Terra Magazine

sábado, 30 de janeiro de 2010

2009: o tamanho da rede

srlm às 03:00

a internet e a web estão aí há tempos mas seus números não deixam de impressionar. vai ser assim ainda por alguns anos, até que todos nós estejamos na rede e os números passem a parecer normais [mesmo que não sejam].

quer ver, olhando só pra emeio? em 2009, foram enviados buzilhões de emeios [na verdade, noventa trilhões] e quase todos eram SPAM. como assim, quase todos? assim: a média de spam do ano inteiro foi 81% e a do fim do ano chegou a 92%. ou seja, se eu e você estamos na média, pelo menos oito em cada dez emeios que recebemos em 2009 eram alguma forma de spam.

eu uso um filtro muito bom mas mesmo assim tenho que deletar à mão um monte de mensagens: uma que propõe um aumento dos meus seios [!] outra, uma extensão do pênis, uma terceira quer me vender um treinamento sobre planilhas excel, mais uma que vem da máfia nigeriana [putz!], outra tenta me cooptar pra mandar ainda mais spam [vendendo uma lista de endereços…], a quinta quer me fazer comprar comprimidos azuis [enviados do leste europeu], a sexta tem uma forma revolucionária de emagrecer… e por aí vai.

danado é que qualquer filtro, por melhor que seja, sempre detona um bom número de mensagens legítimas, aumentando o trabalho de quem fica a peneirar na caixa de spam o que foi excluído da lista de mensagens legítimas, atrás de alguma coisa de interesse. do lado oposto dos filtros, que são máquinas virtuais, estão as máquinas que mandam spam e que também são usadas para invadir outras máquinas.

o número de zumbis, máquinas dominadas por algum invasor sem que seu dono faça a menor idéia, aumentou à razão de quase 150.000 novos computadores por dia. faça as contas: a cada hora, a galera do mal se apropria de mais de 6.000 computadores pra atanazar eu e você.

por isso é que há quem [incluindo o wall street journal] diga que emeio está morto como mecanismo de comunicação. sei não; ainda não está, mas parece estar bem perto, a continuar assim. e até porque as redes sociais estão assumindo, rapidamente, o papel de principal interface de interação entre pessoas.

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resumo da ópera: por dia, em 2009, rolaram 247 bilhões de emeios no planeta, envolvendo mais de 1.4 bilhões de endereços; mais de 200 bilhões era spam, em média, número que cresceu 24% em relação a 2008.

estes dados fazem parte de um apanhado de royal.pingdom sobre o tamanho da internet, usando dados de várias fontes; vá lá ver. nem tudo é coerente, porque os mecanismos de medida e avaliação variam entre as diversas fontes. mas o todo dá uma idéia razoável do que é a rede, hoje, com mais de 1.7 bilhões de pessoas [só 10% na américa latina e caribe], 234 milhões de sites, 187 milhões de domínios [ache um nome livre, se puder…], 126 milhões de blogs e quase 30 milhões de tweets todo santo dia.

pra ir direto às fontes dos dados mencionados neste texto [e muito mais], clique nos links abaixo, cortesia de royal.pingdom:

Website and web server stats from Netcraft. Domain name stats from Verisign and Webhosting.info. Internet user stats from Internet World Stats. Web browser stats from Net Applications. Email stats from Radicati Group. Spam stats from McAfee. Malware stats from Symantec (and here) and McAfee. Online video stats from Comscore, Sysomos and YouTube. Photo stats from Flickr and Facebook. Social media stats from BlogPulse, Pingdom (here and here), Twittercounter, Facebook and GigaOm.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

carnaval: HOJE tem guaimum!…

Tags:, - srlm às 18:26

depois do eu acho é pouco ter aberto a temporada 2010 de carnaval no planeta, um evento magistral [e de cerveja sempre gelada] que rolou sábado passado em olinda, o guaiamum treloso vai abrir nesta sexta o carnaval de recife, com um mega show de china, titãs, lula queiroga, maria gadú, preto velho e tereza cristina, no poço da panela. se você está por aqui, não perca. se não está, venha, ainda há vagas nos aviões, hotéis, casas de amigos e parentes, acampamentos… e por aqui [ainda] não está chovendo tanto como em são paulo.

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o guaiamum também faz uma festa para petizes no sítio donino [mesmo lugar da festa de gente grande do dia 29] às 16h do dia 31, o trelosinho, com animação da palavra cantada. e o bloco sai [ou não sai, depende] da igreja do poço aí pela mesma hora do domingo. coisas pra não perder de jeito nenhum. evoé!

