Terra Magazine

26.08.09

quem tem medo do futuro?

Tags:, , , , , - srlm às 15:42

dia oito de setembro às 20h, na casa do saber rio, vai começar a série de palestras tecnologia, um manual para os novos tempos: reflexões sobre a sociedade na era do conhecimento.

este blog vai estar logo no primeiro debate, introduzido assim lá no site da casa do saber rio:

08 SET, 20h | 1. QUEM TEM MEDO DO FUTURO?
Com raras exceções que justificam a regra, somos conservadores e reagimos às mudanças. Nas últimas décadas, no entanto, a tecnologia digital vem imprimindo uma velocidade vertiginosa nas transformações da vida individual e coletiva. Hoje, se é possível ter alguma certeza, é de que tudo irá mudar ainda mais. Internet, telefones celulares, games: como a tecnologia e os modos de produção e relacionamento em rede estão modificando nosso cotidiano? O que esperar do futuro: teremos mais tempo livre ou seremos escravos das máquinas e da informação? São essas as perguntas que o cientista Sílvio Meira irá discutir neste encontro, em uma verdadeira viagem em direção aos horizontes que se descortinam para nossas vidas nas próximas décadas.

mais informação neste link. galera que vai estar no rio, simbora. pessoal que não estará por lá, o beto largman [curador e animador da série] tem mais info sobre a coisa, o tempo todo, no twitter dele.

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21.05.09

mais gente nos GAMES do que no CINEMA…

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…nos EUA. relatório que acaba de sair, feito pelo npd group, dá conta de que 63% dos americanos jogaram algum tipo de game [sim, game mesmo, e não baseball ou futebol real, físico] nos últimos seis meses, enquanto apenas 53% saíram de casa pra ver um filme no mesmo período.

segundo a pesquisa, os jogadores gastam cerca de US$13 por mês em “todos os tipos de conteúdos associados a jogos”. pouco, para os estados unidos; pelas contas de hoje, pouco mais de R$26 por mês. o preço médio de uma entrada de cinema nos EUA é US$7.18; nos grandes cinemas das grandes cidades, a entrada sai por US$10, uma pipoca sai por US$6 e um refri por US$4. um casal, duas crianças, um filme qualquer, e lá se foram US$80. caro demais, não?

melhor comprar um nintendo wii, que sai por US$249 na amazon, um lote de jogos [mario kart sai por US$49] e mandar ver. na vasta maioria dos casos, a família interage e aprende muito mais: você, por exemplo, já jogou mario kart com seu filho pequeno, ele lhe ensinando?… não tem preço. e isso sem falar que, sem ir ao cinema, você ainda pode [mas este blog não aconselha tal comportamento] pegar todo e qualquer filme em alguma torrent por aí, caso em que o cinema em casa sai por um custo, literalmente, marginal.

a gente já falou disso aqui muitas vezes: trata-se de uma mudança radical de certos modelos de suporte físico na indústria de mídia. dia destes, falamos sobre coisas como kindle e literatura; tempos atrás, e várias vezes, sobre a internet, as notícias e os jornais e, vez por outra quase sempre, sobre música, que sempre incendeia o que resta da indústria de “gravação”.

agora pense: e se as pessoas acham, hoje, que o custo vs. benefício de jogar, no computador, console ou web, é muito melhor do que ir ao cinema, fazer o que?… obrigá-las a ir ao cinema? nesse caso, a indústria precisa alistar o ministro hélio costa, que está em campanha pra tirar os “jovens” da internet e mandá-los de volta à… televisão. vai ver ele assume, também, as dores dos cinemas vazios, nos EUA e no mundo.

