Terra Magazine

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

separações sociais…

dados de março passado dizem que faceBook é citado em 1/5 das separações nos EUA. dados ingleses de dezembro informam que 1/3 de todas as disputas judiciais entre [ex-]casais contém a palavra faceBook em algum lugar do processo. há dois anos, eram 1/5. os dados da ilha, obtidos por divorce-online, revelam que as três maiores razões onde  faceBook é citado como prova são: 1. mensagens a pessoas do sexo oposto; 2. um ex-detonando o outro na rede e 3. conhecidos "dedando" comportamento fora da linha de um dos membros do casal. no último caso, como bem se conhece nas pequenas comunidades, trata-se de fuxico puro.

faceBook detém 20% de todo o tempo de uso da internet no planeta. e isso acontece porque [nos EUA, UK...] mais de 3/4 dos usuários ativos da rede está em faceBook, a vasta maioria todo dia. a mesma coisa começa a rolar por aqui [veja os gráficos depois deste parágrafo, de comScore]. no topo disso, o tempo de uso das redes sociais no brasil é maior que a média, e [surpreendentemente?...] europa e américa. uma pesquisa recente em países representativos da web também mostra que falamos mais: 35% dos brasileiros compartilha conteúdo frequentemente; só 8% dos ingleses e 12% dos americanos faz o mesmo. estamos entre os os chineses, 45%, e os indianos, 32%. resultado? breve, também por aqui, uma grande onda de disputas onde "faceBook" será mencionado como parte do processo.

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estranho? de jeito nenhum. no tempo do telefone [velho, fixo] tancredo neves costumava dizer que “telefone serve no máximo para marcar encontro, de preferência no lugar errado”. um grande número de escândalos do passado tinha dois ou mais telefones, detetives e grampos. as ligações, hoje, saíram das telecomunicações para as redes sociais. ao ponto dos jovens mudarem seu status de relacionamento em faceBook minutos depois que um namoro [ou coisa parecida] acaba. a norma, pois, é que faceBook e quetais sejam parte, cada vez mais, dos nossos relacionamentos, disputas, vida. afinal, foi pra lá que transferimos parte significativa das nossas transações sociais.

Relógio

em dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o blog publica [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

facebook: incluir e excluir, quem e por que?…

a reclamação de que o blog usa dados internacionais para falar da web e seus efeitos é frequente e justificada. mas por aqui faltam dados e, noutros lugares, há de sobra; sempre que os usamos, entende-se que fazem [ou farão, breve] sentido aqui, também. no .BR, dos poucos que há, falamos sempre, como do estudo de cavaliini e et al. sobre o consumidor móvel brasileiro que, por falha nossa, não foi conectado ao texto anterior sobre compras móveis nos EUA. e hoje há mais dados dos EUA [quem manda não fazermos mais pesquisas?...], da NM Incite, sobre os faceBookers e seus hábitos de adicionar e remover relacionamentos na rede social. os dados mostram o óbvio, como se pode ver na figura abaixo. mas, como dizia deming, "in god we trust; all others must bring data" [acreditamos em deus; todos os outros devem trazer dados].

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em 82% dos casos, conhecemos nossas relações em rede na nossa vida fora dela; e 60% são amigos de amigos. relações de negócio não colam emfaceBook, e só 11% das inclusões têm a ver com trabalho. e nós tiramos as pessoas de nossas redes virtuais por causa de comentários desagradáveis em 62% dos casos; 39% das remoções atingem pessoas [ou entidades] tentando nos vender algo. e detonamos, em 23% dos casos, deprimidos e deprimentes. aqui, novidade zero: fowler e christakis haviam notado o efeito oposto em 2008 [em Dynamic spread of happiness in a large social network], mas é bom saber que continua valendo, na prática.

se a pesquisa representa a realidade, quais seriam as implicações? social commerce é tendência mundial e temos, aqui, casos inovadores de uso de redes sociais no varejo. excluir pessoas porque elas querem transformar relacionamento em vendas é uma tendência momentânea ou duradoura?… no primeiro caso, poderá haver uma mudança significativa, em breve, do histograma acima. no segundo, muita gente boa vai ter que rever suas estratégias de uso de redes sociais para comércio, talvez até para marketing. ou não?…

Relógio

em dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o blog publica [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

zynga: um meta IPO?

