasto conhecimento de inovações de ruptura e na experiência em ajudar empresas estabelecidas a agarrar oportunidades transformadoras, Johnson, um consultor, Christensen, professor da Harvard Business School, e Kagermann, co-presidente da SAP, apresentam no artigo as ferramentas que um executivo precisa para ambas as tarefas.
 
Toda empresa de sucesso já segue um modelo de negócios que pode ser dividido em quatro elementos: uma proposta de valor ao cliente que ajuda a clientela a executar um trabalho importante de um jeito melhor do que o permitido por concorrentes; uma fórmula do lucro que define como a empresa ganha dinheiro no ato de proporcionar valor ao cliente; e os principais recursos e os principais processos necessários para que honre essa proposta de valor.
 
Uma oportunidade revolucionária traz uma proposta de valor ao cliente radicalmente nova: cumprir determinado papel de um jeito muito melhor (como a P&G fez com a vassoura Swiffer), resolver um problema até então sem solução (como fez a Apple com a dobradinha iPod/iTunes) ou contemplar uma base de clientes totalmente ignorada (como faz a Tata Motors com o Nano, o carro de US$ 2.500 voltado ao indiano que até aqui transportava a família inteira em motonetas). Explorar uma oportunidade dessas nem sempre exige um novo modelo de negócios: na hora de criar a Swiffer, por exemplo, a P&G usou o velho modelo para aproveitar sua força na inovação de produtos.
 
Muitas vezes, no entanto, é preciso um modelo novo para explorar uma nova tecnologia (caso da Apple), ou quando a oportunidade visa todo um novo grupo de clientes (caso do Nano). E certamente é algo necessário quando uma empresa estabelecida precisa enfrentar um concorrente que causou ruptura no mercado (algo que os rivais do Nano agora precisam fazer).

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sexta-feira, 27 de março de 2009

prêmio tela viva móvel: vote!

srlm às 16:43

image o prêmio tela viva móvel tá tentando descobrir as aplicações móveis, brasileiras, que se enquadrem na classe killer apps, aqueles produtos e serviços que vão realmente fazer a diferença no meu e no seu celular. e, se tudo correr bem, criar companhias que agreguem um monte de valor, empreguem muita gente, vendam muito, tenham boas margens e, para fechar um ciclo virtuoso, criem milionários que, depois, invistam em novas empresas inovadoras. é exatamente assim que funcionam as coisas, por exemplo, no silicon valley.

o pessoal do TVM já selecionou três finalistas em cada uma das 13 categorias, de música até agência [móvel?] do ano. na categoria música, o c.e.s.a.r [disclaimer: eu faço parte desta galera] está na final com tocaê, uma infraestrutura baseada em redes bluetooth para distribuir conteúdo [mídia, marketing…] para celulares. passe no site do prêmio, dê uma olhada no que está rolando e vote. não precisa votar no tocaê não, mas pelo menos vá lá no blog do povo e veja o que eles estão fazendo. se pegar…

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quinta-feira, 26 de março de 2009

pirataria: “apenas” mais um “modelo de negócios”?…

srlm às 13:27

image tá rolando a maior discussão no babel, excelente blog de ana paula sousa aqui neste terra magazine. isso porque daniel, o cantor, disse que pirataria poderia ajudar a divulgação de seu filme, o menino da porteira. nada que a gente não saiba desde tropa de elite, que teve a maior bilheteria de 2007 entre as produções nacionais. daniel, que de bobo não tem nada, quer ver o mesmo acontecendo com seu filme.

mas o sucesso, talvez, não seja repetível. até porque, depois dos incidentes todos envolvendo “tropa”, o auê ao redor daquele filme o tornava muito mais fácil de espalhar do que o “menino”. mas isso é outra história. desta vez, a união brasileira de vídeo mandou pro babel uma longa carta, explicando alto e bom som que… pirataria não é solução e alternativa para nada.  PIRATARIA É CRIME previsto em lei, ela é um câncer que deve ser combatido por toda a sociedade brasileira, mas, principalmente pela classe artística e produtora de obras audiovisuais.

