o blog, o conteúdo e o estilo
este blog, como quem passa por aqui vez por outra sabe, não tem paciência para usar a tecla “shift”. depois de ponto, nada de maiúsculas, por exemplo. e nomes próprios quase nunca ganham uma capital no princípio; daí que vez por outra brasil aparece com um “b” ao invés de “B”. questão de estilo, diriam uns, inclusive o autor. alguns outros, membros da patrulha ortográfica da língua portuguesa, ficam possessos: ao invés de ler o blog, que trata de tecnologias da informação e comunicação [TICs: algumas siglas aparecem em capitais] e seu impacto na sociedade, os patrulheiros se dirigem direto pros comentários e detonam o autor em gênero, número e grau.
pura perda de tempo: meu contrato com o terraMagazine [com “M” bem no meio] não me sujeita a um manual de estilo que o terra [e o magazine], por sinal, não publicou. escrevo o que quero, quase quando, e certamente como quero. quem quiser ler português perfeito, casto, última flor do lácio inculta e bela… deve procurar outro endereço, que é o que não falta na rede brasileira, com tantos e cultos autores publicando tanta coisa boa todo dia.
se o blog não tá nem aí pra [falta de] regras e pros comentários sobre seu relaxamento, o que é mesmo que este texto está fazendo aqui? ah, bem: o texto de ontem era sobre alpha [com ph mesmo…], a máquina de respostas da wolfram research; mas boa parte dos comentários [como sempre, quando um assunto qualquer chama atenção] era sobre a tecla “shift” [e não, deve-se observar, sobre “caixa-alta”…]. como sempre, este tipo e nível de comentário não mereceria nenhuma resposta, mas aí a antonia berlotto, pelo fim da tarde, escreveu:
Silvio Meira:
Vou te fazer uma pergunta e quero resposta: Há mais de um ano quem entra aqui sabe que vc escreve com minúsculas; um direito seu, cada um escreve como quiser, ninguém é obrigado a ler. Entra quem quer, lê até o final quem quer. Quem não quer, ou não entrra ou muda a página na primeira linha. Quem se move pra te escrever é movido por alguma coisa; ciúme, ódio, ressentimento… Quem entra e escreve comentário, um ano depois de vc escrever com minúsculas, é óbvio que é algum desafeto ou ex-namorada movido(a) por algo negativo, baixo, mesquinho. A pergunta, portanto, é: porque você, que tem como mediar, não nos poupa dessas mediocridades no seu ótimo, híper interessante blog. Porque eu tenho que ler aqui estas manifestações da miséria humana? Busco os comentários como complemento do debate, não há como saltá-los salvo uma linha depois -que faço- mas, por favor, nos poupe. E responda-me.
Comentário por Antonia Berlotto — 28.04.09 @ 18:13
como o comentário de antonia já está mesmo publicado, não pedi sua licença para copiá-lo aqui; é apenas a mesma coisa do texto anterior, no seguinte. e a pergunta é importante e merece resposta: por que este blog não media os comentários e deleta a irrelevância?…
antonia, eu acho que a resposta é simples e tem duas razões básicas. primeiro, por tolerância: tá cheio de gente sem espaço para se expressar e os comentários, em qualquer blog que tenha um mínimo de audiência, são um lugar precioso. servem como terapia pra uma galera que passa aqui uma vez, desfia um rosário de impropérios contra o autor, vai embora e não volta nunca mais. o efeito desta turma é nulo, até porque não consegue organizar uma campanha pelo “bom” português na web, que tenha como ícone [por exemplo] a retirada deste blog do terraMagazine. até que seria interessante uma tentativa destas, pra gente ver no que ia dar.
a segunda razão é educacional e também tem a ver com tolerância: estamos em tempos de formação de novos mecanismos de expressão, incluindo a [re]criação da língua, da escrita e dela na rede. e isso não começou a acontecer na internet, pois no latim antigo já se distinguiam o sermo quotidianus [língua do dia-a-dia], sermo urbanus [citadina], sermo plebeius [popular, em oposição aos patrícios]… ou seja, tantas línguas quantos fossem os grupos sociais, ocupações maiores, distribuição geográfica e por aí vai. a língua “ideal”, referendada pela academia, nunca passou de… um ideal.