Tags:, , - srlm às 08:00

zynga: empresa americana que desenvolve jogos sociais, alguns dos mais usados e importantes [ou seja, rentáveis] dos quais rodam sobre faceBook. a série de jogos "ville" é conhecida e jogada por centenas de milhões de pessoas em todo mundo e depende de faceBook como a vida, como conhecemos, depende de água.

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IPO: oferta pública inicial de ações, primeira vez que as ações de uma empresa são negociadas na bolsa. zynga quer atingir uma avaliação entre US$15B e US$20B no mercado americano no seu IPO, trazendo perto de US$2B para o caixa da companhia. coisa de gente grande. muito grande.

meta: do grego μετά, indica um conceito [ou situação, coisa] que é uma abstração de outra, relacionada. em certas situações o "meta" depende do conceito ou situação que abstrai, não podendo existir sem ele. se você quiser, pode tratar "meta" como a virtualização de algo que lhe serve de base.

fato: zynga não existiria [ou seria muito menos do que é] se não fosse faceBook. ao prover uma API [uma interface de programação aberta] para que terceiros desenvolvam seus programas sobre o grafo social que é seu negócio, faceBook promoveu a criação e evolução de toda uma classe de aplicações sociais e empresas que as fornecem para sua comunidade.

observação: qualquer movimento brusco, ou mal pensado, ou de efeito colateral indesejado, de uma plataforma como faceBook pode ser fatal para o nível meta, ou seja, para as empresas que dependem de faceBook ser o que é e evoluir, ele mesmo, junto com sua comunidade de desenvolvedores.

é isso que o mercado vai observar com cuidado e a precificar, dia a dia, assim que zynga começar a ser negociada em bolsa. 

por isso que a abertura do capital de zynga vai ser um meta IPO em mais de um sentido. é meta em si mesma porque será o IPO de um negócio que depende de faceBook pra quase tudo. e a sorte de zynga, e o público que carregar após o IPO, como usuários e acionistas, vai afetar também o IPO de fato que todo mundo espera para breve, o do próprio faceBook.

faceBook vai atingir o limite de 500 acionistas em outubro. até aí, pode manter em sigilo seu balanço. passando disso, tem que publicar seus números, o que deveria ocorrer pela primeira vez em abril de 2012. há quem ache que a companhia vai fazer seu IPO no primeiro trimestre do ano que vem, e que vai correr atrás de uma avaliação acima de US$100B, o que tornaria a abertura do seu capital a maior de todos os tempos entre as companhias de tecnologia, quatro vezes maior do que google em 2004.

primeiro, vamos ver o que vai rolar com zynga: no meio do caminho, há uma taxa a considerar, EV/EBTIDA, o valor do negócio dividido pelos ganhos antes de impostos, juros, depreciação e amortizações. tem gente dizendo que o EV/EBTIDA que vai resultar do meta IPO de zynga vai passar de 40… 46 pra ser mais exato.

se for, você não acha que o IPO de verdade, o de faceBook, não chegaria num EV/EBTIDA de 50?… pois é, o EBTIDA da companhia de zuckerberg já está acima de US$2B, e cresce de forma que até parece, no momento, que imprime dinheiro… o que pavimenta muito bem o caminho para um IPO de US$100B ou mais.

