Terra Magazine

31.10.09

tempo de twitinovação

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com a palavra, evan williams, CEO de twitter, talvez o negócio mais inusitado, improvável, querido e, quem sabe, do ponto de vista de retorno sobre investimento… entre os mais lucrativos do futuro próximo:

"Most companies or services on the Web start with wrong assumptions about what they are and what they’re for. Twitter struck an interesting balance of flexibility and malleability that allowed users to invent uses for it that weren’t anticipated."

…a maioria das companhias e serviços na web parte de pressupostos falsos sobre o que são e pra que servem. twitter atingiu um equilíbrio interessante entre flexibilidade e maleabilidade que permite inventar usos [do site, sistema] que não haviam sido antecipados.

agora ouça o que diz eric von hippel, autor de democratizing innovation, ninguém menos do que o líder do grupo de inovação e empreendedorismo da sloan school of management do MIT…

“Twitter’s smart enough, or lucky enough, to say, ‘Gee, let’s not try to compete with our users in designing this stuff, let’s outsource design to them’ ”…

…twitter é inteligente ou sortudo [ou esperto] o suficiente para dizer… “peraí, não vamos competir com nossos usuários no desenho deste negócio, vamos deixar que eles o façam, vamos terceirizar nossa inovação para nossa comunidade”.

image resumo? inove com seu público, seus usuários e clientes. mais: permita, crie espaços, entradas, infraestruturas para que sua comunidade se torne o motor de inovação do negócio. ela é parte essencial de sua empresa e cadeia de valor e sabe, ou vai descobrir, com você [se tiver chance e meios], o que é bom pra todos. e isso acaba sendo bom pra você, seu negócio e renda também.

caso contrário? todos se tornarão seus ex-usuários, serão parte de outra comunidade onde seja possível ser mais do que simples parte da audiência.

na web, aliás, audiência já era. pra sempre, aliás. ainda bem.

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30.10.09

tributo a evandro, ao afroreggae

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como muitos brasileiros admiradores do afroreggae, recebi por emeio uma carta aberta do coordenador do grupo, meu amigo josé júnior. este blog, solidário com o movimento, os amigos e a família de evandro, republica a carta de júnior na esperança sincera, renovada, de que a luta por uma sociedade muito mais equilibrada signifique, num futuro cada vez mais próximo, cada vez menos mártires como evandro.

daqui até lá, que a luta de evandro, relatada por júnior de forma tão singela e objetiva abaixo, sirva de exemplo para todos nós. porque a luta por uma sociedade mais justa, mais limpa, menos violenta, mais capaz de lidar com as desigualdades, injustiças e com a impunidade é de todos nós.

quanto mais medo tivermos, como indivíduos e grupos, de lutar contra as mazelas do estado e, ao mesmo tempo, seu aparelhamento por forças que, ao fim e ao cabo, destroem as bases da sociedade que queremos, mais mártires teremos.

temos evandro por mártir da luta por um brasil mais justo. ao mesmo tempo, temos todos que nos unir para que não precise haver mais evandros para que tenhamos, todos, o brasil que queremos. e que podemos ter se muitos mais, verdadeiramente, quiserem ter.

tá na carta aberta de júnior: evandro é mártir, e mártir não morre. vira inspiração, transforma indignação em força; força que um dia, mais dia menos dia, vai acabar a guerra.

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29.10.09

as relações de trabalho e as redes sociais [abertas]

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o national law jornal publicou recentemente um texto que, se não tivesse fundo de verdade –e real possibilidade de acontecer- seria pura história de trancoso. segundo o journal, as consequências não intencionais de se tornar “amigo” de alguém em uma rede social, se você é o empregador ou superior, no trabalho, deste alguém, podem causar ou exarcebar processos judiciais que começam em demissão sem justa causa, passam por favorecimento indevido e discriminação e acabam em assédio, sexual inclusive.

