Terra Magazine

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

trânsito mata. solução? tirar os "motoristas" de lá…

a violência no trânsito é problema global, mesmo onde há acentuado declínio de acidentes por quilômetro rodado. nos EUA as fatalidades diminuiram 3% [11%, na califórnia], entre 2010 e 2009. ao comparar com 2005, o número de vítimas fatais caiu 25%, graças à melhoria das condições das estradas, viaturas mais seguras e leis mais duras sobre a segurança de motoristas e passageiros nas estradas e ruas e, em geral, de todos as pessoas, animais e coisas nas vias trafegáveis. pra se ter uma ideia da evolução relativa das coisas, o los angeles times afirma que o número de mortos por drogas e seu ecossistema, nos EUA, é maior do que os casos letais no trânsito, desde 2009.

a frota daqui tem mais de 65 milhões de automóveis, caminhões e ônibus. nos EUA, são mais de 250 milhões. em 2010, foram 32.885 mortos lá [1/3 relacionada a álcool], e nós tivemos 40.610 mortes, segundo o SIM.MS. se bem que nossos dados são pouco confiáveis; veja um estudo sobre o brasil neste link, e note a disparidade dos dados de diversas fontes oficiais. mais dados? o brasil teve 40.974 assassinatos em 2010. e dados do DNIT dão conta de 182.900 acidentes nas rodovias federais em 2010, com 317.711 veículos envolvidos, resultando em 102.896 feridos e 8.616 mortos. só nos primeiros 9 meses de 2011, em todo o país, foram 42.224 casos de morte em acidentes de trânsito e outros 165.592 de invalidez. mais um dado? os 9 anos de guerra no iraque, desde 2003, mataram 162.000 pessoas; por ano, é menos de um terço dos mortos no trânsito do brasil.

e daí? o universo é cada vez mais interligado e programável, vivemos cada vez mais em [e como parte de] fluxos de informação. nestes fluxos, usamos e usaremos redes sociais para tudo, inclusive avisar onde está a blitz, como discutimos aqui no blog, informação que deveria ser usada para entregar a chave a outro motorista. qual motorista? em muito breve, o próprio carro. os carros sem motorista de google já "dirigiram" mais de 300.000km em ruas e estradas reais, sem qualquer auxílio humano. e sem nenhum acidente. mais cedo ou mais tarde, eles e outros carros "sem motorista" vão tomar conta da minha e da sua direção. ainda bem. vai ser melhor pra todo mundo. quando a gente quiser dirigir, aluga um carro num autódromo e, depois de passar em alguns testes básicos, vai poder fazer a besteira que quiser. veja o vídeo, e o parágrafo vai parecer realidade. mesmo.

TED TALK, "google cars": um dia, vai parecer ridículo dirigir. ou que dirigimos, um dia…

 

Relógio

em dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o blog publica [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

mobilidade: fragmentação, diversidade e execução. entre "americanos".

o mercado de smartphones tem um líder. por muito. android tem 52% de todas as vendas, como mostra a tabela abaixo. clique pra ver em detalhe.

gartner-q3-2011-smartphone-shares-o

e o mercado de mobilidade tem um líder. a apple tem 52% do lucro, como mostra o gráfico abaixo. e a apple só vende 4% de todos os celulares.

chart-of-the-day-apple-has-4-of-the-phone-market-and-52-of-its-profits

e a imagem abaixo apareceu aqui mesmo no blog há um mês, mostrando como a apple [iOS] e google [android] mudaram tudo no mercado de smartphones nos últimos quatro anos.

agora volte para a primeira imagem, a tabela. veja quem é o segundo maior vendedor de smartphones por sistema operacional. sim, a nokia. com menos da metade do mercado de 2010, mas em segundo lugar, ainda.

a nokia acaba de lançar seus primeiros smartphones windows phone 7.5 e não deve parar por aí, entrando também no mercado de tablets a partir de 2012 [rodando windows 8]. para a microsoft, a entrada da nokia no "seu" mercado de sistema operacional móvel é a promessa de uma grande família de dispositivos, de todos os preços e capacidades, para o mercado mundial.