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por outro lado, abril de 2012 está tão longe que, daqui pra lá, tudo pode acontecer. inclusive nada.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

google vs. facebook: quarta tem mais um round

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a novidade da semana passada foi o lançamento de google+, o ambiente com o qual google pretende competir com faceBook pelo tempo e dedicação da web social. o blog comentou o assunto neste link e a imagem abaixo, de outro post dá uma ideia do tamanho do desafio que se tornou enfrentar faceBook, que envolve cada vez mais gente e consome uma parte cada vez maior de todo o tempo em que as pessoas estão na rede.

e a competição não é baseada em tecnologia pura e simples: algumas horas depois do lançamento de google+, uns carinhas de facebook liberaram um hack que imita, de perto, os circles da nova oferta de google. é muito mais fácil fazer uma funcionalidade social do que uma máquina de busca como a de google, esta sim um feito da ciência da computação e engenharia de software, muito difícil de ser combatida. bing que o diga.

voltando a page vs. zuckerberg, parece que google+ verá, nesta quarta, a resposta da rede social: pelo que dizem os boatos, faceBook vai lançar um videoChat social em parceria com skype, o que faz todo sentido para ambos, já que funcionalidades de google+ competem diretamente com skype, como é o caso de hangOut, que tem cara de um videoChat coletivo e aparentemente bem feito.

ancorado em faceBook e com a mesma funcionalidade, skype poderia reagir a este "ataque" de google de forma muito mais radical do que a partir de sua própria base de usuários que, imensa, nunca teve as características de conectividade e compartilhamento de uma verdadeira rede social, sendo muito mais um competidor das teles do que um ator nativo da web.

o anúncio desta quarta será só mais um capítulo da continuada disputa entre os grandes [google, facebook, microsoft, apple...] pelo domínio da web no ocidente, especialmente entre google e microsoft, dona de skype e acionista de faceBook, até que os chineses, com a experiência e musculatura que estão ganhando na ásia, resolvam entrar na disputa por aqui também.

é só esperar, e não muito, pra ver rolar. na minha opinião, vamos assistir [até porque o brasil, infelizmente, parece que só vai ter "usuários" nesta disputa...] os primeiros capítulos desta "outra" grande novela pelo domínio da web antes de 2015.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

plus: o faceBook de google?

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ninguém precisa ser "especialista" para prever que orkut, a velha rede social de google, estava fadada a desaparecer. de qualquer forma, o blog disse exatamente isso, tempos atrás, e a opinião rolou em links variados dias atrás.

ontem, google [dono de orkut] anunciou google+ [pronuncie google plus; não se sabe se vai rolar um google mais, em português] a alternativa de google, parecedíssima com facebook… a facebook. xkcd não teve pena:

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google está tomando todos os cuidados do mundo para lançar a coisa, depois dos fracassos retumbantes de buzz e wave; só rola por convite, ninguém sabe se e quando vai ser liberado pra geral e se e como vai evoluir.

sábias decisões de partida. até porque, cada vez mais, é a comunidade [às vezes, a comunidade potencial] que decide o que um serviço tem que ser, ao invés de seu designer ou provedor. e gato escaldado…

a cara do google+ [ a minha, ou do meu avatar, pelo menos...] é…

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um bom sumário do que google+ vai tentar fazer, em relação a faceBook, é criar uma plataforma de rede social onde cada usuário tenha bem mais controle do que compartilha e, ao mesmo tempo, mais liberdade de ação. e, no topo disso, consiga integrar sua rede social aos serviços já oferecidos por google na web. o alvo são os pontos fracos de faceBook [e buzz... só que lá dentro, num tab, tem buzz!].

quem já está em google+ [e tinha conta no orkut] parece estar achando o serviço mais interessante e estável do que a "velha" rede social de google. ninguém sabe se isso será suficiente para estancar a sangria de brasileiros do orkut para facebok, na intensidade em que vem acontecendo nos últimos meses. muito menos se vai atrair gente, noutras geografias, para viabilizar o esforço.

como ninguém ignora, competir efetivamente com faceBook tem muito mais a ver com a estratégia [global] de negócios [sociais] de google para google+ e sua percepção [e captura de valor] pelos usuários em potencial do que com funcionalidades, interfaces e, de resto, qualquer pirotecnia tecnológica. vamos ter que esperar para ver.