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

nova síndrome: estupidez parcial contínua

Tags:, - srlm às 00:25

tempos atrás, linda stone criou a expressão atenção parcial contínua [CPA] para descrever o processo de estarmos, o tempo inteiro, dedicando parte de nossa atenção a um monte de coisas. isso não é o mesmo que fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, por sinal; veja a diferença neste link.

isso não começou a acontecer por causa da internet, mas parece ser um comportamento essencial dos humanos e outros animais. pelo menos dos que sobreviveram, como espécie, aos seus predadores. se todas as zebras se concentrassem apenas no capim, nunca veriam o leão [a leoa] chegando e o resultado seria sempre fatal. idem para os humanos primordiais, caçando na floresta: um olho na caça, o outro na cobra, no escorpião, onça, etc.

há quem pense, por outro lado, que a quantidade e intensidade de atenção parcial contínua que estamos dando à periferia dos nossos interesses, especialmente aos fluxos de informação mediados pela rede [e, mais ainda, pela rede móvel] está criando um novo tipo de síndrome [!], a estupidez parcial contínua [ou CPS]. ao nos concentramos tanto no virtual-digital-móvel, estaríamos perdemos o senso para o mundo concreto que nos rodeia e, quase sempre, entrando em conflito com [partes d]ele. será?

exemplos não faltam: não lembramos mais de números de telefones [porque temos agendas nos celulares], não lembramos das senhas dos cartões [porque temos muitos e não anotamos na agenda…], colidimos com postes enquanto enviamos SMS, a ponto de londres estar experimentando acolchoar postes pra evitar que as pessoas se machuquem…

e isso sem falar de coisas muito mais sérias, dos “reply all” que causam confusões monumentais em grupos e empresas, até gente que morre e atropela e mata outros porque está usando o celular para enviar mensagens [ou colado no GPS] enquanto dirige.

o limite, até agora, parece ter sido estabelecido no começo de 2009 por um motorista de caminhão que matou uma família de seis pessoas na M6 inglesa: as evidências são de que ele estava usando um laptop e fazia pelo menos um minuto que prestava atenção parcial contínua, só que à estrada. o acidente chocou o país e pode ter sido um alarme para evitar situações ainda mais graves.

não custa nada lembrar que em breve teremos internet e celulares em todos os aviões mesmo aqui no brasil; espera-se que os pilotos, pelo menos, estejam prestando atenção –contínua- às coisas certas…

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sábado, 23 de janeiro de 2010

china censura SMS. e não vai parar por aí…

srlm às 07:45

image depois da confusão recente com google, a china resolveu que tá fazendo pouco para criar uma “guerra fria de informação” ou, de outro ponto de vista, um “controle totalitário” de toda a informação que circula debaixo de seu céu. esta semana, o governo decidiu censurar todo e qualquer SMS enviado no país.

se você acha que é um absurdo, não perde por descobrir como eles acham que vão fazer isso: as autoridades decidiram que um conjunto de nove departamentos do governo central vai começar a aplicar treze critérios para crivar os torpedos pelo nível de ilegalidade e insalubridade. quem cair na malha tem o SMS suspenso e, para reaver o direito de mandar mensagens, terá que comparecer a uma delegacia da polícia de costumes e assinar uma declaração prometendo não cair em tentação de novo.

pequeno detalhe: não se publicou nenhuma linha sobre os tais treze critérios; eles são, digamos, secretos. o governo chinês aprendeu algo com o senado brasileiro e os pobres usuários terão que adivinhar as regras debaixo das quais, a partir daqui, vão ter que se comportar.

ah, sim: a população está sendo estimulada a dedar mensagens suspeitas de ilegalidade ou insalubridade, como sempre é o caso nas ditaduras; quanto mais gente olhando por cima dos ombros dos outros e fornecendo informação, mesmo que falsa ou mal intencionada, aos órgãos de segurança, melhor. quer dizer, melhor para os órgãos de controle social.

segundo a forbes, a china opera uma rede de cerca de 40.000 pessoas monitoranto a internet, de salas de chat a sites, sistemas de busca e redes sociais, prontos para tirar do ar o que julgarem ofensivo à moral e aos bons costumes, ou melhor, aos ditames do partido comunista chinês. não se sabe o tamanho do contingente que vai censurar os SMS…

a secretária de estado dos EUA, hillary clinton, disse nesta quinta-feira que uma “nova cortina de informação está descendo sobre uma boa parte do mundo”, e pediu à china para investigar os ataques contra google e outras companhias. a constatação de clinton é óbvia e o pedido, inútil. a china não está nem aí e continuará censurando de jornais a conversas de bar, passando por karaokê [como você pode ver neste link] e o que mais se pensar.