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testando windows phone 7.x há alguns meses, estou vendo a melhoria continuada do sistema, em funcionalidade, confiabilidade e performance. a atualização via zune é transparente e já rolou duas vezes para o LG E900 [disclosure: da vodafone inglesa, cedido pela microsoft brasil], sem qualquer problema, e a última foi para a versão mango, que praticamente reescreve o sistema operacional.

a microsoft perdeu quase a metade do mercado de smartphones em um ano. e caiu pra região lá do 1%. o fim, se não fosse a microsoft [e, agora, a nokia]. em maio, a IDC previu que a microsoft teria 5.5% do mercado de smartphones em 2011. errou, pelo menos até agora. e apontou pra mais de 20% em 2015. pouca gente acredita que redmond consiga tanto em tão pouco tempo.

certo é que o mercado de mobilidade agora é quase só de smartphones e isso significa todas as faixas de idade, preço, geografias e usos. como android está mostrando, a estratégia de [quase só] um sistema e muitos vendedores de hardware é muito mais abrangente [apesar de menos lucrativa, agora] do que a necessária verticalização da apple.

para garantir uma participação majoritária no mercado global de sistemas de informação pessoais, conectados e móveis [leia-se  smartphones e tablets] a proposição da apple deveria ser mais diversificada do que um de cada.

pode ser que a microsoft consiga combinar as estratégias de google e apple: uma plataforma informatização pessoal menos fragmentada do que a da primeira e mais aberta do que a da segunda. combinada com hardware de qualidade, usando a definição de drucker: qualidade é o que o cliente quer, pelo preço que ele pode pagar.

agora que a microsoft começou a alinhar sua oferta e abrir o caixa pra enfrentar android e iOS, os próximos mil dias vão nos dizer quem sairá do outro lado.

maiores problemas de cada um? google, fragmentação e, daí, a gestão do ciclo de vida: nenhum de meus android foi atualizado, nenhuma vez, sem minha intervenção direta. isso é um problema para o usuário comum.

para a apple, o problema no grande mercado global que se desenha vai ser a diversidade: como manter a qualidade "apple" em um número muito maior de dispositivos. ou não. a empresa pode decidir ficar [por um tempo] onde está: pequena no mercado, mas com margens assombrosas. e prestar atenção, o tempo todo, pra ver onde foi mesmo que a RIM errou.

para a microsoft, que está começando agora, o principal problema deverá ser execução: noite e dia, ballmer & co. terão que fazer, em casa, o que não vinham fazendo com o velho windows phone. além de alinhar a nova oferta com windows 8 [a estratégia "família"], atrair um grande número de fabricantes e desenvolvedores e adensar a rede de valor… em suma, fazer tudo que google e apple já vêm fazendo há anos, pra ter uma presença lucrativa no mercado. lembrando que se trata de, literalmente, "tirar" dinheiro da apple e de google, e isso não vai ser nada fácil.

em suma, os próximos mil dias serão de disputa entre os que são a favor e contra, na apple, da diversificação de sua oferta móvel; lá em google, entre os que querem e podem, ou não, diminuir radicalmente a fragmentação de android; na microsoft, entre os que têm a capacidade, ou não, de cuidar da execução que pode colocar a empresa em um patamar de competição com os outros dois. e você diria: e os outros? mas que outros? como um slide recente de mary meeker mostra, a parada é entre os  "americanos". e se entrar mais um, o que pode rolar em grande escala, será a amazon.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

o tempo dos [e os] mercados

olhe para o cenário de mercado das principais plataformas operacionais móveis, nos últimos quatro anos

…pra ter uma ideia de como sorte e destino de todo sistema, em contextos de intensa inovação [e não só em tecnologia] e competição mudam muito rapidamente.

o gráfico mostra uma rapidíssima consolidação do mercado de plataformas de mobilidade, começando com mais de 25% do mercado de 2007 [os "outros"] se tornando, praticamente, uns poucos porcento de bada, o sistema operacional móvel da samsung.

de metade do mercado em 2007 [e quase 75% em 2006], symbian, antigo sistema dominante da nokia, está perto de 20% do mercado agora, talvez a caminho de um fim incerto. ou certo e definitivo, a extinção.

windows phone, o competidor da microsoft, nunca foi grande; mas queria ser, por causa do efeito "família" [de sistemas e dispositivos, que voltou com toda força, agora] de redmond. acontece que a microsoft demorou muito, talvez demais, a chegar com uma oferta realmente competitiva como phone 7 "mango" e potenciais sucessores, como tem agora. e deu no que deu: olhe o gráfico. mas, entre as muitas variáveis a considerar, há skype, o poder de fogo da microsoft… e a família e seus efeitos.

blackberry, a oferta da RIM, levava jeito. mas a empresa se perdeu no presente, deixou passar o futuro e está em sérias dificuldades, sem ter, como a nokia, um parceiro da classe microsoft para tentar uma recuperação. há quem diga que a RIM está com os dias contados, com que 20% de seus usuários pensando em mudar de plataforma no curto prazo.

e quem causou este rolo todo? a apple, com o iPhone e iOS e, até em resposta tal proposta, google e sua rede de valor ao redor de android. e isso foi ontem, entre 2007 e 2009.