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23.03.09

em dez anos: mapeamento genético para todos?

sempre que este blog publica algum texto [mesmo que levemente] relacionado à convergência info-bio, ou seja, aos desenvolvimentos da informática que, cada vez mais, influenciam nosso entendimento da vida e dos seres vivos, algumas dezenas de comentários sem sentido são feitos quase imediatamente, contra um ou outro que considera aspectos relevantes do texto. até parece que uma certa classe de indivíduos, que ignora –e quer continuar ignorando- o que está acontecendo no mundo, se especializou em escrever comentários sem entender ou refletir sobre o assunto em pauta, até porque parece, sempre, não ter lido ou entendido o texto.

o tipo de assunto que parece atrair uma maioria de comentários despropositados, atirando ao fogo do inferno o responsável pelo blog e seja lá o que ou quem for que ele esteja reportando… é exatamente como os parágrafos abaixo, que tratam a possibilidade, cada vez maior, das tecnologias genômicas estarem disponíveis em escala social dentro de poucos anos.

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segundo declarações de jay flatley, da illumina, ao times de londres, uma leitura completa e economicamente viável do genoma de cada recém-nascido será possível dentro de cinco anos. nos países mais ricos, segundo dr. flatley, tal procedimento será tão comum –e obrigatório- como o teste do pezinho, dentro de dez anos. desnecessário dizer que, mesmo em periferias como o brasil, e mesmo que a escala social só venha a estar disponível em 20 anos, os mais abastados terão seus filhos "sequenciados" assim que o processo estiver disponível por preços que façam sentido. depois, a pressão social vai cuidar para que todos, indistintamente, tenham acesso a tal tecnologia.

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o que significa fazer sentido? o esforço de sequenciamento do dna humano, conduzido pelo human genome project, que publicou seus resultados em 2001, custou astronômicos US$4 bilhões. quando craig venter, da celera genomics, publicou seu próprio dna [em 2007], o custo havia caído para US$1 milhão, ou 4.000 vezes menos em pouco mais de meia década. pra continuar fazendo contas, há serviços de genotipia que podem esquadrinhar seu DNA [dos seis bilhões de letras, fazer uma procura em dois milhões] atrás de pistas para doenças diversas, por meros US$1.000. se você tem dinheiro e estiver realmente desconfiado de alguma surpresa letal escondida no seu DNA, US$100.000 pode decodificar o programa que, em muito boa parte, fez seu corpo chegar onde está hoje. e boa sorte.

image acontece que a empresa de flatley, a illumina, está para lançar um serviço que promete, daqui a dois anos, decodificar o seu e o meu programa genético completo por US$10.000 [ou US$5.000, este ano?] e reduzir este custo para US$1.000 em cinco anos. o que está por trás disso? o aumento exponencial da capacidade de processamento, tanto do lado das tecnologias da informação quanto genéticas, e a convergência das duas, o que faz com que os custos estejam –e continuem- caindo muito velozmente.

mas ter a tecnologia disponível em 2015 por mil dólares por pessoa, em 2023 por cem dólares e em 2030 por dez dólares ou reais não é o que vai definir, de pronto sua aceitação e uso universal. o próprio flatley diz que… “The limitations are sociological; when and where people think it can be applied, the concerns people have about misinformation and the background ethics questions"… claro que as limitações são sociológicas; quando, onde e pra que as pessoas entendem que a tecnologia deve ser usada, a desinformação e as questões éticas é que vão decidir quando teremos, todos, acesso a sequenciamento genético pelo SUS. na inglaterra, EUA e aqui.

além dos preconceitos e [ou por causa da] desinformação, há problemas sérios a tratar: a privacidade do genoma de cada um deve ser uma preocupação fundamental, apesar de ser impossível assegurá-la de todo. por onde passamos, deixamos um rastro genômico e é por causa dele, aliás, que alguns crimes já vêm sendo solucionados há tempos.

mas imagine que o meu e o seu código genético andam por aí e, na prática, denunciam que nós temos um risco muito alto de sofrer de certas doenças de tratamento demorado e caro, digamos, na meia idade. que empresa vai investir num funcionário que pode se tornar indisponível exatamente no que seria o retorno do investimento? que seguradora vai nos aceitar pelo mesmo prêmio de pessoas "normais", se não houver uma legislação, regulação e fiscalização severa que as obrigue a tal?