na economia industrial, quando o mundo se separava entre capital [controlando poder e trabalho, uns] e poder [controlando trabalho e capital, outros], a guerra fria era material e as armas eram a versão séc. XX de instrumentos e sistemas bélicos seculares. conhecimento e informação eram, de certa forma, coadjuvantes.

na economia do conhecimento, estão em jogo os sistemas, repositórios e os fluxos de informação e conhecimento, especialmente os que ocorrem entre pessoas, formando grandes e potencialmente explosivas redes sociais. e isso ocorre somente se há direito de expressão, de acesso aos meios de comunicação e conectividade, de formação de redes. o que não é o caso de países como china, uzbequistão, egito, irã, cuba, venezuela e muitos outros.

image a “guerra fria” no mundo [que parecia] globalizado e do conhecimento pode estar sendo iniciada por estes tempos [com a invasão do google chinês no papel do novo muro de berlim?…] e definido nos termos da declaração de clinton. neste caso, indústria e armas postas ao lado, como coadjuvantes, seria uma disputa entre as sociedades onde há liberdade e consequentemente uma rede, em todas as vertentes, ampla, geral e irrestrita e aquelas onde não há e, por consequência, onde a vasta maioria dos cidadãos e seus pensamentos e expressão é controlada pelo estado.

no fundo, mais do mesmo, só que em rede? talvez não, por termos nos movido em grande escala para um mundo onde cada um é seu próprio repórter, editor, distribuidor… onde a importância do pensamento e da voz individual é muito maior. de mais de uma forma, a censura na economia e sociedade em rede tem um impacto muito maior que a velha censura aos meios de comunicação. enquanto aquela calava os que representavam a voz do povo, esta tenta calar o próprio povo. vamos ver se consegue, em que escala, e por quanto tempo.

tal preocupação pode ser uma boa razão para se estudar criptografia, redes, linguagens de programação, web… porque é muito mais difícil [certas horas é impossível] controlar o que fazem, veêm, lêem ou dizem os hackers. nem google consegue segui-los em todos os casos. de resto, desde que o mundo é mundo, encontrar formas de ouvir e dizer que driblem as vigias do poder autoritário sempre foi um mecanismo de sobrevivência bastante eficaz.

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por outro lado, não é a partir dos EUA que você pode, por exemplo, apostar em jogos de azar na rede [“apostar” é uma forma de expressão?], mesmo que os sites estejam fora do país; a frança detona, sistematicamente, usuários P2P e muitos países têm filtros contra pornografia, o que leva a uma discussão sobre o que é a “boa” censura, capaz por um lado de oferecer anteparo legítimo para controlar incitação à violência e pornografia infantil na rede e, por outro, promover a real liberdade de conexão e comunicação.

a “má” censura, esta todo cidadão de bem deveria saber qual é e como age. sobre a china, uma coisa dá pra saber: a censura de lá não é a “boa”. resta saber se à medida que beijing assume, no mundo, o papel econômico e político de washington, suas práticas, políticas e polícias irão, também, dominar nossas vidas.

espera-se que não. espera-se que a terra continue sendo um lugar legal pra viver e onde se diz o que se pensa e quer, sem temer as consequências. mas que existe o risco da china exportar suas práticas pro resto do planeta, existe. quem viver, verá.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

skype incomodando as teles

srlm às 13:39

imageo negócio de telefonia existe há décadas. contando de alexander graham bell e sua primeira tele pra cá,  são 133 anos de empresas de “telefonia” conectando pessoas localmente e à distância, como o logo da AT&T deixava bem claro já em 1900.

neste meio tempo, aconteceu muita coisa, inclusive a internet, que veio de uma demanda do sistema de defesa americano. a gente poderia perguntar porque não foram as teles que nos trouxeram a maior parte das novidades nas comunicações, como a própria internet e, dentro dela, serviços como skype.

a razão é conhecida, simples até: os incumbentes, ou operadores históricos de um serviço, são companhias que dominam mercados de forma quase monopolista, o que resulta, quase sempre, em uma falta de motivação para inovar. o conjunto de preocupações dos incumbentes está mais normalmente associado à manutenção e otimização de suas fontes de receita corrente e muito pouca energia é dedicada ao que pode vir a ser o futuro do negócio. por isso que muitas [talvez todas] as teles trataram, lá no começo, a internet como uma novidade interessante, mas que de certa forma nada tinha a ver com seus negócios.