se você está fora, saiba que quem está dentro não tem como lhe convidar agora. o sistema de convites ficou sobrecarregado e saiu do ar. bom sinal.

assumindo que orkut já era, agora é esperar pela transição, no brasil, de orkut pra google+. segundo a empresa

"…como o Orkut é a rede social número um do Brasil e tem sido muito bem sucedido, nosso objetivo é estender os novos recursos do Google+ para os usuários do Orkut conforme eles se tornam disponíveis…"

é só esperar que, se tudo der certo, mais hora menos hora orkut vai estar igualzinho a google+ e, tomara, tudo o que você compartilhou, em orkut, vai migrar para google+ sem nenhum trabalho adicional de sua parte.

ok, confesso: não foi isso que eles escreveram; mas era exatamente isso que todos os usuários de orkut gostariam de ter lido. se vai rolar ou não… aí são outros quinhentos. só o futuro dirá.

o futuro também vai dizer se google+ vai servir de plataforma para aplicações sociais da mesma forma que faceBook está se tornando. a "máquina de zuckerberg" parece, cada dia mais, um engenho social universal sobre o qual se pode escrever qualquer aplicação intensiva em conectividade para interação, aí incluídas redes sociais como branchOut, um "linkedIn dentro de faceBook".

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se era tarde para descartar orkut na competição pelos mercados sociais, talvez fosse cedo demais para tirar google da corrida, que talvez tenha começado agora; tomara. sempre que há competição efetiva e se evita monopólios, somos nós, usuários que ganhamos…

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terça-feira, 10 de maio de 2011

e a microsoft comprou skype

Tags:, , , , - srlm às 13:23

em janeiro de 2010, apareceu aqui no blog o texto “skype incomodando as teles”, falando de como a empresa que começou e mantém mais de 40% de seus colaboradores em talinn, na estônia, estava começando a capturar muitos minutos de voz internacionais das operadoras clássicas. claro que não há nada mais óbvio do que isso, considerando os preços astronômicos que as operadoras cobram por ligações de longa distância, como se um portador humano, a cavalo, tivesse que carregar os bits de nossas chamadas.

e a coisa pode ficar muito pior se você estiver em roaming celular: um amigo pagou quase mil reais por dia de conta de dados no chile, por não ter levado em conta que os smartphones passam o tempo todo mandando e recebendo dados, especialmente se conectados a redes sociais. resultado? em 2009 skype detinha 12% do mercado mundial de conexões internacionais de voz, comparado com 4.4% em 2006. entre 2009 e 2010, foram mais de 100% de crescimento, chegando a 24.7% do tempo de conexão internacional. coisa de gente grande.

mas isso é a história vista de nosso mundo -dos bits- olhando para o das teles, que ainda teimam em enxergar os usuários em minutos na maior parte dos casos. e não é isso que a microsoft está comprando.

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om malik, que foi o primeiro a falar do assunto, elenca uma série de razões [do lado da vida digital, conectada, móvel] para a microsoft pagar US$8.5 bilhões de dólares por skype, tornando-o um bom negócio para eBay e todos os outros investidores. a coisa, como não poderia deixar de ser, passa guerra global de posições nas redes sociais e os papéis de google, apple, facebook e da própria microsoft.

imagea compra de skype pela última significa que google não pegou os 663 milhões de usuários de skype que, tratado como rede social, é 10% maior do que facebook. quer dizer também que facebook, de quem a microsoft é investidor [até para excluir google da cena…] pode pensar em construir uma liga entre seu grafo social e a conectividade distribuída oferecida por skype. ainda por cima, a apple vai ter que rebolar para enfrentar a combinação de microsoft, skype e facebook em todos os cenários, o que deve tornar a estratégia “social” de tim cook ainda mais difícil de ser executada.