será mesmo? parece mais que a pirataria que vemos hoje [no caso do áudiovisual, não vamos generalizar] se dá pela falência de um modelo de negócios baseado em distribuição de conteúdo sendo remunerado pelo preço do suporte físico. este modelo começou a funcionar lá na era do gramophone, começou a falir no tempo dos CDs, piorou nos DVDs e papocou, com calambote e tudo, quando o suporte físico se tornou irrelevante e as redes conectaram o mundo e as fontes de mídia.

no topo disso, a indústria cultural, preocupada em proteger suas fontes históricas de renda e seu legado, do ponto de vista de suporte e modelo de negócios, resolveu partir pra briga. ao invés de tentar entender o mundo. este blog publicou um número de artigos sobre o assunto nos últimos meses, inclusive um longo texto sobre propriedade intelectual na internet, daqui até 2020, onde tratamos de um livro e conferência de matt mason sobre o tema.

image mason é autor de the pirate’s dilemma, onde conta a história de como uma cultura jovem e de jovens está mudando os processos de inovação no mundo e por onde se muda os modelos de negócio… e onde se propõe a idéia de que pirataria é só mais um modelo de negócios, onde remix é um dos mais poderosos instrumentos de marketing e onde qualquer um com um computador… vá ver, em um post passado deste mesmo blog, o que mason diz sobre o assunto, o que inclui… quer derrotar a pirataria? copie os piratas. os piratas [jogos "originais" para PS2 a R$10, com nota e garantia!] estão adicionando valor à clientela, num clássico exemplo de falha no mercado; aprenda com os piratas e faça melhor.

claro que nem tudo o que mason diz se aplica a tudo o que fazemos. mas uma boa parte faz muito sentido e, entre estas, a que faz sentido mesmo é olhar ao redor e ver quais dos nossos modelos de negócio estão sendo vaporizados porque estamos falhando em um ponto muito simples: agregar valor aos consumidores e usuários, entregando qualidade no ponto de venda ou na casa do camarada. lembrando que a definição de qualidade é o que o cliente quer pelo preço que ele pode pagar. se algum modelo de negócios entregar isso na nossa frente, bate o nosso.

falando nisso, o álbum novo, inteiro, de lula queiroga, que será lançado com um show hoje, em recife, vai estar na rede pra download amanhã

bons tempos os do gramophone, hein? mas pra quem?…

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TEM JUÍZO MAS NÃO USA

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é hoje, no recife, o lançamento do novo álbum de lula queiroga, TEM JUÍZO MAS NÃO USA. oportunidade imperdível de ver, em ação, uma das cabeças e vozes mais criativas e inovadoras da música brasileira.

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parte das músicas do show tá no mySpace: clique na imagem acima e vá ouvir. pra já chegar no show ligado. o álbum tem 15 inéditas na velocidade de lula [tipo "o que não pode ser criado em 15 minutos não vale a pena"] e vai estar na rede amanhã…

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eu vou. pra quem não está em recife hoje, é só esperar pra ver e ouvir: a parada já tem datas no rio [17 e 18 de abril] e são paulo [21 de maio]. até lá, e depois, como diz lula, é não perder o juízo… mas usar, pra que?

Pode aproximar/ Pode reagir/ Pode admitir/ Ou nem perceber

Quando ela chegar/ Vai doer no olhar/ Vai modificar/ A luz dessa noite

Se eu olho pro sol/ É pra cegar o juízo/ Também não tem como fechar o olho pra você/ Freiou a madrugada/ É só um pouco disso tudo que eu preciso

Se eu olho para o sol/ É pra cegar o juízo/ Enquanto o gelo derrete a água tá subindo/ O chão sacudindo/ A gente tem juízo mas não usa

