Terra Magazine

28.05.09

redes sociais nas empresas: hora de aprender

srlm às 01:19

a serviço da deloitte, a opinion research consultou 2008 pessoas [empregados, na prática e em potencial] e 500 executivos de companhias americanas sobre redes [mídias] sociais e comportamento de cada um e o que é [ou seria] esperado, pelos executivos e pelas empresas, de seus colaboradores. parte dos resultados pode ser vista no histograma abaixo:

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um terço dos executivos está no facebook [que agora, em parte, tem os russos da DST por trás]; um terço também considera que redes sociais são parte do negócio e de sua estratégia e operações; perto disso usa redes sociais como parte da estratégia de comunicação interna do negócio… 14% dos CEOs tem um twitter, 13% bota algum vídeo corporativo no youTube e 11% tem um grupo, no facebook, ostensivamente patrocinado pela corporação.

no brasil? como sempre, faltam dados. mas não seria surpresa se os números aqui fossem bem mais modestos, devido a um processo mais lento de aculturação e, ao mesmo tempo, ao fato de que a rede social dominante no país, orkut, não tem “tanta cara” de negócio quanto facebook. que, convenhamos, também não é essas coisas todas pros negócios… mas tá lotada de gente e empresas.

mas o histograma acima vem dos 500 CEOs consultados. e os 2008 empregados, acham o que?… 53% têm certeza de que sua atividade online, seja onde e porque for, não é da conta de seus patrões, empresas ou clientes. vivam e deixem-me viver. no topo disso, mais de 1/3 de todos os empregadosnever consider what their bosses, clients or colleagues think before posting… não estão nem aí para o que patrões, clientes e colegas pensam antes de dizerem, eles próprios, o que pensam. para o mundo inteiro.

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resultado? 3/4 dos empregados acham que o uso de mídias sociais pode prejudicar a reputação de suas companhias… e isso enquanto apenas 17% dos CEOs tem algum tipo de programa ou operação de monitoramento e controle de danos dos efeitos das redes sociais nos seus negócios.

até aí, nada de novo. e o mundo [corporativo] vai se acabar por causa disso? não, certamente que não. pense bem: com toda a mídia negativa, de massa e social, dos últimos anos, o congresso brasileiro não acabou e ainda há quem se lixe. as empresas, principalmente as mais responsáveis, não vão acabar só porque um vídeo de funcionários trêbados na festa de fim de ano vazou no youTube.

depois de emeios, páginas e blogs, redes sociais são apenas mais um passo na escalada de conectividade –e consequente abertura- por que estamos passando na era da informação, nas nossas vidas e na das empresas [e partes do Estado]. em algum lugar, lá na frente, as coisas vão se equilibrar.

enquanto isso, quem vai perder? na minha opinião, as empresas que, por puro e simples temor do desconhecido [e descontrolado], perderem a oportunidade de aprender como usar [interna e externamente] as redes sociais e a internet em tempo real [coisas como twitter] para se tornarem mais capazes, enquanto é tempo. lá na frente, depois que muita gente já souber e praticar, vai ser sempre mais difícil e agregará, em relação ao que poderia fazer hoje, muito pouca competitividade adicional.  

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7 Comentários »

  1. Ótima temática levantada pelo Prof. Sílvio Meira. Penso que toda organização tem um organograma informal. Aquelas que deixarem de lado as ferramentas de TIC aqui apresentadas, simplesmente ficarão alheias a todo um mundo de Conhecimento e Informação que circulam nas Networks. Além disso, nestas relações há Confiança, Amizade, Coaching e também processos de Mentoria.
    Não dá para ficar sem usá-las.

    Comentário por Prof. Helder Régis — 28.05.09 @ 15:27

  2. Prof. Helder Régis,

    que tipo de idiota reduz-se a “Prof.”?

    – Dr. IRADO; qui universalis, sine qua, non.

    Comentário por Dr. IRADO — 28.05.09 @ 19:23

  3. Olá Silvio,

    Aqui é Pedro Paranaguá, da FGV - Rio — trabalho com R.Lemos.

    Se puder ler e divulgar, seria ótimo: http://a2kbrasil.org.br/EUA-Canada-UE-Noruega-Australia

    []s

    paranaguá

    ps: seu blog é excelente

    Comentário por pedro paranaguá — 29.05.09 @ 07:43

  4. Silvio,

    Os jovens que se preparam para entrar no mercado já estão bem adaptados a esse tipo de ferramenta, privilegiando as redes sociais a email. Quem tiver filho adolescente, faça a consulta, vai descobrir que ele não usa email… se socializa e se comunica via Rede Social e MSN…

    Pensando no futuro, quando essa geração ingressar no mercado de trabalho, a expectativa será encontrar uma rede social como plataforma de comunicação, base de dados onde possam consultar e compartilhar experiências.

    A empresa só tem a ganhar, pois na verdade disponibiliza um ambiente onde uma pessoa, devido ao apoio tecnológico, pode gerenciar muito mais relacionamentos. Agora me responda, quem venderá mais seguro de vida, quem usa o CRM da empresa, ou quem toma conhecimento do nascimento do filho do cliente?

    Um abraço,

    Flavia

    Comentário por Flavia Fernandes — 29.05.09 @ 14:43

  5. flávia… vai a merda.

    Comentário por Dr. IRADO — 31.05.09 @ 02:42

  6. Nossa empresa é especializada em criação e gestão de redes sociais, além de desenvolver toda a estratégia para pessoas, políticos, empresas, entidades, etc…

    No Brasil ainda não é comum encontrar gestores de rede social o que acaba levando as agências de publicidade -erroneamente- a ocuparem esse espaço.

    A Mantrux propõe uma forma diferente de trabalhar na web 2.0, em parceria com as agências.

    Comentário por Mantrux — 31.05.09 @ 20:20

  7. Realmente é uma situação preocupante neste novo mundo do trabalho.

    Comentário por Marcelo — 29.10.09 @ 10:06

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