em especial, a microsoft –há décadas expert em estratégias emergentes, inclusive e principalmente a partir do mercado- não gastou uma fortuna [1/6 do caixa da companhia] só para manter google longe de skype e aperriar a apple. os negócios de mobilidade de redmond, centrados em windows phone 7 e no acordo com a nokia, têm muito a ganhar com um skype “nativo”, até porque há teles que já acordaram para jesus e vinham conversando com skype sobre a transição para as redes LTE [long term evolution] que, de uma vez por todas, vão acabar com a história de “voz” e “minutos” nas operadoras móveis.

claro que há críticos e críticas de todos os tipos quando se trata de uma aquisição deste porte, por companhias de perfil tão elevado, num cenário competitivo tão acirrado. mas a grande maioria parece concordar que se a microsoft não “bagunçar” skype e souber usar, apropriadamente, o que sua mais nova aquisição oferece, o resultado pode ser um significativo aumento da competitividade de redmond nos mercados social e de mobilidade. como os dois estão cada vez mais visceralmente conectados… é bem capaz de steve ballmer ter feito a operação que vai garantir seu nome na história dos negócios da era da informação.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

um mapa mundi…

…de relações humanas. como? assim: crie uma infraestrutura que permita que quase 10% da população da terra se conecte, virtual e livremente. depois, faça um mapa destas conexões. data? dezembro de 2010. taí:

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agora chegue mais perto, trazendo o brasil mais pro centro, e…

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…olhe ainda mais perto pra ver que…

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…ainda não estamos tão conectados [usando a tal infra, que é facebook]entre nós quanto chile, paraguai, uruguai e argentina entre eles, mas a coisa tá pegando no sudeste… e olha a densidade de links que sai do nordeste para a… europa:

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e, sobre nosso último post [falando de como, depois de facebook ter passado orkut na índia, orkut ficou isolado no brasil…], olhe pra cobertura quase total de facebook no subcontinente…

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…observando também que a maior parte da conectividade das redes sociais é local e não global. estamos nos tornando globalmente conectados mas, muito mais, melhor conectados localmente. e isso é bom, pois quer dizer que as redes sociais virtuais podem ser um poderoso instrumento de formação e evolução de comunidades geograficamente conexas, para elicitação, compartilhamento e resolução de seus problemas locais.

dados, dados, montes de dados. e descoberta de conhecimento neles. o blog falou disso aqui. se o walmart gera 167 vezes o volume de dados da biblioteca do congresso dos EUA por hora… e isso nos caixas, com a lista de quantas fraldas e cervejas você comprou, quantos cliques por hora dão os 600 milhões de usuários de facebook, que em poucos dias transformaram cityVille de um nada em um jogo comunitário de 20 milhões de usuários?…

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experimentação, simulação, codificação, ciclo de vida de formas de ver o mundo, de muitas formas, mas, principalmente, através da mediação dos “códigos”, dos algoritmos que [flusser!], ao redor, condicionam, quase de uma vez por todas, nossa forma de criar e experimentar a realidade.

falando em algoritmos, se você quiser ver como o mapa foi feito, por um estagiário de facebook, é só clicar neste link. boa leitura e até a próxima.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

orkut: isolado no brasil

Tags:, , , , , , - srlm às 10:00

o gráfico abaixo mosta qual era a rede social dominante em cada um dos países do mundo onde tal noção fazia sentido um ano e meio atrás.

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os dados foram coletados por vincenzo cosenza e estão, no original, neste link. agora veja a situação neste dezembro, usando as mesmas fontes de dados e as mesmas bases para comparação:

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em 115 dos 132 países da amostra, facebook é o líder. as exceções são brasil, onde orkut domina, rússia, onde quem manda é uma operação local tocada por acionistas de facebook, vKontakte, japão, domínio de mixi, e china, onde QZone é a rede social predominante. ah, sim: na síria é maktoob, na moldávia, quirguistão e armênia é odnoklasniki e no irã é cloob, isso quando o governo de lá deixa alguem dizer alguma coisa online.

se a gente for para o passado, quando orkut completou 3 anos [isso foi em 2007] cerca de 59% dos usuários eram brasileiros e alexa dizia que o alcance diário [mundial] da rede social de google era tres vezes maior do que facebook, como mostra o gráfico abaixo.