durante algum tempo, isso era verdade e as teles não estavam nem aí pra internet; afinal de contas, o negócio de “ligações telefônicas” era bom demais, inclusive porque a internet de “linha discada” passava pelas tais “ligações”. e porque o preço da telefonia, imposto pelo monopólio, era absurdo. como ainda é, no caso das ligações internacionais. mas por quanto tempo?

com as “promoções” para os pré-pagos [tipo carregue 20 reais e ganhe 200, 500 e até 1.000 reais de crédito para falar com celulares da mesma operadora], estou vendo gente de classe média ter um celular [barato] de cada operadora e um diretório de quem está em cada tele. o destino é falar de graça em todas as ligações locais, e isso a partir de uma armadilha que as próprias teles criaram. e olha que estão começando a aparecer celulares confiáveis de 2, 4 chips…

e as ligações de longa distância? meus celulares têm conta ilimitada de dados a preço fixo, wiFi e skype. se eu estiver fora da recife, mas no brasil, skype sempre está ligado e tento me conectar com as pessoas por ele, dentro da banda de dados provida a preço fixo pela operadora. fora do país, o roaming de dados torna isso inviável. a solução é ter um chip de onde se está ou usar a miríade de hotspots que existe em todo lugar e, via wiFi, usar skype pra se conectar com quem você quer. faz tempo que não pago uma ligação internacional.

resultado? o gráfico abaixo, mostrando como skype vem tomando as ligações das operadoras, de forma continuada… já sendo responsável por 12% dos minutos de tráfego internacional de voz:

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e isso num contexto onde as taxas de crescimento do volume total de voz internacional estão caindo há muitos anos, como mostra o histograma abaixo…

image …enquanto o crescimento de minutos internacionais entre as teles foi de 8% em 2009, entre usuários de skype, que já tinha sido de 51% em 2008, passou para 63% em 2009. skype tem mais de 520 milhões de usuários, mais de 20 milhões dos quais no ar ao mesmo tempo e receitas começando a chegar perto de US$200M por trimestre.

skype é uma ruptura digital no modelo de negócio das teles. jeff zucker, da NBCU, definiu bem: a ruptura [digital, da internet] é a transformação de dólares analógicos em centavos digitais. mais recentemente, zucker disse que já consegue ver dez centavos onde havia um dólar e isso, segundo ele, é uma melhoria muito significativa.

só que as operadoras parecem continuar vendo, ou querendo ver, um dólar onde para graham bell havia, de verdade, um dólar. não há mais, não haverá mais; por aqui, deveriam todas estar procurando dez centavos onde havia cada real e ajustando plataformas e custos à nova realidade, especialmente no que diz respeito à agregação de valor a seus serviços essenciais.

voz, só por acaso, não é um serviço, seja de curta ou de longa distância. desde que a internet começou a ser a base da conectividade na economia e na sociedade [e o fundamento e modus operandi das teles], voz é apenas uma aplicação sobre um conjunto de serviços e infraestrutura padrão e comoditizado.

para as teles, ainda é hora de acordar e inovar, especialmente em serviços e aplicações. até porque quem o fizer muito bem, se não tiver a velocidade, meios e sorte de comprar skype, pode até ser comprado por ele no futuro…

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

celular trata alzheimer?

srlm às 00:22

este blog já falou mais de uma vez sobre as possíveis e nunca provadas conexões entre o uso intensivo de celulares e o câncer em seres humanos. para ter uma idéia do que discutimos aqui, leia celulares e câncer: a discussão recomeça, que precedeu radiação e [ou melhor, em] você e que foi seguido por celulares e câncer [de novo]. neste último, falamos de um texto do theage, que cita um dos grandes neurocirurgiões da austrália:

Vini Khurana, who conducted a 15-month "critical review" of the link between mobile phones and malignant brain tumours, said using mobiles for more than 10 years could more than double the risk of brain cancer.

em resumo, o risco de desenvolvimento de câncer de cérebro é mais que duplicado pelo uso constante de celulares por mais que dez anos

a controvérsia sobre o assunto é de muito grande porte, como você poderá ver em www.cancer.gov. mas parece que celulares –e seu uso intensivo- também podem ter efeitos benéficos: gary arendash, da university of south florida, expôs ratos geneticamente modificados para terem a doença de alzheimer a duas horas diárias de radiação similar a dos celulares, por períodos de sete a nove meses.

o que ele e seus colegas esperavam era que a exposição intensa ao “celular” aumentasse os efeitos do mal de alzheimer, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: mesmo com alzheimer, ratos “banhados” por radiação de celulares mostraram ser tão capazes, em testes de raciocínio e memória, quanto ratos saudáveis. por que? aparentemente porque a radiação celular controla [ou zera] o nível de beta amilóide no cérebro, diminuindo e até revertendo os efeitos da doença.