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segundo o jornal legal americano, ser amigo de alguém em uma rede social [aberta, como facebook] pode levar um dos lados a saber coisas [do outro] que não se saberia no ambiente de trabalho… levando a consequências, desejadas ou não, nas relações e litigação trabalhistas.

nas redes sociais abertas, as pessoas estão contando suas vidas ao mundo. no caso de muita gente, talvez a maioria, sem qualquer crivo que separe o pessoal do profissional. a participação de gerentes e empregados, patrões e funcionários, nas mesmas redes, pode elevar o potencial de conflito nas relações de trabalho e emprego a níveis impensados, especialmente no cenário americano, onde a história do litígio, por qualquer coisa ou causa, é muito antiga e cara.

e olhe o histograma abaixo, publicado neste blog em maio passado:

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um terço das empresas americanas tem seu CEO em facebook, tem redes sociais como parte de sua estratégia de negócios e mais de 20% usa uma rede social como parte de seu processo interno de comunicação. o risco anunciado pelo national law jornal pode ser bem real. e alto.

um segredo que só a rádio corredor sabe, numa empresa [como um alguém que só trabalha bicado toda segunda e sexta], pode ser fato amplamente conhecido numa rede social e, ouvido por quem não deveria [o “chefe”], pode ter consequências funestas. para todos os lados. uns perderiam o emprego, outros seriam processados. pelo menos, nos EUA, este é o alerta do national law jornal: se você é o empregador, nem pense em fuçar a vida de seus empregados em redes sociais abertas; a acusação poderá passar, em  muito, de invasão de privacidade. será?

e no brasil? podemos degringolar, aqui, e em que escala, para os níveis de conflito dos EUA? algo que me diz que a advocacia trabalhista nacional, cada vez mais criativa e litigiosa, não tardará a arguir, aqui, as mesmas causas de lá. daí, talvez e pra todos, de um lado e de outro das relações trabalhistas, todo cuidado seja pouco com as relações nas redes sociais abertas.

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27.10.09

competir perdendo dinheiro: quem pode, pode…

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há quarenta e cinco meses a microsoft perde dinheiro em suas operações online. só nos últimos três meses foram US$480 milhões. no último ano, muito mais de US$2B. coisa de gente grande.

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a microsoft, obviamente, tem caixa [perto de US$30B], resultante de suas operações offline, para bancar tamanho prejuízo. e o faz –e não desiste do online- porque sabe que o futuro de tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e comunicação está na rede. é por isso que a microsoft não desiste de suas operações deficitárias de internet e web, nem que pra isso tenha que gastar muito mais dinheiro do que está investindo hoje. mas o caminho é longo e a subida, muito difícil.

mas a empresa já fez isso em outros departamentos, e por muito tempo. em 2001, cada xbox vendido dava US$125 de prejuízo. pra redmond, isso era apenas uma parte da estratégia contra sony e nintendo; anos depois, em 2005, redmond perdia [coincidência?] US$125 por xbox360 vendido, como parte da mesma e renovada estratégia. e os resultados nem sempre são os esperados, como mostra o gráfico abaixo:

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a estratégia de vender por preço abaixo do custo nem sempre dá certo: o PS3 [em setembro] vendeu mais, nos EUA, do que o wii e o xbox360 [492 mil vs.462 mil vs.352 mil], pode pegar vapor e ser o console mais vendido nas festas de fim de ano. nos três últimos trimestres, a EDD, divisão da MSFT onde está o xbox360, perdeu dinheiro em dois.

mas nem todos os números são ruins: em 2009, a EDD lucrou US$319M, e a porção online do negócio é cada vez mais importante; no último trimestre, a receita do xbox live cresceu mais de 50%. sinal de que o futuro de todas as divisões de qualquer empresa, inclusive a microsoft, é online.

e pra isso vai ser preciso, ainda, muito investimento nos negócios baseados em internet e web. e não será só a microsoft que estará fazendo isso. quem não o fizer vai estar fora do jogo, e de uma vez por todas. no caso da microsoft, em particular, competir está dando muito trabalho e gastando dinheiro. e muito. mas quem pode, pode…

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25.10.09

bbc, click, tokyo, cyberdyne e… HAL [e XOS]

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a galera do programa click, da bbc inglesa, esteve andando por tokyo recentemente e produziu um vídeo de quase seis minutos, cujo resumo é… gente, muita gente, trens e metrô, e-wallets [carteiras eletrônicas] para pagar tudo, akihabara [e como a santa efigênia é de brincadeira], games, hordas de jogadores de dragonQuest nos nintendo ds, ambientes hi-tech para doação de sangue e… idosos, muito idosos e muitos idosos e a cyberdyne [de verdade].

a cyberdyne [de brincadeira] é a companhia que, na ficção, domina o planeta com a skynet e constrói os robôs terminator, popularizados nos filmes de schwarznegger. no cinema, a companhia é a mais pura e simples encarnação do fim do mundo.