os mercados têm um tempo. podem até ficar muito tempo como que parados, ao sabor dos produtos, serviços e empresas incumbentes. mas, mais cedo ou mais tarde, descobre-se um desatendimento, algum tipo de descontentamento [talvez implícito]. aí, é partir pro abraço, desde que seja possível desenhar uma proposta de valor que atenda as necessidades [de novo, podem ser necessidades implícitas...] de um mercado ou de um nicho, nele, gerando benefícios que compensam em muito os custos de troca, deixando a competição a ver prejuízos.

ninguém, em sã consciência, descartaria a microsoft. a empresa renasce das cinzas o tempo todo, como demonstra o kinect, que já fez a o xbox360 passar o wii [o queridinho, dia destes] e começar a perseguir o ps3, a mais poderosa máquina de jogar de todos os tempos [ou era assim que a sony queria que fosse].

da mesma forma que o wii foi uma grande inovação e sucesso instantâneo, a revolução sem interface, ou onde você é a interface, reescreveu o mercado de jogos. e, como quem está lá no mercado de jogos sabe, o problema não é fazer um jogo dar certo, mas criar e evoluir famílias inteiras de jogos que, no tempo, mantêm a companhia que está por trás deles no mercado, com receita maior do que despesa. e o mesmo vale para sistemas inteiros como as plataformas operacionais de mobilidade.

foi isso que microsoft, RIM, nokia e outros esqueceram, pelo menos por um tempo. quantos deles estarão competindo de fato, como gente grande, no mercado de mobilidade em 2020?

não sei o que diz a sua bola de cristal, mas a minha aponta para três. a apple e iOS, certamente. google e android, idem. você acha que há algum terceiro [no cenário acima e fora dele...] mais provável do que a microsoft e a "família" windows?…

PPT: porque a gente precisa de um cachorro…

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

google e nossa memória

olhe a imagem abaixo, que está neste link em muito maior resolução.

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neste outro link, há uma afirmação radical sobre a imagem acima: google está destruindo sua memória. será? o argumento é que os serviços de google, destinados a organizar e encontrar toda a informação do mundo [inclusive a sua e a minha, pessoais] estão mudando, de forma radical, o que costumamos chamar de memória.

este tipo de discussão não começou por causa de computadores e internet. vem de longe, desde quando nossos cérebros, depois de começar a criar ferramentas para estender as capacidades intrinsecamente físicas do corpo [pense facas, espadas, alavancas...] começou a pensar em ferramentas para estender o próprio cérebro.

como a escrita, por exemplo. a escrita [lá no começo dos tempos] fez com que parte de seu cérebro pudesse ir a lugares… sem ir lá fisicamente. como assim? cartas, por exemplo. sem escrita, a única forma de você dizer algo a alguém distante era ir até a pessoa com quem você queria se comunicar.

mais: a escrita passou a levar partes de seu cérebro a tempos onde ele não iria. o que você escreve, hoje, representa parte do que você pensa e, com um pouco de sorte, vai sobreviver a seu próprio corpo por muitos anos. milênios, talvez.

escrita é memória. um diário é uma memória. eu e você escrevemos um blog para registrar o que pensamos sobre coisas que nos interessam. é muito provável que, no longo prazo, a importância de um blog seja muito maior para [ou sobre] quem escreve do que para quem lê.

o debate sobre o impacto da escrita na memória existe pelo menos desde a grécia antiga. em fedro, platão mostra um diálogo entre theuth [o "inventor" da escrita] que vai promover sua criação para thamus, o deus-faraó que reinava sobre o egito. diz theuth:

"Essa invenção, ó rei, tornará os egípcios mais sábios e promoverá sua memória, pois isso que descobri é um elixir (phármakon) para a memória (mnémes) e para a sabedoria (sophías).

ao que thamus responde:

“Ó muito inventivo Theuth, alguns têm a habilidade de descobrir as artes, outros têm a habilidade de saber qual o benefício e malefício para aqueles que as utilizam. E tu, que és o pai da escrita, foste conduzido pela tua afeição a atribuir-lhe um poder oposto ao que realmente possui. Pois isso vai produzir esquecimento na mente daqueles que a aprendem: eles não vão exercitar a memória por causa da sua confiança na escrita, que é algo exterior (éksothen), provinda de caracteres alheios, e não vão eles mesmos praticar a lembrança interior (éndothen), por si mesmos. Tu inventaste um elixir da lembrança (hypomnéseos), e não da memória (mnémes), e tu ofereces aos teus discípulos uma aparência de sabedoria, não verdadeira sabedoria, pois se tornarão muito informados (polyékooi [...] gignómenoi), sem instrução, (áneu didakhês) e terão, assim, a aparência de que sabem de várias coisas (polygnómenes) quando na verdade são, na maior parte, ignorantes e difíceis de conviver, já que não são sábios, mas apenas aparentam ser.

a citação acima, com ênfase do blog, está em "o fedro e a escrita", de marcus reis pinheiro, leitura importante pra quem quiser entrar nos detalhes desta conversa.

com se vê, o debate sobre ferramentas que estendem o cérebro vem de longe. e hoje? será que o business insider pode simplesmente afirmar, qual thamus, que google está "destruindo" sua memória? não. google, e todo o ambiente informacional baseado na internet ao nosso redor, é parte de um longo e complexo processo [r]evolucionário que [re]cria métodos, técnicas, ferramentas e ambientes que estendem as capacidades humanas em todas as direções.