e o que vai acontecer se casais de namorados passarem a saber dos "bugs" [ou, como se diz em programação, os "defeitos"] no código de um e de outro, levando-os a saber, também, das consequências para os filhos que possam vir a ter? veja o "código" e os "bugs" do craig venter neste link; não se sabe o código da parceira dele. no futuro próximo, como os bebês [muito provavelmente] serão sequenciados, o que fará o estado quando eles resolverem ter filhos? desaconselhar certos tipos de acasalamento, em função do que sabe sobre a genética das pessoas, levando a novos e assombrosos tipos de eugenia fomentada pelo poder?

image ou será que, ao mesmo tempo em que sabemos do código inteiro de cada vez mais gente e uma capacidade cada vez maior para reprogramar organismos, vamos intervir e resolver os "bugs", no DNA, antes que eles causem danos aos seus portadores? afinal de contas, porque só a soja teria o direito de se tornar mais resistente? você sabia que mais de 60% da soja, no mundo, é geneticamente modificada? tanto quanto no caso da soja transgênica, tornada legal no brasil e que já é 64% da produção brasileira [e 85% da argentina], vamos querer que o poder intervenha? em certas condições, o sistema vai intervir de qualquer forma?… como?…

muitas, muitas coisas para discutir nesta fase de transição e de convergência que viveremos neste século. todas estas e muitas outras questões provavelmente estarão resolvidas no séc. XXII. nada que, a partir de onde já chegamos, 100 ou 200 anos de evolução não ajude a desenrolar. lá, no futuro, aquela parte dos comentários desinformados e preconceituosos deste e de muitos outros blogs que tratam deste tipo de assunto talvez seja lembrada e estudada como se nós, hoje, estivéssemos vivendo mais uma idade média, assombrada por fantasmas, bruxas, deuses, igrejas e falta de educação, conhecimento e imaginação que impedem as pessoas de pensar livremente.

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28.06.08

japão: celular vira banco

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a humanidade se constituiu através de virtuais, segundo pierre lévy. na opinião do filósofo, os três virtuais fundamentais seriam a linguagem, que virtualiza o presente, criando o futuro e o passado e, consequentemente, o tempo; as técnicas abstraem as ações, estendendo o alcance do corpo humano; finalmente, os contratos abstraem a violência, criando as sociedades.

estamos cercados por virtuais, alguns muito antigos, como dinheiro [parte dos contratos], que é um virtual de poder de compra: ao invés de levar uma vaca para a loja e trocar por um celular, levamos papéis que representam nosso poder aquisitivo [resultado, talvez, da venda da vaca...]. mais comumente, pagamos com um plástico que é, em si, um virtual do dinheiro, ou seja, um virtual de segunda ordem.

o dinheiro, na forma de papel e moedas, está com os dias contados, pois é passível de todo tipo de risco físico e, como se não bastasse, é anti-ecológico. e já não era sem tempo: moedas e notas datam de 2500 e 1000 anos atrás, respectivamente. e os cartões de débito e crédito vão pelo mesmo caminho. quer ver como?…

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a operadora japonesa KDDI, segunda maior do país, já recebeu autorização do banco central de lá para abrir um banco comercial cujos serviços serão oferecidos através dos celulares operados pela companhia. dinheiro e cartão embutidos nos celulares. tudo digital, identificado e assinado. celular transferindo e recebendo dinheiro e pagando todo tipo de conta, de pedágio a trem e ônibus, restaurantes, lojas e conta de luz. fazendo investimentos na bolsa e tudo o mais que pode ser feito numa conta e num banco. vai ser sua conta de comunicação embutida no mesmo pacote de suas transações bancárias. e vice-versa.

a KDDI não é a primeira operadora a oferecer serviços financeiros no celular [vide o exemplo do oi paggo, aqui mesmo no brasil]; o título parece pertencer duas companhias das filipinas [que começaram serviços iguais ao paggo em 2005, segundo o guardian]. o que pode levar a KDDI à frente das noutras é a convergência financeiro-digital completa, com todos os serviços do seu banco sendo oferecidos aos usuários de seus celulares, algo não só inédito, mas inovador e potencialmente revolucionário.