Não tem como evitar/ Nem pronde correr/ Pode recuar/ Ou entrar no clima

Quando ela chegar/ Vai te convencer/ Que é melhor ficar/ Aqui essa noite

Fica no mínimo/ No máximo uma noite

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quarta-feira, 25 de março de 2009

um dia na rede, visto lá do meu twitter

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twitter é uma espécie de rede social de funcionalidades muito limitadas onde você, basicamente, tem a capacidade de enviar mensagens de até 140 caracteres [isso mesmo, 140] para o “ambiente”. você tem que ser usuário da rede e outras pessoas também o são. uma das coisas que se pode fazer, lá, é “seguir” alguém. quando você “segue” alguém, e você pode seguir muita [marcelo tas tem mais de 21 mil followers] ou pouca gente [eu tenho bem menos de mil…], todo mundo que está na sua “escuta” recebe as mensagens curtas [demais, pra muitos] que você joga na rede.

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também é possivel mandar, pra quem segue você, mensagens que você pegou de quem você segue, assim como mandar mensagens diretas pra alguém. e é quase só isso. parece brincadeira, não? pois bem: há um ano, twitter tinha 4 milhões de usuários; hoje, são oito milhões e o número não para de crescer. há um ano, eram 123.000 visitantes únicos por mês, contra mais de 4 milhões em fevereiro passado. e você diria… como assim? tanta gente mandando um tipo de SMS online uns pros outros? este povo não tem mais o que fazer?

sim. e não. eu, por exemplo, costumo usar twitter pra guardar as coisas interessantes que vi, li, ou vou ver e ler, e sou “seguido” por alunos, colaboradores e por gente que, de resto, parece ter a mesma visão de mundo que tenho. meu fluxo de mensagens, que você pode ver em twitter.com/srlm, tem boa parte do que eu vejo, faço e leio no dia, inclusive coisas que guardo para, depois, escrever aqui no blog.

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e cada um usa pro que quer. a microsoft acaba de lançar, com a tecnologia de twitter, um site de micromensagens de altos executivos, que está no ar em www.exectweets.com, onde você vai ler [e votar, e responder] as pequenas pérolas de executivos [americanos, por enquanto] que contribuem para o site. quanto a microsoft está pagando por isso? ninguém sabe. quanto facebook queria pagar por twitter há cinco meses? US$500 milhões, por uma companhia que, até este contrato com a microsoft, tinha zero, zerinho de receita. é a crise. imaginem se não fosse…

pra entender direito como funciona, só mesmo usando. vá lá e crie sua conta. é simples, grátis, faz sentido e vale a pena. logo depois, apareça em twitter.com/srlm e clique em “follow” pra assinar meu “canal”. num dia anormal, como hoje [tava no computador o dia inteiro e li muita coisa interessante], veja o que você vai ver se me acompanhar… twitter, na lista abaixo, tá acoplado no browser que eu estava usando via twitterfox e os posts aparecem como no site: os primeiros da lista são os mais recentes

Obama appoints Susan Crawford as the president’s special assistant for science, technology, and innovation policy. http://tinyurl.com/c83thh
7 minutes ago from TwitterFox

GENSLER: The Four Workmodes of the Knowledge Economy [isso é legal: vá lá e pegue o report] http://tinyurl.com/bjpgz3
about 1 hour ago from TwitterFox

Softkinetic’s gesture-based video games: helping people play video games using their bodies as controllers… http://tinyurl.com/d4tw8x
about 1 hour ago from TwitterFox

SLIDEMAP: explore the WORLD through geotagged images. this one is GREAT! the link goes right to RECIFE: http://tinyurl.com/ckkjlg
about 2 hours ago from TwitterFox

Emanuel Rosen [of The Anatomy of Buzz Revisited: Real-life lessons in Word-of-Mouth Marketing] interviewed. http://tinyurl.com/b5pct2
about 2 hours ago from TwitterFox

previous twit is the abstract of Managing FLOW: a PROCESS theory of the knowledge based firm. NONAKA rides AGAIN! http://tinyurl.com/c5qsa5
about 2 hours ago from TwitterFox

the knowledge company: community in which people communicate&interact, transforming tacit to explicit knowledge… http://tinyurl.com/c5qsa5
about 2 hours ago from TwitterFox