resultado? arendash acredita que é preciso investir em um novo campo da neurociência, o de efeitos de longo prazo do eletromagnetismo na memória. pode ser. e pode ser que a radiação de celulares seja mesmo benéfica para seres humanos com alzheimer.

como a doença é letal, de causas e progressão ainda não completamente determinadas, e não há tratamento efetivo conhecido, uma ou duas horas de celular por dia pode ser um procedimento relevante para quem sofre de alzheimer. no mínimo, o paciente ficará conectado, por muito mais tempo, a pessoas, grupos e fatos que podem lhe interessar, enquanto se descobre se o tratamento é mesmo efetivo em seres humanos ou não.

enquanto isso, o debate sobre os efeitos de radiação celular em humanos continua. abaixo, imagem da wikipedia sobre absorção específica de radiação celular [pelo cérebro humano], SAR. nos EUA, o limite para SAR é 1.6W/kg; na europa e no brasil, é 2W/kg. todos os celulares, na prática, obedecem o limite americano.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

entre as muitas perdas no haiti, dona zilda arns

srlm às 21:03

entre as muitas milhares de pessoas que estavam na área do terremoto do haiti e perderam a vida, estava dona zilda arns. muito já se escreveu sobre dona zilda [veja um bom resumo de sua obra aqui e entrevista ao terraTV aqui] e este blog não tem nada a acrescentar.

estive muito poucas vezes perto de dona zilda; ela tinha o dom de transmitir a todos, os que conhecia e os que não, uma paz que vinha da certeza de ser fiel a seus sonhos, de transmiti-los aos outros, de estar cumprindo, como poucos, seu dever.

é isso o que diz maurício de souza, na imagem abaixo. que o exemplo de dona zilda nos dê, a todos, muito mais dona zildas. o brasil e o mundo precisam –e muito- delas. image

………………………………………

PS, @14.1.09: a secretaria do conselho de desenvolvimento econômico e social [www.cdes.gov.br] emitiu a nota abaixo ao fim da tarde de hoje; ao pé da nota, endereços de emeio para quem desejar enviar condolências à família e colaboradores de dona zilda.

Prezadas Conselheiras e prezados Conselheiros,
 
O Gabinete da Presidência da República informa que o avião da FAB  com o corpo da Conselheira Zilda Arns chegará do Haiti às 02h00 da madrugada do dia 15 de janeiro. Seguirá para Curitiba às 08h00 do mesmo dia.
 
As Coordenações da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa informam que o velório da Dra. Zilda Arns Neumann acontecerá amanhã (15 de janeiro de 2010, sexta-feira) no Palácio das Araucárias. Não há horário definido para o início.
 
Palácio das Araucárias - Rua Jacy Loureiro de Campos, s/nº - Centro Cívico
Curitiba - Paraná - 41 3350-2400.

No dia 16 de Janeiro de 2010, sábado, às 14 horas acontecerá uma Missa de Corpo Presente no mesmo local do velório.

Após a Santa Missa haverá o sepultamento no Cemitério da Água Verde, em cerimônia restrita aos familiares.
 
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a presença no Velório da Dra. Zilda Arns.
 
Mensagens aos familiares (filhos: Rogério Arns, Nelson Arns, Heloisa Arns, Rubens Arns) poderão ser enviadas para os endereços abaixo:
 
Correspondência: Rua Jacarezinho, 1691, Mercês - Curitiba (PR) - CEP: 80810-900
E-mail:
luci@pastoraldacrianca.org.br; vania@pastoraldacrianca.org.br;
Fax: (41) 2105-0299

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

quem [ou o que] cria empresas “de tecnologia”?…

srlm às 06:00

comecei minha vida profissional como programador de mainframes num banco. resolvi fazer pós-graduação, vim pra universidade e estou lá até hoje, às vias de cumprir meu tempo e me aposentar em 2011. entre estes dois pontos, resolvi, junto com um bocado de gente, participar de um projeto de intervenção econômica e social que começou pelo c.e.s.a.r e passa hoje, também, pelo porto digital e as consequências dos dois e muito mais.

o c.e.s.a.r sempre teve como princípio e papel fazer a diferença na construção da diversidade empreendedora no recife e depois, mais especificamente, no porto digital. é um caminho que está sendo percorrido há quinze anos e, mesmo que você seja muito lento ou não preste muita atenção na estrada, aprende muita coisa.