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a situação por aqui, hoje, é comparável à do planeta há três anos; orkut tem mais de tres vezes o número de visitantes de facebook, como você pode ver no gráfico da comScore abaixo. o problema [para google] é que facebook cresceu 16 vezes mais do que orkut entre os últimos dois agostos. faça as contas pra ver em quanto tempo orkut passa pra segundo lugar também no brasil.

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o blog escreveu recentemente sobre a “batalha da década” entre organização [web 1.0] e conectividade [web 2.0] na rede, em organização & conexões, onde dissemos que…

…contrapondo os desejos institucionais revelados em suas missões, google quer organizar [toda a informação] e facebook quer conectar [todas] as pessoas. a “organização”, no modelo proposto por google, depende de como pessoas [e sistemas] conectam a web, pois assim funcionam os algoritmos fundamentais de google. só que, cada vez mais, as pessoas se “conectam” através de facebook [quase 600 milhões delas] e tal informação não está disponível [via de regra] para ser organizada [por google]…

…discutindo as estratégias das duas companhias mais importantes das webs 1.0 e 2.0.

pode até ser que google consiga recuperar uma base de lançamento na e para a web 2.0 a partir de uma estratégia fundamentada no que orkut está fazendo no brasil. mas, ao contrário de vKontakte na rússia [um ambiente para compartilhamento, também, de vídeos pirateados…] o orkut “brasileiro” é uma rede social “pura”, sem um atrator pirata ou contextual como mixi, no japão, e QZone na china.

ficar isolado no brasil não é futuro para orkut ou qualquer outra propriedade de google, uma companhia essencialmente global, de negócios globais. por isso que os próximos 300 dias vão definir o futuro de orkut, aqui e no mundo. e é mais provável que, muito mais que o “site” orkut em si, a experiência de orkut, o ambiente e seus usos, seja parte essencial do aprendizado de google para tentar competir num mercado onde a década da web 2.0, a rede social, já está dominada… por facebook.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

facebook: 300M usuários, R-D>0

Tags:, , , - srlm às 06:27

facebook acaba de atingir 300 milhões de usuários. pouco mais de 70% são americanos, ainda. mas facebook pode vir a ser, e breve, o google das redes sociais abertas. está crescendo em todo o mundo, inclusive –e muito rápido- no brasil e índia, países que ainda são dominados por orkut, mas onde a rede de google começou a dar sinais de cansaço, crescendo bem mais lentamente do que seu desafiante [local].

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e a companhia de mark zuckerberg [25 anos, “escapou” de harvard aos 22 para empreender] começou a ter um fluxo de caixa positivo. a receita, R, menos a despesa, D, é maior que zero, ou seja, sobra dinheiro, depois de pagas as contas e feitos os investimentos, para continuar crescendo. crescer, no caso, não significa ir atrás de orkut, que é absolutamente irrelevante no cenário mundial, mas tirar mySpace de cena. e isso também está começando a acontecer, como mostram os dados abaixo sobre visitantes únicos, no mes de agosto passado, oriundos de compete.com.

imageo blog falou sobre o embate em julho passado, no contexto de jogos sociais. e a web, que é [mais ou menos] uma grande rede livre de [efeitos de] escala [scale-free network], se comporta de forma a criar [procure ao seu redor] um negócio dominante cercado de vários outros que, de longe, tentam coletar as migalhas do mercado. e é muito provável que facebook esteja se tornando, muito rapidamente, o google das redes sociais.

o que não encerra o assunto, claro. mas resolve um problema: se isso verdadeiramente acontecer, a atual geração de redes sociais está sendo resolvida a favor de facebook. ao invés de ir atrás, os outros têm que começar a tentar descobrir qual vai ser a próxima geração destes tipos de sistemas ou que outras tecnologias vão substituí-las no curto ou médio prazos.