DEVER DE CASA: mande seus filhos ao site do IBGE. vá também. SURPREENDE: quantidade e qualidade de informação. http://www.ibge.gov.br
about 2 hours ago from TwitterFox

MAIS UM PRÉDIO RECUPERADO no PORTO DIGITAL, em recife. e a OI se mudou pra lá… http://tinyurl.com/d2rc8o
about 5 hours ago from TwitterFox

TAPEROA-PB, 13000hab, TRINTA lanhouses. NÃO é SURPRESA 62 milhões de usuários na internet no BRASIL. http://tinyurl.com/cnaphv
about 5 hours ago from TwitterFox

do meu blog > uma rede social para GESTÃO DE CONHECIMENTO > oro-aro: http://www.oro-aro.com [tô usando pros cursos da informatica/ufpe]
about 8 hours ago from TwitterFox

NO MEU BLOG >> ressaca pessoal, na rede social? << http://tinyurl.com/dbucjy
about 8 hours ago from TwitterFox

vá ver, no mapa ALFA do CITIX [breve, no ar, no TERRA], onde vai ser o show de LULA QUEIROGA: http://tinyurl.com/cznmoj
about 14 hours ago from TwitterFox

lu de mari postou isto [http://tinyurl.com/584j5d]  sobre *friends with benefits*. muito bem feito!…
about 14 hours ago from TwitterFox

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terça-feira, 24 de março de 2009

ressaca pessoal, na rede social?

srlm às 12:11

juliana carpanez fez mais uma das suas: um texto legal sobre a ressaca nas redes sociais e outros tipos de ambientes comunitários em rede, que primeiro dão acesso a alguns privilegiados e, depois, ao resto do mundo. ocorre que, aparentemente, os primeiros a entrar em tais redes e serviços são, também, os primeiros a sair. a pergunta é… por que?… pra saber, vá lá ver o que ela descobriu. eu fui um dos entrevistados e minhas respostas, na íntegra, estão abaixo.

juliana carpanez: Que motivos levam os precursores de uma rede social a abandoná-la (mesmo que mantenha seu perfil ativo), quando ela ganha popularidade?

silvio meira: Não acho que a rede é abandonada porque ela se torna popular ou "craudiada". Ocorre que o pessoal que começa a rede, os early adopters, tem acesso à rede em estado alfa e beta, quando os usuários normais ainda não estão lá. E terão acesso às próximas gerações de infraestruturas de redes sociais da mesma forma. Se estas pessoas não estiverem usando as redes das quais participam como parte do que poderiam ser processos essenciais para seu trabalho e vida, não há nenhuma razão para elas permanecerem em uma rede "velha" se nada as prende lá. Ninguém troca seu provedor de emeio de uma hora pra outra. Há um custo relativamente alto envolvido em tal tipo de mudança. Há uma interface lá, os emeios que enviamos e recebemos estão lá e um monte de gente conhece um endereço nosso que tem a ver com o provedor atual. Olhando para uma rede social qualquer, o que de essencial, para nossa vida e trabalho, está tão associado a uma das redes atuais que me prenderia a ela?…

JC: Por se tratarem de redes sociais, não é lógico pensar que, quanto mais conhecidos/contatos um usuário tiver no ambiente virtual, mais proveitoso para ele?