falando de diversidade empreendedora e criação de novos negócios, uma das coisas de que tínhamos certeza no começo do c.e.s.a.r era que “empresas de tecnologia são construídas pelo conhecimento e por gente de tecnologia”. isso era algo evidente, até porque em quase todos os polos tecnológicos [e arredores das universidades] do brasil os únicos atores visíveis e ativos no cenário à época [e até agora] eram, exatamente, as pessoas que entendem, fazem e vivem de tecnologia.

depois de muita tentativa, erro, reflexão sobre o papel e os processos do c.e.s.a.r e porto digital, aliados à observação dos lugares onde as coisas realmente dão certo em grande [e global] escala, estou chegando à conclusão que empresas “de tecnologia” não são construídas “com tecnologia” e, muito menos, por gente “de tecnologia”. pelo menos as empresas que saem da indigência empresarial que assola, por exemplo, mais de 98% das empresas brasileiras de software. você pode conferir os dados numa palestra minha sobre o setor de software e as micro e peqeunas empresas, cujos slides estão aqui.

boa parte das mais de 98% de empresas brasileiras de software não são micro e pequenas porque este é o estágio atual de seu processo de desenvolvimento e crescimento. estas micro e pequenas, pelo tipo e ambiente de negócio, pela formação e expectativas de seus empreendedores, pela qualidade e produtividade de seus processos, pelo tipo de produto [que a quase totalidade, inclusive, não tem], pelo ambiente, quantidade e qualidade de seu investimento e conexões,  estão condenadas a morrer de morte morrida, que é, como empresa, quando mais se sofre…

empresas de tecnologia, ou de qualquer coisa, precisam, claro, do conhecimento e da capacidade de seus empreendedores, mas é cada vez mais claro que seu crescimento sustentado depende, ainda mais essencialmente, de DIC, dinheiro inteligente conectado.

DIC é o dinheiro que pode até ser pouco e/ou representar uma pequena parcela do negócio. mas é o dinheiro que abre portas, que encurta circuitos de negócio, que conhece clientes, que entende as cadeias e redes de valor do ponto de vista dos processos decisórios, da alocação de poder de compra. já vi muitas [chute um número nas dezenas] empresas passarem um a dois anos tentando se encontrar com o poder de decisão de clientes potenciais que fariam seu negócio se tornar multimilionáario em pouco tempo, sem conseguir, enquanto queimavam todo o capital empreendedor [seu e dos outros] investido no negócio… e faliam logo depois.

DIC tem uma agenda inteligente e sabe conectá-la aos empreendedores de tecnologia [de um lado] e parceiros e clientes em potencial [de outro]. sem tais conexões, a sorte passa a desempenhar um papel muito maior do que o que dela se quer, e fica tudo entregue à lei das probabilidades… que normalmente trabalha contra o desenvolvimento de negócios, especialmente pequenos, ainda mais de tecnologia, que dependem de janelas de oportunidade muito específicas e apertadas.

DIC é o tipo de dinheiro que existe em escala no silicon valley e que começa a aparecer no brasil, em lugares como a CRP, FIR capital, ideiasNet e no novo fundo de capital semente do c.e.s.a.r, que deve começar a operar dentro de algumas semanas. depois de 15 anos tratando negócios de tecnologia como tecnologia, parece que aprendemos uma boa parte do caminho das pedras e vamos passar a tratar negócios de tecnologia como negócios.

quão distante estamos, no brasil, de DIC em grande escala, que é o que existe no silicon valley, por exemplo? muito. muito mesmo. veja o gráfico abaixo, que mostra a retomada do investimento [conhecido] em novos negócios, por lá, depois da crise…

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o quatro trimestre de 2009 representa um aumento de 113% sobre o mesmo trimestre de 2008 e 78% sobre o terceiro trimestre de 2009. coisa de gente grande. o gráfico abaixo mostra o número de companhias que receberam investimento, por trimestre, em linha com o aumento do valor das inversões.