claro que este blog não está propondo uma revisão do português e o fim das maiúsculas. mas nada o impede de usar seu próprio estilo, e isto envolve uma certa tolerância, por parte de quem lê, pois tem que sair do seu modo usual de percepção de texto e varrer a página com mais atenção, pelo menos nas primeiras vezes. afinal de contas, onde foi mesmo que o autor colocou o ponto?…
talvez haja uma terceira razão, subliminar, que é afastar um certo tipo de audiência potencial: quem não tolera o estilo vem aqui uma vez, quase que por engano, esculhamba geral e, se tudo correr bem e nossas preces forem atendidas, não volta nunca mais. amen.
curiosamente, boa parte das pessoas que reclama da ausência de maiúsculas não parece perceber que, no passado distante, o latim só tinha letras capitais e todas as palavras [em muitos contextos] eram separadas por um “ponto”. o estágio onde ainda temos pontos e maiúsculas talvez seja apenas um ponto intermediário no caminho das minúsculas sem nenhuma pontuação [ou acento]. já pensou? talvez não, mas não leve muito a sério, pois pode ser apenas outra provocação.
abaixo, uma das mais antigas inscrições latinas de que se tem notícia [séc. V a.c.?], encontrada no lapis niger, em roma. pra quem gosta de maiúsculas, boa leitura. e até a próxima…

Devido a um erro desconhecido no sistema, este post teve de ser publicado novamente. Por isso, copiamos e republicamos abaixo, ipsis literis, os comentários deixados na mensagem original.
Equipe Terra Magazine
Comentário por srlm — 29.04.09 @ 12:34
vou ser a primeira a comentar? em homenagem ao “dono” do blog, vou postar, em minúsculo tb, meus votos de solidariedade ao mesmo. aliás, xuxa queria colocar “x” em tudo que era palavra, pq não se pode escrever facultando o uso de maiúsculas e minúsculas? só pq se é careca? isso é preconceito.
Comentário por Lívia — 29.04.09 @ 12:36
professor sílvio meira: “cair” de para-quedas no seu blog foi um grande achado. ler os seus textos sobre tecnologia e o ambiente que a envolve mais os debates via comentários é um privilégio. agora, fugir das amarras das regras de expressão é uma glória e não tem preço.
Comentário por Almir Firmino — 29.04.09 @ 12:36
silvio,
acho que os Outros precisam ser ignorados, visto que eles não atrapalham o andar dos comentários (uma espécie de Política de Ignoramento). ademais, acho que eles nunca chegaram perto de ler o belo livro PRECONCEITO LINGUÍSTICO, de marco bagno.
Outros! brevemente, o livro desmembra os mitos linguísticos da nossa sociedade, por exemplo, que o brasileiro correto é o brasileiro acadêmico e o mais próximo do português lusitano. claro, uma visão elitista da nossa sociedade brasileira.
como disse quando mencionou o latim, não existe mais uma língua brasileira, mas inúmeras. ou alguém que fala errado é menos inteligente de quem fala certo? PRECONCEITO. assim como os maranhenses falam um melhor português porque conjugam o tu? MITO. em suma, é necessário começar a quebrar os paradigmas concretos da língua brasileira e caminhar para uma adequação virtual.
agora podemos voltar ao nosso dia a dia com mais bit a bit.
Comentário por Rafael Salomão — 29.04.09 @ 12:37
Puxa vida! Vou ter que escrever tudo de novo. O anti-spam não funcionou. Vamos lá:
Interessante. Num primeiro contato com o seu blog, fui na informação. Gostei do ritmo, do conteúdo e da forma. Sou publicitária e sai fazendo a minha leitura. Num segundo momento, pensei nas minúsculas. Primeiro e determinante pensamento: agora ninguém me segura! Vou virar The Flash. Só quem cata milho, sabe do que estou “falando”. A eliminação radical da tecla shift da minha vida. Fui mais adiante e dei com a polêmica. Oh gente danada. Parabéns pela forma descontraída e possível com a qual você se comunica.
Comentário por Sonia Burle — 29.04.09 @ 12:38
olá silvio estou com você e não abro
blog é um espaço virtual onde felizmente podemos fugir das conveções
o que importa são as ideias e não a letra maiuscula e minuscula o acento o ponto a virgula etc etc etc
quantas pessoas conhecemos que tem ideias maravilhosas e por não domirarem o idioma nunca se manifestam
um grande abraço
marinilce
Comentário por Marinilce — 29.04.09 @ 12:57
putz, que moral pra dona antonia.
silvio, vi vc agora pouco na marilia gabriela…
…fantástico! =D
e seu blog é maravilhoso tb!
abrçs
Comentário por VJ — 29.04.09 @ 13:01
Como sempre Silvio mandando os outros tomarem naquele lugar com a maior delicadeza.