SM: Sim, certamente. Mas as pessoas que abandonam e rede -e entre eles os early adopters- o fazem porque -provavelmente- nada os prende por lá. O tipo de "contato" que se tem nas redes sociais abertas é muito frouxo e a dinâmica de participação não leva a estabelecer links mais fortes e/ou duradouros… a não ser quando há interesses das partes. Um grupo de bikers -ou um maracatu- que usa uma rede pra se articular vai, quase certamente, continuar lá por muito tempo; a atividade real do grupo será a motivação para o uso da rede social para sua articulação. As pessoas que abandonam um serviço, seja ele qual for, o fazem porque não vêem, ali, agragação de valor que remunere o custo de usá-lo ou, no caso das redes sociais, de se darem ao trabalho de manter um perfil ativo…

JC: O fenômeno das redes é relativamente novo. Acredita que, com o passar do tempo, essa sede por novos sites de relacionamento vai diminuir? Que o usuário vai aprender como gerenciar seu perfil (selecionando, por exemplo, exatamente o que quer exibir) e então querer se “estabelecer” por lá?

SM: Sem a menor dúvida. Como a população da rede é finita e a enegria das pessoas idem, não há razão para se imaginar que apareçam dezenas de novos sites de relacionamento que sejam economicamente sustentáveis. Vai haver redes sociais limitadas ao redor de operações de mídia como TVs e portais e eu acredito que haverá um uso cada vez mais intenso de redes sociais para gestão de conhecimento nas empresas. Mas tais redes serão limitadas à empresa e parte de sua cadeia de valor e geridas como um bem corporativo, o que lhes dá um caráter, importância e valor completamente diferentes das redes sociais abertas

JC: Quando se exclui de uma rede social, o usuário perde diversas informações lá postadas e também o contato com quem só encontra naquele ambiente. Seria pertinente então dizer que, mesmo abandonando a atualização de um site, é interessante que o internauta mantenha seu perfil ativo (porque se trata de parte de sua identidade digital)?

SM: No curto prazo, sim. No médio prazo, acredito que vamos convergir para mecanismos de identificação única dos usuários [da internet] e, ao mesmo tempo, para a interoperabilidade das redes sociais. Isso tornaria possível exportar meu perfil de uma rede pra outra [eventualmente perdendo algumas funcionalidades...] e fazendo com que usuários de uma rede pudessem ter links para usuários e comunidades em outras redes. Não parece uma consequência do estágio atual das redes sociais abertas, porque elas têm modelos de negócio fechados. A idéia é "prender" o usuário na rede para que ele seja usado para remunerar a infraestrutura e serviços providos por ela. Mas o futuro de todos os sistemas de informação é ter algum grau de interoperabilidade, mesmo que seja uma capacidade elementar de exportação e importação de dados. Aconteceu com emeio, acontece com as startpages [onde você exporta seus feeds...], Vai acontecer com as redes sociais. É só uma questão de tempo…

image aliás, já que estamos falando de redes sociais e ressaca das ditas, há uma, com tecnologia nacional e atualmente em estágio alfa, sendo usada principalmente com propósitos educacionais. www.oro-aro.com é um ambiente de rede social para gestão de conhecimento, centrado na idéia de que, na vida real, todos nós somos pessoas, fazemos parte de uma ou mais comunidades e, nelas e com outras pessoas que delas fazem parte, contamos histórias à medida em que a vida passa. ou enquanto estamos trabalhando e realizando projetos. ou tocando maracatu, ou seja lá o que for. neste estágio, a rede já está sendo usada em um conjunto de disciplinas da ufpe e ufrpe e a entrada é aberta. vá lá ver e crie um login pra participar do que está rolando.

quem sabe esta será uma das redes sociais que você, que vai entrar no estágio inicial, não abandonará quando um monte de gente estiver por lá. a tecnologia por trás de oro-aro [agora só falta você, em tupi-guarani] é do c.e.s.a.r, onde sou cientista-chefe.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

em dez anos: mapeamento genético para todos?