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agora divida, arredondando, US$15 bilhões por mil empresas: dá um investimento médio de quinze milhões de dólares por negócio. no meio deste bolo, aí em cima, estão algumas dezenas de empresas das quais compraremos muita tecnologia no futuro próximo, ajudando a aumentar o déficit da balança comercial de que falamos neste blog várias vezes, como em PCs e a balança e depois em a balança de eletrônicos como um todo, falando de 2008, que foi negativa em quase 25 bilhões de dólares. mais recentemente, conversamos sobre a balnaça de eletrônicos de 2009 que, mesmo na crise, nos custou mais de 15 bilhões de dólares, enquanto [pra comparar] as exportações de soja geraram cerca de 10 bilhões de dólares.

falando de balança comercial, a de 2009 teve o pior saldo em sete anos e a maior queda nas exportações desde 1950. foi uma marolinha que passou em nossa vida. segundo roberto nicolski, da protec, sociedade brasileira pró-inovação tecnológica, o “crescimento através da exportação de agroprodutos, minérios e matérias primas é insustentável”.

nicolski diz que…

A indústria instalada no País, seja eletrônica, farmacêutica, de máquinas e equipamentos etc., importa mais e mais componentes com os quais finaliza ou monta os produtos, sem que o Governo aja na defesa da renda e dos empregos industriais. Já tivemos a quinta indústria de bens de capital do mundo e hoje temos apenas a décima quarta, com muito menos conteúdo tecnológico próprio. Isto é a desindustrialização! Entre 2006 e 2008, o deficit do comércio exterior em produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica quadruplicou, alcançando US$ 51 bilhões, enquanto exportávamos cada vez mais commodities.

A consequência dessa inconsistente política industrial é que o crescimento da indústria de transformação tem sido inferior ao do PIB. Só em 2008, enquanto a produção interna bruta total cresceu 5,08%, a indústria de transformação registrou um acréscimo de apenas 0,85%, perdendo quatro pontos percentuais de participação no PIB, o que significa menor oferta de empregos de qualidade nos centro urbanos e menor massa salarial na economia.

e isso ocorre também [e talvez principalmente] porque não investimos o suficiente para inovar e porque um bom número de empresas de micro e pequeno porte, de todos os setores, que poderiam se tornar os futuros fornecedores e exportadores de produtos e serviços de grande valor agregado fica esperando a morte chegar, na sua eterna condição de pequena empresa de base tecnológica.

na vida de uma empresa intensiva em tecnologia, ser micro ou pequeno é um ponto de partida, e não um destino. no setor de TICs, há boas empresas com poucos funcionários, o que não significa que são “pequenas”; estamos falando de empresas de 20 pessoas com R$500.000 de faturamento per capita. este tipo de “micro”, em tamanho, tá de bom tamanho…

mas, se o seu negócio ainda é uma idéia revolucionária em busca um destino muito maior, você precisa de DIC, dinheiro inteligente conectado. para que ele exista, precisamos criar as condições para que o dinheiro se movimente, saia dos seus berços esplêndidos nos bancos e venha pra vida real, do lado de cá do caixa, para ajudar a criar um brasil muito mais inovador, competente, lucrativo.

porque é mesmo muito provável, como diz nicolski, que um crescimento com mais e melhores oportunidades para todos, pela via das commodities, seja insustentável.

abaixo, uma destas operações de commodities: o estrago, na floresta amazônica, feito por uma das maiores operações de minério de ferro do mundo, visto do espaço pelo advanced land imager no satélite EO-1 da NASA, em julho de 2009.

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considerando o preço de atual da tonelada de minério, cada 35.000 quilos tirados de carajás e entregues na china paga um laptop de menos de dois quilos como o que foi usado para escrever este texto…

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sábado, 9 de janeiro de 2010

jovens lêem mais. onde? na rede. claro. e comprovado.

Tags:, , - srlm às 06:00

olhe bem para o gráfico abaixo, que mostra de onde estão vindo as palavras que os americanos lêem, vêem ou ouvem, nos últimos 50 anos.

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em 2008, o que o americano médio absorveu de informação a partir de palavra impressa foi cerca de 1/3 do que rolava em 1960. a palavra mediada por computadores tinha, em 2008, a mesma importância, em volume, dos textos de 1960. resultado? somando os dois, leu-se muito mais, e não muito menos… e foram exatamente os computadores [e a rede] os responsáveis por botar TV de volta pra menos de 50% de importância, pela primeira vez desde os anos 60. isso é muito bom, mesmo que, por aqui, o ministro hélio costa ache que “os jovens deveriam ver mais TV”…

o estudo é da UCSD, e é mais uma evidência de que audiência já era. somos, sempre fomos, protagonistas e comunidades. e agora temos os meios. duvida? olhe o gráfico abaixo, do mesmo relatório, que mostra o número de bytes consumidos, por dia, por pessoa, nos EUA:

imagenote que jogos já passam, em muito, TV, e deixam todo o resto, inclusive vídeo em todas as formas, lá no fim da linha. não é à toa que as maiores bandas do mundo, ao invés de chorar sobre o leite derramado dos Cds copiados, lançam seus registros sobre guitar hero e plataformas similares. guitar hero, aliás, tem tudo pra ser considerado uma das obras de arte mais importantes dos últimos 10 anos.