Comentário por Rafael — 29.04.09 @ 13:16
Silvio,
Cai aqui no seu blog ontem pela 1a vez. Li seu post de ontem eu achei super interessante. Eu fiquei preso ao conteúdo e não a forma que ele foi passado. Notei o estilo diferente de escrita, mas não me incomodei, porque o que era mais importante, o contéudo, as idéias, a informação, eu absorvi.
Assim, como já disseram aqui, fico contigo e não abro. Parabéns pelo excelente blog.
Comentário por Jose Luiz — 29.04.09 @ 13:33
Prof.,
Descobri a tua fama pela dica da minha noiva, que trabalha na RNP. Depois disso, assistimos ao Roda Viva com o DEMI GETSCHKO. Ainda, assistimos o programa da Marília Gabriela.
Gostamos muito de ouvir a tua opinião e os teus (lógicos e sucintos) pontos de vista.
Ainda, como tu falaste na TV, estamos nos treinando para utilizar a internet como ferramenta para reunir conhecimento, sempre e cada vez mais.
Obrigado por divulgar essa forma de pensar com os demais.
Um abraço e votos de muito sucesso.
Alexandre
Comentário por Alexandre L Silva — 29.04.09 @ 14:28
concordo com a resposta do silvio. censurar comentarios em um espaco aberto é ir contra a internet participativa. da minha parte, ao encontrar 100% de comentários positivos sobre qualquer coisa, empresa ou indivíduo só me faço questionar. isso é uma opinião apenas, e as divergentes merecem a mesma atenção.
Comentário por daniel motta — 29.04.09 @ 15:32
Silvio, olá
Ontem vi sua entrevista na Marilia Gabriela, e hoje vejo seu blog. Parabéns, tudo muito interessante. Conhecimento nunca é demais, sou adepta disso. Bom, quanto ao uso de minúsculas em seus textos, digo: há uma poesia na “caixa baixa”…rs. Abraços.
Comentário por Nivea — 29.04.09 @ 15:39
Prezado Sílvio Meira, Vi sua entrevista na Marília Gabriela e fiquei encantada com o seu raciocínio e com sua fala. Não conhecia o senhor até então. Gostaria de poder tirar uma dúvida com o senhor via e-mail. Será possível? Agradeço desde já. Parabéns pela entrevista, que foi ótima! Abraços.
Comentário por Cíntia — 29.04.09 @ 16:30
olá prof. silvio.
adorei a sua resposta aos frustrados de conhecimento, que se prendem a conhecimentos taum torpes e estupidos. è necessário ser muito experiente e inteligente para dar um “fora” em pessoas tão indesejadas com tanto estilo, se fosse comigo simplesmente daria um geito de mostrar a imbecilidade desta ralé, que se diz intelectual mas na verdade são um bando de estupidos.
peço-lhe que após esta pausa o senhor possa nos alimentar com mais conhecimento.
Comentário por Eduardo — 29.04.09 @ 21:21
Liga pra essa turma de patrulheiros ortográficos não Sílvio… eles não conseguem entender (ou mesmo tolerar) que sua forma de escrever em um blog representa bem mais do que um estilo de escrita, é acima de tudo um estilo de comunicação (escrita+imagem+áudio+vídeo+internet+interação=comunicação mais extraordinária que já existiu na humanidade até o momento). A escrita é apenas uma das muitas ferramentas da comunicação. Comunicação é vida, quem acha que não, basta imaginar uma pessoa totalmente impossibilitada de se comunicar. Até no mundo virtual, um micro incomunicável (sem internet) é um micro morto.
Comunicação… eis a palavra chave da questão, o ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual.
E se com o seu estilo de escrever a comunicação no blog flui de maneira produtiva e MAIÚSCULA, o que os patrulheiros ortográficos pensam a respeito é uma coisinha minúscula.