e é muito provável que a descoberta [e o empreendedorismo] venha de um dropout desconhecido, como zuckerberg, e não de um grande laboratório universitário ou de uma megaempresa que esteja investindo, hoje, bilhões de dólares em pesquisa, desenvolvimento e inovação na área.

a pergunta de outros tantos bilhões de dólares [de receita, por ano…] pra você pensar em casa, é… por que?…

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domingo, 12 de julho de 2009

redes sociais e jogos online

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image a lista dos jogos mais populares de facebook mostra que cada um dos cinco primeiros tem mais de dez milhões de usuários. o primeiro de todos é um online poker onde estão 14 milhões de jogadores, mas que só cresceu pouco mais de 10% entre maio e junho. pode perder o lugar, rápido, para o quarto colocado [restaurant city, ao lado], que saiu de 6.5 para 10.6 milhões de usuários em junho. a lista está neste link.

faz dois anos que facebook abriu sua API, ou application programming interface, a interface web para desenvolvedores externos estenderem a rede social com suas próprias idéias e código. de lá pra cá, três jogos "de facebook" alcançaram audiência maior do que o veterano WoW, world of warcraft, que tem quatro anos e está perto dos doze milhões de jogadores. e que é uma impressora de dinheiro, com margens operacionais acima de 75%. coisa de gente grande, que pode muito bem ser repetida, em breve, sobre a plataforma de alguma rede social.

e a tal rede pode ser facebook, que tem uns 200 milhões de usuários ativos. isso é muita gente. qualquer coisa que seja usada por cinco, dez por cento dos usuários de facebook pode se tornar um sucesso sem precedentes. pense dez por cento dos usuários de facebook a um dólar por mês de resultado líquido…

o assunto é importante o suficiente para gamasutra ter entrevistado gareth davis, o responsável pela plataforma de facebook, e pintar a pergunta básica, feita pelo próprio davis: facebook é um jogo? a resposta: …

I think there are many elements in Facebook that are game-like in behavior that make it so compelling and why we have 50 percent of our audience come back every single day. So, over a hundred million users every single day, and they’re coming back to hang out with their friends and engage with them

ou seja, segundo davis, muitos elementos de facebook têm um comportamento parecido com um jogo, e eles atraem, todo dia, 50% da audiência de volta, cem milhões de pessoas voltando todo dia para se encontrar com seus amigos.

não é preciso discutir, aqui, o fenômeno das redes sociais. no caso das redes sociais e jogos online, uma das coisas que você deveria fazer, se tiver interesse, é ler a [longa...] entrevista de davis ao gamasutra. facebook está colando no xbox, no nintendo DS, tem uma API entendida por muitas companhias e dezenas de milhares de desenvolvedores e, como se não bastasse, parece que vai vaporizar orkut no brasil,  onde começou a dobrar a audiência a cada dois meses.

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junte gente, em volumes facebookianos [ou mesmo orkutianos, enquanto dure], pense que quase tudo na vida é um jogo ou pode ser visto como algo muito parecido com um jogo e ouça a receita de davis:

…as the traditional games industry gets more comfortable with social experiences and designs games around social experiences, and I think as the social gaming companies really move their games across multiple devices and think about how you have a game that spans the three screens — the Xbox, the computer screen on Facebook, and the mobile device — I think you can see both parties looking at this and going, "That’s really cool." And the intersections are going to be really appealing.

do meu lado, no c.e.s.a.r, a gente tá achando que twitter pode exercer o mesmo papel de facebook como infraestrutura de social gaming, especialmente pra jogos que tenham características de interação curta, aberta e em tempo quase real, criando ambientes do tipo flash mob.

a gente não ficou parado e está prototipando um bolão de palpeets sobre o campeonato brasileiro usando a API do twitter como máquina de jogar. você pode ver o resultado do esforço, até agora, em www.futweet.com.br. capaz até de você resolver jogar conosco. só é preciso ter um login no twitter e aprender duas ou três regras muito básicas. seja bem vindo.

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