sempre que este blog publica algum texto [mesmo que levemente] relacionado à convergência info-bio, ou seja, aos desenvolvimentos da informática que, cada vez mais, influenciam nosso entendimento da vida e dos seres vivos, algumas dezenas de comentários sem sentido são feitos quase imediatamente, contra um ou outro que considera aspectos relevantes do texto. até parece que uma certa classe de indivíduos, que ignora –e quer continuar ignorando- o que está acontecendo no mundo, se especializou em escrever comentários sem entender ou refletir sobre o assunto em pauta, até porque parece, sempre, não ter lido ou entendido o texto.

o tipo de assunto que parece atrair uma maioria de comentários despropositados, atirando ao fogo do inferno o responsável pelo blog e seja lá o que ou quem for que ele esteja reportando… é exatamente como os parágrafos abaixo, que tratam a possibilidade, cada vez maior, das tecnologias genômicas estarem disponíveis em escala social dentro de poucos anos.

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segundo declarações de jay flatley, da illumina, ao times de londres, uma leitura completa e economicamente viável do genoma de cada recém-nascido será possível dentro de cinco anos. nos países mais ricos, segundo dr. flatley, tal procedimento será tão comum –e obrigatório- como o teste do pezinho, dentro de dez anos. desnecessário dizer que, mesmo em periferias como o brasil, e mesmo que a escala social só venha a estar disponível em 20 anos, os mais abastados terão seus filhos "sequenciados" assim que o processo estiver disponível por preços que façam sentido. depois, a pressão social vai cuidar para que todos, indistintamente, tenham acesso a tal tecnologia.

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o que significa fazer sentido? o esforço de sequenciamento do dna humano, conduzido pelo human genome project, que publicou seus resultados em 2001, custou astronômicos US$4 bilhões. quando craig venter, da celera genomics, publicou seu próprio dna [em 2007], o custo havia caído para US$1 milhão, ou 4.000 vezes menos em pouco mais de meia década. pra continuar fazendo contas, há serviços de genotipia que podem esquadrinhar seu DNA [dos seis bilhões de letras, fazer uma procura em dois milhões] atrás de pistas para doenças diversas, por meros US$1.000. se você tem dinheiro e estiver realmente desconfiado de alguma surpresa letal escondida no seu DNA, US$100.000 pode decodificar o programa que, em muito boa parte, fez seu corpo chegar onde está hoje. e boa sorte.

image acontece que a empresa de flatley, a illumina, está para lançar um serviço que promete, daqui a dois anos, decodificar o seu e o meu programa genético completo por US$10.000 [ou US$5.000, este ano?] e reduzir este custo para US$1.000 em cinco anos. o que está por trás disso? o aumento exponencial da capacidade de processamento, tanto do lado das tecnologias da informação quanto genéticas, e a convergência das duas, o que faz com que os custos estejam –e continuem- caindo muito velozmente.

mas ter a tecnologia disponível em 2015 por mil dólares por pessoa, em 2023 por cem dólares e em 2030 por dez dólares ou reais não é o que vai definir, de pronto sua aceitação e uso universal. o próprio flatley diz que… “The limitations are sociological; when and where people think it can be applied, the concerns people have about misinformation and the background ethics questions"… claro que as limitações são sociológicas; quando, onde e pra que as pessoas entendem que a tecnologia deve ser usada, a desinformação e as questões éticas é que vão decidir quando teremos, todos, acesso a sequenciamento genético pelo SUS. na inglaterra, EUA e aqui.

além dos preconceitos e [ou por causa da] desinformação, há problemas sérios a tratar: a privacidade do genoma de cada um deve ser uma preocupação fundamental, apesar de ser impossível assegurá-la de todo. por onde passamos, deixamos um rastro genômico e é por causa dele, aliás, que alguns crimes já vêm sendo solucionados há tempos.

mas imagine que o meu e o seu código genético andam por aí e, na prática, denunciam que nós temos um risco muito alto de sofrer de certas doenças de tratamento demorado e caro, digamos, na meia idade. que empresa vai investir num funcionário que pode se tornar indisponível exatamente no que seria o retorno do investimento? que seguradora vai nos aceitar pelo mesmo prêmio de pessoas "normais", se não houver uma legislação, regulação e fiscalização severa que as obrigue a tal?