Fraterno abraço e saudações empreendedoras,
Bruno Bezerra
Comentário por Bruno Bezerra — 29.04.09 @ 23:44
pelo que eu entendi, o objetivo do blog é a informação de boa qualidade , ou seja , como silvio mesmo disse em sua entrevista em marilia gabriella ontem, uma informação que acrescente com o que você já sabe, mude o que você já sabe, enfim, uma informação que faça diferença de alguma forma, e que venha a fazer você pensar, não vejo nenhuma diferença na absorção da informação se ela me chega em letras capituladas ou MINÚSCULAS, enfim, O OBJETIVO MAIOR É A INFORMAÇÃO, DE BOA QUALIDADE, E PRATICAMENTE DE GRAÇA, COMO ESSA RESPOSTA QUE O SILVIO MEIRA ESCREVEU QUE ME ACRESCENTOU UMA BREVE HISTÓRIA LINGUÍSTICA. SÓ TENHO A AGRADECER, OBRIGADA A VOCÊ, PESSOA QUE FEZ ESSE COMENTÁRIO SOBRE A LETRA SER ESCRITA EM LETRAS MINÚSCULAS, ME DESCULPE, MAS ACHEI NADA HAVER, MAS ME PROPORCIONOU A LEITURA DE UMA RESPOSTA ESCRITA POR MEIRA, DE QUALIDADE E MUITO BEM ESCRITA.
Comentário por lais — 30.04.09 @ 00:06
silvio, prazer te conhecer. …e saber qeu vc é paraibano. morando longe de casa me orgulho ainda mais disso tudo…foi lindo te ouvir falando sobre o tempo, escutar o sotaque…agora, saber qeu vc alem de tudo, batuca uns maracatus foi mais incrivel ainda. vale uma palhinha?
Comentário por Mariana — 30.04.09 @ 00:36
Acho que o Bruno Bezerra e a Lais foram muito felizes e falaram tudo. No mais, quem quiser debater português é só entrar no site do professor Pasquale.
SITE: http://www.professorpasquale.com.br
Comentário por Ramos — 30.04.09 @ 08:34
prof silvio,
leio o blog do sr fazem mais de um ano. e sempre fui capaz de entender cada post dele, mesmo sem as “indispensaveis” letras maiusculas. considero o sr um espelho no que se refere a visão e o papel da tecnologia no mundo. continue o ótimo trabalho.
Comentário por Leonardo — 30.04.09 @ 11:10
depois que você passa a responder dezenas de e-mails por dia, tem várias contas de twitter, escreve em blogs, trabalha oito horas na frente de um pc, faz pós-grad, troca uma pilha de mensagens instantâneas por dia, toca projetos pessoais nas horas vagas, participa diariamente de fóruns e redes sociais… um simples”shift” faz toda a diferença DO MUNDO. E essa é a minha vida. Imagino a sua.
ps: sugiro retirar os acentos também, meu próximo passo.
Comentário por bruno — 30.04.09 @ 13:33
É, não acho que haja motivo para tanta agonia generalizada por conta do texto em letras minúsculas. Minha leitura desse blog é sempre bastante flúida, curto o monte de links que cada post lança, as informações extras nos colchetes, enfim, o “padrão de codificação” deste blog é agradável para mim. Não sei como é sua escrita de outra forma, mas tenho a impressão que nesse formato consigo me sintonizar melhor com o que você pensa, com o ritmo do teu raciocínio.
Mas até compreendo certo choque: lembro que quando li pela primeira vez Saramago desisti rapidinho. Aquele texto digressivo, que, além de ser português de Portugal, tem uma organização bem diferente do “padrão”, me pareceu muito desagradável. Só depois que emprestei o livro engavetado a uma amiga, que me devolveu super feliz, que fui dar uma segunda chance ao véio, e desde então não parei nunca mais e aprecio muito o estilo dele.
Como disse o próprio Saramago em um documentário sobre a língua portuguesa: não existe a língua portuguesa em si; existem línguas em português.
Comentário por Victor — 30.04.09 @ 14:51
imagino que uns machados de assis, mários e oswald de andrade, guimarães rosa, monteiros lobato, ignacios de loyola brandão e tantos outros que prosearam em língua pátria - alguns até usando pharmacias e coêlhos - lendo os textos de hoje e sonhando com seus textos flutuando livremente na web [até porque baleias flutuam com ajuda de passarinhos], diriam então:
- fujam-se com as tremas e que o shift os carregue!
continue a escrever, silvio, pois leitura é imaginação e não comodismo!