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mas, pra muitos tipos de mídia, começa tudo de novo; se no começo da “indústria” do disco só havia gravadoras em londres, nova iorque e paris e, depois, no brasil, no rio, agora você tem que fazer sua canção aparecer no rock band pra você aparecer. e o caminho, apesar de curto, porque digital, ficou complexo de novo. cadê os brasileiros no guitar hero, em proporção à nossa importância no mundo?…

mesmo que confuso, o caminho das novas plataformas de suporte à mídia [esqueça MP3 como negócio…] tem que ser percorrido. porque cada vez menos gente parece estar disposta a pagar para “ouvir” ou “ver” você tocando num arquivo qualquer. isso é seu demo. o que tem por aí é muita gente a fim de pagar para “cantar com você”, no seu show ao vivo, ou “tocar com você”, ainda mais quando música for serviço [MaaS, Music as a Service].

o leitor poderia perguntar: e você, ouve o que? tá copiando MP3? não… ouço coisas como a bbc radio 1 e a hype machine. grátis e legais as duas, por sinal. e sabe o que mais? veja este post aqui pra descobrir como em breve, mesmo no brasil, elas [e mais tudo que está na rede] vão estar no rádio do meu carro…

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

o blog em 2009: tá tudo aqui

srlm às 06:00

se você clicar neste link ou numa das imagens abaixo, vai pegar um .pdf de todo o conteúdo do blog dia a dia, bit a bit de janeiro a dezembro de 2009.

tudo continua aqui, online, no terra, claro [ou por enquanto], é só clicar em smeira.blog.terra.com.br que você cai… aqui. mas faz tempo que eu escrevo na rede, desde o fim da década de 80 do século passado, e a maior parte das coisas que fiz sumiu. sites morrem, endereços desaparecem, backups deixam de ser feitos, enfim, pense no que pode destruir um texto digital e isso vai acontecer a algum –ou todos- os seus. tenho desde o caso da NO., que sumiu na íntegra [e onde se pode chegar a partir deste volume] ao G1, de onde meu conteúdo sumiu depois de um rearranjo qualquer, passando por vários outros.

aí eu decidi que guardaria, pra minha referência futura, o que escrevo. não é nem que haja tanta gente interessada em ler; mas vez por outra me pego pensando onde foi que escrevi isso ou aquilo e não sei mais. e tenho que refazer; depois de refeito, descubro o que era e onde está. coisas da idade, talvez.

e um ou outro leitor acaba me pedindo um texto disso ou daquilo e, desorganizado que sou, não -nunca- encontro. é por isso que juntar toda a produção do ano no blog do TERRA serve pelo menos para eu saber o que foi que eu publiquei aqui… em 2009.

este .pdf vai ser replicado nos meus vários laptops, desktops, servidores, usb drives e no meu dropbox, estando provavelmente fadado a nunca mais desaparecer. esta é a ideia.

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nas quatrocentos e sessenta e tantas páginas [e mais de setecentos e oitenta mil caracteres] você vai achar textos sobre a vida digital, do ponto de vista social, econômico, cultural, político, filosófico… de inovação, criatividade, empreendedorismo, modelos de negócio… menos do ponto de vista essencialmente tecnológico.

apesar de meu trabalho como professor da UFPE e cientista-chefe do C.E.S.A.R, a ideia do blog é falar para quem não está interessado em discutir os bits da vida digital, mas seu dia a dia. aí dentro estão uma série inteira sobre a internet em 2020, outra sobre profissões e regulamentação [e as profissões de informática nisso tudo], uma sobre robótica e seu impacto em nossas vidas, no futuro próximo, e uma outra sobre o futuro próximo da mobilidade.

olhando aqui do blog, 2009 não foi um ano tão ruim como poderia ter sido. e todo mundo -inclusive eu- acha que 2010 vai ser muito melhor. mas eu sou desconfiado e nunca ganhei nada num sorteio, apesar de participar de muitos. pra ser melhor mesmo, inclusive e principalmente no mundo e na vida digitais, onde tudo acontece muito mais rápido do que no resto da vida real, vai ser preciso trabalhar muito.

é o que desejo a todos. um 2010 de muitas oportunidades e trabalho, pra que cada um possa desenvolver suas competências e encontrar sua sorte. isso: a gente encontra a sorte com uma probabilidade muito maior à medida que se torna mais competente e trabalha muito mais.

abaixo, o tag cloud de 2009 no blog, feito por wordle.net. clique pra pegar o .pdf. e boa leitura.

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