e banco é só parte do que pode acontecer no celular. depois de se tornarem relógio, despertador, gravador, máquina fotográfica, câmera de vídeo, tv, media player, localizador, computador e banco, celulares devem se tornar identidade [de todos os tipos, de passaporte a carteira de motorista], chave, ………, ………, ……… [preencha os pontilhados com suas escolhas] e tudo mais o que puder ser virtualizado no hardware e software do dispositivo e/ou provido a ele por sistemas de informação do lado de cá da rede.

não vai levar muito tempo para que os celulares sejam o ponto de encontro da verdadeira convergência digital, que nada tem a ver com as tecnologias de suporte: a convergência será de aplicações, sobre a infra-estrutura e serviços digitais móveis habilitados nos celulares. e nem vamos precisar esperar muito pra ver isso acontecer; são só mais uma ou duas décadas de caminho. quem viver, verá.

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20.06.08

convergência: presente, passado e futuro

a HSM está organizando um ciclo “convergência em debate” no brasil, que começou no 20 de maio em BH e terminará no rio [em agosto], via curitiba e brasilia [que já rolaram]. a cobertura completa do evento está aqui [para BH] e o pessoal se esmerou: no caso da minha palestra e do debate que se seguiu, estão lá as imagens, um resumo muito bem feito do que eu disse e os slides que usei. se você está interessado em telecom, informática e vizinhanças, vale a pena dar uma olhada.

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29.05.08

as células-tronco e o futuro

Tags:, - srlm às 18:04

os primeiros trabalhos sobre anatomia humana datam de três e meio milênios atrás e começam no antigo egito. passando por hipócrates e galeno, até que o estudo da anatomia sucumbiu às trevas, preconceitos e superstições da idade média. apesar da atividade científica ter continuado no mundo árabe, quase um milênio e meio de parálise separam o trabalho fundador de galeno [ao redor do ano 200] do próximo marco ocidental nos estudos do corpo humano, de humani corporis fabrica, escrito [e desenhado] por vesalius na metade do século xvi. isso porque o oriente e o ocidente se separaram e, depois, o crescente fértil minguou como economia, sociedade e cultura.

nesse meio -e longo- tempo, as doenças da humanidade foram tratadas à base de preces e meizinhas. sofrimento e morte eram abundantes, resultado da ignorância que era mais que a ordem do dia na sociedade medieval: quem quisesse saber mais, entender mais, sobre o espaço, o tempo, os seres vivos, as razões reais de estarmos aqui e fazermos o que fazemos, era ordenado a continuar ignorante. isso se quisesse continuar vivo. a fogueira levava, quase sempre, desta para a melhor, os renitentes e descontentes.

estávamos diante de uma pequena idade média no brasil, no caso das células-tronco embrionárias, até o supremo decidir, hoje à tarde, pela continuidade das pesquisas no país. isso reabre a janela de possibilidades para o desenvolvimento de terapias baseadas em células-tronco e cria uma gama muito grande de expectativas do público, doentes, familiares, investidores e empresas de saúde e fármacos. a importância das células-tronco embrionárias, hoje, é do tamanho da controvérsia que as cerca desde o começo, e nem podia ser de outra forma. revoluções são revoluções porque mudam o mundo; e a vasta maioria -quase a totalidade- dos habitantes do planeta quer continuar levando a mesma vidinha estável que sempre levou, dentro dos limites que sempre teve, com os mesmos problemas de ontem e anteontem… mesmo que isso signifique matar o amanhã das possibilidades criadas pela ciência, tecnologia e sua transformação em inovação, no mercado.

o brasil está acordando. volto a dizer que a decisão do supremo é uma declaração de grau de investimento ao nível de conhecimento e entendimento da vida e do mundo que começa a desabrochar no país. estamos formando quase 50.000 mestres e mais de 10.000 doutores por ano e isso tem conseqüências teóricas e práticas. há coisas que nem podíamos pensar há vinte anos e que fazemos hoje com a mesma naturalidade de acordar, num dia de sol, e sorrir antes de escovar os dentes. isso inclui um cerrado agricultável transformando o país em potência capaz de matar a fome do mundo. e ainda não inclui, infelizmente, um desenvolvimento agro-pastoril-industrial em equilíbrio com o ambiente, até porque não se ouve e aplica, como se deveria, os resultados que a ciência e tecnologia brasileira são capazes hoje, como inovação, em todos os campos.