Abraço [com "A" maiúsculo]
Comentário por Masuki — 30.04.09 @ 16:12
Silvio,
embora não fosse preciso, parabenizo-lhe pela complascência em explicar aos “incautos incultos” os motivos particulares que o movem a agir _ e como agir _sobre o que é SEU. Lamento, tão somente, pelo tempo perdido em explicar-se às paredes; enquanto, você poderia nos brindar com novas notícias e observações articuladas que, certamente, enriqueceriam o debate em TI, fazendo a todos … pensarem e concluírem. Ao contrário, de uma discussão improdutiva, preconceituosa e imberbe de imberbes desocupados e/ou sabe-se lá com que desvio psquiátrico subterrâneo tenham estes infelizes. Creio que o tema por si só, se esgota. “saúde e paz!” [sic]
Comentário por BARATAS — 30.04.09 @ 16:55
Sou leitor antigo do blog, nunca me preocupei com isso. Na verdade, quando se tem um conteúdo tão rico, dificilmente se vê problemas. Pessoas que reclamam sobre coisas tão fúteis deixam de aproveitar o que há de melhor no blog. É o famoso cargo cult.
Comentário por Ueuler de Oliveira — 01.05.09 @ 10:25
vimos sua entrevista na marilia gabriela e ficamos encantados. abraços aqui de laguna santa catarina
Comentário por fatima — 01.05.09 @ 22:21
ai que preguiça me dá a intolerância alheia… como um indivíduo pode se dar o trabalho de meter o bedelho na maneira de escrever do outro no espaço do outro?!?!?….. aiaiai… não alcanço a lógica ou o objetivo de um indivíduo destes….
Comentário por Bianatriz — 02.05.09 @ 15:29
Sílvio,
sou professora de língua latina apaixonada por internet. Foi uma surpresa deliciosa ler esse texto, sobre a polemica das mínusculas e sua elegante resposta!
Um abraço!
Beatris
Comentário por Beatris — 05.05.09 @ 23:06
Passei uns dias sem ler seu blog (coisa rara) e dou de cara com esta pérola sobre maiúsculas e minúsculas. na verdade não importa o estilo, o que importa é o conteúdo… O que este blog tem de sobra!
Seria demais você publicar um post sobre meu comentário também? kkkkkkkk brincadeira!
Comentário por Andres — 06.05.09 @ 08:23
A Internet Brasileira está sendo grampeada!
Descoberto grampo nos sites visitados e e-mails dos Juízes, Parlamentares, Governo e de toda a internet Brasileira. Os principais provedores também estão envolvidos. O assunto é tão grave que foi encaminhado a mais de 13 mil juízes.
E ainda:
- 1,6 milhões de boletos maliciosos.
- Salário dos 56 empregados do Registro.br
- CGI.br aplica golpe no mercado
- Resumo das falcatruas do CGI.br/NIC.br/Fapesp.br.
- mais de 40 mil advogados foram trapaceados pelo CGI.br.
- CGI.br esquece R$ 149 milhões a quatro anos na conta da Fapesp.
- a primeira conexão TCP/IP foi em 1988 e não em 1991
- Cobrança ilegal e arbitrária contra os provedores
- Onde foram parar cerca de R$ 400 milhões?
- O Brasil não adere a Câmara Arbitral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) o que “dificulta muito as disputas por domínios ‘.com.br’”
- Fapesp - 10.000 pesquisadores envolvidos em importação irregular.
Incrível: CGI.br cria um substituto para o Diário Oficial da União que chamam de Resolução Pública criada e editada por um grupo de empresários que compõe o CGI.br
Declarações do CGI.br (Demi Getschko)
- “O registro de domínios não é regido pelas leis deste país. Nós fazemos o que bem entendemos e se não concordam que registrem seus domínios fora do Brasil. Aqui nós somos a lei. Não necessitamos publicar nada no DOU porque somos uma ONG particular. E por este motivo que a partir de agora vamos trabalhar com mediação. Não queremos depender da nossa justiça”
- Sobre a internet: “o modelo americano é uma burrice” (porque não permite embolsamentos).
- “Neste país, a chance de alguém estar totalmente legal tende a zero, dado o emaranhado de leis que podem ser “sacadas” a critério de quem quiser alegar ilegalidade ou exercer algum poder constritivo (”boa constrictor” = jibóia)” e “especialmente se considerarmos o péssimo nível intelectual e ético de boa parte do senado.”
Conheça as técnicas para evitar que seus e-mails ou sites visitados sejam grampeados
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Comentário por Associação Abusando — 19.05.09 @ 22:03