e o que vai acontecer se casais de namorados passarem a saber dos "bugs" [ou, como se diz em programação, os "defeitos"] no código de um e de outro, levando-os a saber, também, das consequências para os filhos que possam vir a ter? veja o "código" e os "bugs" do craig venter neste link; não se sabe o código da parceira dele. no futuro próximo, como os bebês [muito provavelmente] serão sequenciados, o que fará o estado quando eles resolverem ter filhos? desaconselhar certos tipos de acasalamento, em função do que sabe sobre a genética das pessoas, levando a novos e assombrosos tipos de eugenia fomentada pelo poder?

image ou será que, ao mesmo tempo em que sabemos do código inteiro de cada vez mais gente e uma capacidade cada vez maior para reprogramar organismos, vamos intervir e resolver os "bugs", no DNA, antes que eles causem danos aos seus portadores? afinal de contas, porque só a soja teria o direito de se tornar mais resistente? você sabia que mais de 60% da soja, no mundo, é geneticamente modificada? tanto quanto no caso da soja transgênica, tornada legal no brasil e que já é 64% da produção brasileira [e 85% da argentina], vamos querer que o poder intervenha? em certas condições, o sistema vai intervir de qualquer forma?… como?…

muitas, muitas coisas para discutir nesta fase de transição e de convergência que viveremos neste século. todas estas e muitas outras questões provavelmente estarão resolvidas no séc. XXII. nada que, a partir de onde já chegamos, 100 ou 200 anos de evolução não ajude a desenrolar. lá, no futuro, aquela parte dos comentários desinformados e preconceituosos deste e de muitos outros blogs que tratam deste tipo de assunto talvez seja lembrada e estudada como se nós, hoje, estivéssemos vivendo mais uma idade média, assombrada por fantasmas, bruxas, deuses, igrejas e falta de educação, conhecimento e imaginação que impedem as pessoas de pensar livremente.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

brasil terá dinheiro celular em 2010: será?

os centro e trinta bancos associados à febraban, gente grande e que sabe que dinheiro é coisa séria, decidiram tratar em conjunto a oportunidade de usar os celulares como meio de pagamento. o banco central foi avisado da intenção e a meta é começar até o fim de 2010.

pra coisa dar certo, algumas constelações têm que se alinhar. além dos bancos todos querendo fazer a mesma coisa, o que parece já ser o caso, pois concordaram em lançar uma plataforma unificada para transações financeiras móveis até o final de 2010, o banco central tem que deixá-los fazer, porque o espaço é regulado. estes dois itens não são maior problema. há coisas mais complicadas.

os bancos resolveram, também, que vão conversar com as teles “depois”. celulares, como se sabe, funcionam sobre a infraesturtura e serviços das operadoras, que têm idéias próprias sobre o assunto. e aí, nesta constelação, é onde mora um dos perigos. pra começar, a oi tem seu próprio serviço de m-payment [mobile payment], o paggo, para o qual angariou 900 mil usuários e 22 mil lojas no primeiro ano de operação [2007/2008] e deve ter entre 1.2 e 1.5 milhão de usuários hoje. e a vivo, pra não ficar atrás, também vai lançar um m-payment. afinal de contas, nada melhor do que virar um banco, se você não se envolver com empréstimos podres, como alguns dos maiores do mundo.

a ntt/docomo [japonesa] descobriu isso há muito tempo: cartões de crédito que funcionam como os de plástico que carregamos, só que embutidos no celular, foram lançados em 2006. trata-se de muito mais que um paggo, a ponto da operadora ter requerido uma carta patente de banco aos reguladores japoneses. a docomo deu a partida, os outros seguiram. rápido. hoje, mais de 30 milhões de celulares são osaifu-keitai [mobile wallet, ou carteira móvel], cerca de 30% de penetração entre os celulares japoneses. seria como termos uns 50 milhões de celulares-cartão no brasil. um monte..