image na vida real, o estranho senso de humor japonês batizou com o mesmo nome uma empresa que vai fabricar um robô de vestir, HAL [hybrid assistive limb], ou membros híbridos assistidos. a coisa é um exoesqueleto inteligente capaz de [veja figuras ao lado] auxiliar o movimento de quem o veste, mais ou menos assim…

1] quando tentamos nos movimentar, o cérebro envia estímulos elétricos aos músculos; como resultado, sinais bioelétricos muito fracos aparecem na pele;

2] para HAL funcionar, sensores bioelétricos colados à pele capturam os sinais enviados pelo cérebro aos músculos;

image3] estes sinais são enviados aos sistemas computacionais de HAL, que interpretam o movimento se deseja fazer e qual sua intensidade;

4] em sequência, sinais de controle são enviados para as partes desejadas do exoesqueleto, determinando que movimento deve ser feito e qual o torque a ser usado;

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5] em função disso, as unidades de potência geram o torque necessário e põem o exoesqueleto em movimento;

6] toda esta sequência de ações se dá em frações de segundo e, segundo os proponentes da “máquina”, vai resultar em um conjunto de movimentos muito natural.

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HAL tem um vasto banco de dados de sinais bioelétricos e seus possíveis encadeamentos e isso o torna, em tese, capaz de responder aos estímulos cerebrais com a naturalidade desejadas pelos seus projetistas e construtores.

se não é possível capturar sinais bioelétricos, o que pode ser o caso em algumas circunstâncias, o exoesqueleto pode ser dirigido por um controle remoto, o que certamente torna o processo muito mais complexo, mas oferece uma alternativa para casos muito mais difíceis do que idosos com problemas de mobilidade.

as tecnologias por trás de HAL vêm sendo desenvolvidas há muito tempo pelos laboratórios do prof. yoshiyuki sankai, na universidade de tsukuba, e podem ser um grande passo na assistência a pessoas com problemas de mobilidade causados por condições de idade ou acidentes.

mas o mesmo tipo de tecnologia, que está sendo desenvolvido em várias partes do planeta, muitas delas bem menos pacíficas do que o [atual] japão, pode ser usado para bem mais do que auxiliar idosos a se movimentar.

este é o caso de XOS, um exoesqueleto de uso militar que está sendo desenvolvido pela raytheon para o governo dos EUA e que pode ser visto em ação neste vídeo aqui.

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os dois projetos são candidatos a se tornarem inovações radicais, capazes de mudar a vida de seus usuários. alguns vão poder voltar andar. outros vão poder andar muito mais, por muito mais tempo, carregados de armas e munições. resultados de HAL certamente servirão de base para projetos militares e tecnologias oriundas de XOS serão vistas em produtos parecidos com HAL. a tecnologia, por si própria, não tem moral ou caráter. vai caber a quem a usa decidir o que fazer com ela. como sempre, desde sempre.

vamos esperar que nenhum dos projetos seja a base para transformar a cyberdyne de hoje na de amanhã…

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23.10.09

web: cada vez mais sem fio, móvel e em tempo real

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em pouco mais de um ano, de agosto do ano passado a setembro último, o número de usuários da internet [nos EUA] que usa [de alguma forma] twitter pouco mais que triplicou, de 6 para 19%, como mostra o gráfico abaixo.

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e isso tem que ser comparado com 47% [em setembro, contra 29% em agosto de 2008] dos americanos [usuários da rede] que mantêm seu status, online, atualizado e disponível para seus pares e, às vezes, para o mundo todo.

tem mais: numa tendência que é mundial, 54% dos americanos têm conexão sem fio com a internet através de algum tipo de dispositivo, de consoles a celulares. destes, 25% usa twitter, contra apenas 8% do povo que está, literalmente, ligado à rede apenas por um fio qualquer.

um número muito grande de pessoas considera [gráfico abaixo] que estar conectado enquanto móvel é muito [ou de alguma forma] importante [81%] porque as conexões com outras pessoas se mantêm; 73% dá importância às conexões móveis porque podem acessar informação em movimento e 41% porque querem, de alguma forma, compartilhar informação enquanto fora de suas bases.

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pra terminar, quanto mais dispositivos conectados se usa, mais se “tuita” [vai estar no próximo aurélio…], como mostra o gráfico abaixo.

