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sexta-feira, 6 de junho de 2008

menos combustível, mais rede

Tags:, , , - srlm às 15:46

gasolina-informe-petrolero07.jpgeste blog, no 30 de abril, teve um número recorde de comentários [mais de 100, e isso porque o sistema de publicação "travou"] quando discutiu a oportunidade de reorganização das cidades -e das nossas vidas, em geral-criada pela explosão dos preços do petróleo. àquela altura do campeonato, o barril do líquido mais precioso e mais viciante de uma humanidade movida a automóveis estava ao redor de US$120. hoje, passou dos US$139 e derrubou todas as bolsas do planeta, piorando um cenário onde os eua estão desempregando, grandes bancos mundiais estão falidos e o ambiente, ao nosso redor, está mostrando francos sinais de colapso.

a confusão que o blog causou se devia a uma única asserção: a de que a correlação entre o preço do petróleo e da gasolina é quase absoluta, o que é -não por acaso, mas por leis da química e da economia- uma verdade universal. se o preço do óleo dobra, a gasolina tinha, necessariamente, que segui-lo. o que nos levava a concluir que a gasolina brasileira, com petróleo a US$120, deveria estar sendo vendida, nas bombas, a R$5. hoje, o preço justo [pelos valores do mercado internacional e considerando que a petrobrás é uma empresa que tem acionistas privados, com ações na bolsa...] da gasolina deveria estar ao redor de RS6.50.

e isso pode só a metade do caminho para o brejo: grandes nomes da indústria mundial estão trabalhando com cenários que sugerem o preço do barril de petróleo ao redor dos US$200, o que nos levaria a um cenário de promoção de menos -e não de mais- consumo de tudo o que significar movimento de átomos -e não de bits- ao nosso redor. de sustentação, ao invés de desenvolvimento. de um outro planeta, enfim [e talvez já tarde demais].

este blog trocou a tecnologia e o artigo de abril sobre petróleo a US$120 sumiu [e não consigo apontar pra ele]. como agora trata-se de mera história, ele pode ser lido a seguir… pra gente pensar no que vai fazer SE o barril chegar, mesmo, a US$200 e a gasolina [se o governo deixar de subsidiá-la] pra algo como R$10 0 litro.

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