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os osaifu-keitai são usados pra tudo, de pagamento de passagens de ônibus, metrô e ingressos de todos os tipos a supermercados, máquinas de refrigerantes e o que mais você pensar. mas a vida não é tão simples quanto parece. os problemas associados ao uso do celular para transações financeiras não estão de todo resolvidos, mesmo no japão, país de povo viciado em keitai. pesquisa de outubro de 2008 mostra que apenas 15.6% dos japoneses usa seu banco a partir do celular, contra 68.2% de quem tem computadores pessoais na rede. .

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mas nossos bancos podem estar vendo longe, muito longe. ao anunciarem o celular-cartão brasileiro, a pergunta de muitos bilhões de reais é… será que os bancos vão falar com as operadoras “depois” porque planejam lançar uma operadora virtual deles próprios, combinando os serviços e lucros das duas operações?…

pelo andar da carruagem, a anatel pode autorizar operadoras virtuais [MVNOs, mobile virtual network operators] antes do fim de 2010. uma MVNO é uma operadora que existe para mim e para você mas que não existe de fato lá na infraestrutura. a marca, o marketing e parte dos serviços vendidos no mercado a diferenciam das operadoras “normais”, mas ela usa, lá atrás, infra alugada de uma ou mais operadoras, digamos, clássicas. no brasil, os estudos técnicos estão prontos e sabe-se que a anatel vai decidir entre duas alternativas de modelo de MVNO para o país.

junte as peças: os bancos vão lançar um celular-cartão brasileiro, com todos eles apoiando [e ganhando dinheiro, muito]. isso é bom. a anatel vai liberar as operadoras móveis virtuais. isso é muito bom, pois vai aumentar a competição e melhorar a vida dos usuários. os bancos vão conversar com as operadoras “depois”. os bancos, em conjunto, podem lançar um osaifu-keitai na sua própria operadora, se quiserem; têm capitais e competências para tal.

agora pense: se você fosse uma operadora, faria o que?…

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quinta-feira, 19 de março de 2009

a matemática, na rede

Tags:, , , , - srlm às 00:32

sala de aula lotada de petizes, gente pequena de seus sete e oito anos. a professora de matemática resolve elaborar dois conceitos básicos básicos de aritmética, que as crianças já usam na prática, no dia-a-dia.

  • professora [P]: muito bem, muito bem, o que é mesmo uma adição?…
  • petiz 1 [p1]: é assim como adicionar um amigo no orkut!
  • P: como?
  • classe, ao mesmo tempo [C]: isso! é adicionar um amigo no orkut!…
  • p2: é 1 mais 1!…
  • p3: ôôô, burro! não é só mais um não!…
  • P: peraí, calma, peraí… certo, adição é adicionar, somar valores, não é?
  • C: ééé!…
  • P: bem, muito bem!… e subtrair, o que é?…
  • p4: fácil! é deletar um amigo no orkut!…
  • C: ééé!…

a professora, convencida de que seus alunos entenderam e sabem definir e utilizar os conceitos de soma e subtração, desiste, no momento, do que seria uma longa discussão sobre matemática pura e aceita o que seus amados petizes concluiram. afinal, as operações realizadas no orkut são [no domínio de lá] adição e subtração…

pra quem aprendeu a somar e subtrair pensando em bananas e laranjas… bem vindo à sociedade da informação e seus muitos novos significados. ainda por cima, o fato é real e aconteceu em uma boa escola recifense, há alguns dias…

image[ps: apesar de escondido na interface, este blog tem RSS {o que é?}. para assinar e receber links pra novos textos sempre que publicados, sem ter que passar por aqui, use o link a seguir em seu leitor ou agregador {o que é?}: http://smeira.blog.terra.com.br/feed/. pra ler a web, eu uso uma startpage {o que é?}, netvibes, que simplifica {muito} minha vida na rede. se você ainda não tem uma, comece a pensar no assunto...].

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