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resumo da ópera: quanto mais sem fio, móvel e com mais dispositivos à mão, mais as pessoas estão dispostas a usar e compartilhar informação com os outros

os dados são de um relatório do pew internet project, publicado em 21/10, twitter and status updating, fall 2009, e mostram o óbvio: somos gregários, mesmo [e especialmente] em movimento, temos raízes [mesmo em movimento] e, para onde vamos, levamos todo [ou boa parte d]o nosso contexto.

e nosso contexto, hoje [para quem já está na rede], são nossas conexões. as virtuais, em boa parte representando, online, as reais. daí, nada mais normal que… haja atualizações e leituras de status, em tempo real, móveis e cada vez mais intensas.

taí uma demografia pra quem estiver pensando em novos negócios na web. em breve, também e com muita intensidade, no .BR.

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22.10.09

espaços, criatividade, inovação e… gambiarras

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o texto anterior deste blog tratou de espaços para inovação [e criatividade], usando como exemplo um “veículo” desenvolvido em taperoá, no interior da paraíba. e isso levou a uma discussão [via twitter] com marcelo tas sobre criatividade, inovação, o brasil, suas periferias e as condições, lá longe, de desenvolvimento de novos produtos e serviços.

o que, por sua vez, levou à procura de referências brasileiras sobre o assunto e à dissertação de mestrado de rodrigo boufleur, a questão da gambiarra: formas alternativas de desenvolver artefatos e suas relações com o design de produtos, onde se desenha, logo na abertura, uma definição e contextualização do tema:

Dentre diversos significados relacionados, o termo gambiarra vem sendo freqüentemente usado de maneira informal para identificar formas de improvisação: adaptações, adequações, ajustes, consertos, reparos, encaixes, emendas, remendos, inventos inteiros, engenhocas, geringonças.

A despeito das depreciações que se costumam atribuir a alguns destes tipos de procedimentos – em muitos casos com total fundamento, na qualidade de “precário”, “feio”, “malandro”, “tosco”, o termo gambiarra recebe também conotações positivas. Acompanhando um momento de mudança na maneira como alguns pensadores e a própria população brasileira têm enxergado sua cultura e identidade, o termo gambiarra tem sido remetido à idéia do pronunciado “jeitinho brasileiro”, numa visão que busca enfatizar em seu próprio povo, uma propensão ao espírito criativo, à capacidade inventiva e inovadora, à inteligência e dinâmica da cultura popular; levando em consideração a conjuntura de adversidades e vicissitudes às quais todos nós (muitos evidentemente mais) estamos expostos; entendendo-a como uma prática que se aproxima de conceitos como reutilização/reciclagem ou bricolagem.

Independentemente de questões vernaculares, o termo gambiarra é usado por muitos para definir qualquer procedimento necessário para a constituição de um artefato ou objeto utilitário improvisado. Neste sentido, sob a ótica da cultura material, o termo gambiarra pode ser entendido como uma forma alternativa de design: Gambiarra é uma forma heteróclita de desenvolver uma solução funcional / aplicada. Ou seja, um processo baseado no raciocínio projetivo imediato, elaborado a partir de uma necessidade particular ou algum recurso material disponível - os quais proporcionam a constituição de um artefato de maneira improvisada. Esta relação nos leva a compreender a gambiarra como um paradigma paralelo, o qual surge a partir dos limites e dos impactos proporcionados pelo modelo industrial de produção e consumo. Se a atividade do design de produtos se define, não pelo estilismo, mas principalmente pelo desenvolvimento de artefatos (sejam eles industriais ou não), então na essência, design e gambiarra são procedimentos similares.

O que tende a ser diferente, são alguns fatores relacionados a cada contexto que podem variar, como por exemplo, a tecnologia empregada, os métodos, a infra-estrutura envolvida (fábrica, pessoas, equipamentos, matéria-prima, etc), o processo industrial, seus propósitos políticos e alguns objetivos corporativos, como por exemplo, para quem, porquê e para quê se produz.

O intuito de relacionar os termos design e gambiarra nos induz a uma reflexão sobre valores, mitos e significados, as contribuições e conseqüências dos objetos na configuração da cultura e no desenvolvimento da sociedade pós-moderna. A questão da gambiarra envolve temas como o desenho de artefatos, o resgate da função social do design, a problemática do lixo, o contexto da indiossincrasia e das necessidades específicas, bem como a identidade da cultura material brasileira.

lá no meio da conversa, rodrigo chega no ponto: design e gambiarra são a mesma coisa. gambiarra é design limitado por restrições de conhecimento, ambiente, meios… a gambiarra é design na periferia. o diagrama abaixo [também da dissertação] dá uma idéia geral da conversa. pra quem estiver interessado, a dissertação, com muitas imagens legais, está neste link. boa leitura.  image

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