o resultado da votação do stf não é um destino, é uma partida. outras votações, sobre outros temas tão espinhosos quanto, virão. nelas, cada vez mais, o debate será sobre o conhecimento que temos do mundo, e não sobre nossas superstições, ideologias e crenças. num mundo onde todos temos que viver juntos e em conjunto, o denominador comum não pode ser o dogma de cada um, mas o conhecimento compartilhado por todos. compartilhar é o nosso destino, é o nosso futuro. e foi pra lá que o stf apontou a sociedade. mãos à obra…

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27.05.08

o fim do mundo [está próximo?]

Tags:, - srlm às 23:09

a taxa de extinção das espécies está perto de 1% por ano, a maior parte por expansão territorial da atividade humana e por acidente, segundo a bbc. nos rios ganges e amarelo, os botos não vão durar muito mais. ciclone arrasa burma e deixa 2.5 milhões de pobres na mais completa e desassistida miséria [e mais de cem mil, talvez, mortos], num dos países mais pobres do planeta, sob uma das ditaduras mais extremas que o mundo já conheceu. terremoto após terremoto remexem a terra na china, deixando quase cem mil mortos e milhões de habitações destruídas.

o brasil, na lista da violência mundial , está em nonagésimo lugar, abaixo de bangladesh [o país considerado menos violento é a islândia e portugal está entre os dez menos violentos]. recife perdeu o primeiro lugar em mortes violentas por 100 mil habitantes por ano [158] para caracas [166] mas a epidemia de violência continua grassando e matando a granel, país afora. pelo tratamento que recebe de quem de direito, até parece que o tabaco é mais danoso à sociedade do que o grau de violência urbana em que estamos imersos.

o preço do petróleo está ao redor de US$130 [e com gente grande apostando que pode chegar a US$200], a confiança dos consumidores americanos é a menor dos últimos 16 anos, os negócios estão ruins para os pequenos negócios [ nos eua , apenas?], os executivos mundiais de tecnologias da informação e comunicação passaram a trabalhar, nas últimas semanas, com uma perspectiva real de recessão e menos investimento em TICs em todo o mundo e, de quebra, a terceira geração de comunicação móvel vai trazer vírus, scam e phishing pros nossos celulares .

alguém ganha, alguém perde. tem pouca gente ganhando muito com os atuais preços de petróleo, assim como há quem vá ganhar com os problemas de segurança que vamos começar a ter nos celulares. achar que tudo vai dar certo ou errado e que o cenário atual [qualquer que seja] não é o fim do mundo pode ser, no frigir dos ovos, questão de ponto de vista e atitude perante os desafios do contexto.

falando nisso, amanhã é dia de otimismo e de acompanhar, de perto, a retomada do julgamento do processo que pode [ou não] liberar a pesquisa com células tronco no brasil. dependendo do que acontecer, o mundo, pelo menos por aqui, pode melhorar muito; dos 11 ministros, 3 já votaram a favor, um quarto pediu vistas e deve votar contra. a pesquisa com células tronco só precisa de mais três votos para ser liberada no país. se for, não será nenhum fim de mundo para quem é contra; a vida continua como antes. pra quem trabalha na área, vai ser tempo de redobrar esforços pra ver se vamos conseguir acompanhar o estado da arte mundial na área e resolver os problemas de saúde de muita gente no brasil e alhures.

se a pesquisa for proibida, ficaremos um pouco mais atrasados em relação ao mundo civilizado. mas tampouco o brasil vai se acabar. ficará apenas mais perto de burma [126 na lista dos menos violentos]… e vai ver, no fim, descobriremos a correlação entre estas coisas todas.

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