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se fazemos o exoesqueleto robótico parcial que ajuda a levantar e carregar peso, aumentando nossa força física, porque não fazemos um conjunto de ferramentas como as de google, para nos lembrar de nossos compromissos, encontrar a informação [seja qual for, inclusive caminhos] no mundo, guardar todos os nossos textos, livros e arquivos?

claro que esta informaticidade vai mudar nosso mundo e nos mudar. deve estar mudando o que costumávamos chamar de humanidade, inclusive. mas, sendo tudo baseado em tecnologia [como a escrita!...] e sendo tecnologia o domínio do possível… se for possível ser feito, será.

depois, como no caso da escrita, veremos as consequências.

PS: se thamus tivesse proibido a escrita e se isso valesse até hoje, que seria do imaginário [e do] brasileiro sem [por exemplo] machado de assis, ariano suassuna, guimarães rosa, nélson rodrigues…

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

mobilidade: mudanças na ecologia…

Tags:, , , , , , - srlm às 09:48

olhe para o diagrama abaixo, da vision mobile

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…descrevendo [parcial, abstratamente] a ecologia de android, e se pergunte o que mudou no cenário econômico de mobilidade de uns tempos pra cá.

o relatório de onde esta imagem veio é bem recente e analisa como marcas e desenvolvedores estão tentando ganhar dinheiro numa nova economia de mobilidade, representada pelas "grandes plataformas" como android, iOS, RIM e windowsPhone, que vem por aí.

se você ainda não notou o que mudou, aqui vai: olhe à direita, onde está o smartphone, e veja que ele é descrito como sendo fabricado por "OEMs", que vem a ser "original equipment manufacturers", a galera que faz os aparelhos a partir de projeto, ordem e encomenda de terceiros. no caso da apple, isso é a mais pura verdade: a empresa de cupertino não tem fábrica há tempos e usa uma ampla rede de fornecedores e fabricantes para fazer os produtos que levam sua marca.

no caso de google, isso é menos claro mas o diagrama, forçando a barra, mostra como as coisas estão se desenrolando para os fabricantes de hardware e serve para explicar um bom conjunto de coisas sobre muitos deles.

ao não perceberem que o aumento significativo da sofisticação dos equipamentos iria centrar a percepção de valor do usuário na experiência de uso, provida pelo hardware mas controlada e apresentada pelo software, os fabricantes cuja especialização era mais claramente de hardware parecem ter perdido o bonde da história e entregue o valor de suas ecologias às empresas que controlam a plataforma, como apple, google e microsoft.

no caso da terceira, isso já era verdade há tempos, mesmo sem o controle radical exercido pela apple. qualquer máquina rodando windows é uma máquina rodando windows, seja ela qual for, e é exatamente isso que permite que, ao não gostar do meu atual provedor de hardware ["meu" OEM] eu troque para outro num piscar de olhos, sem perder nada significativo da experiência de uso.

a apple pode trocar de fornecedor –OEM- sem que você perceba. a microsoft já podia desde o princípio pois, ao contrário da apple, nunca foi fabricante de hardware. e agora, google: se podemos trocar nosso android X por um Y sem que uma parte significativa da experiência de uso seja modificada… é porque o fornecedor de smartphones foi reduzido a um OEM e vai ter que ralar muito, muito mesmo, para se diferenciar de dezenas ou centenas de outros que estão fazendo [quase o] mesmo hardware.

na minha ou sua mão, o que vai interessar mesmo são as camadas acima do físico, onde a sorte da plataforma é decidida…

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

google vs. facebook: quarta tem mais um round

Tags:, , , , , - srlm às 07:45

a novidade da semana passada foi o lançamento de google+, o ambiente com o qual google pretende competir com faceBook pelo tempo e dedicação da web social. o blog comentou o assunto neste link e a imagem abaixo, de outro post dá uma ideia do tamanho do desafio que se tornou enfrentar faceBook, que envolve cada vez mais gente e consome uma parte cada vez maior de todo o tempo em que as pessoas estão na rede.

e a competição não é baseada em tecnologia pura e simples: algumas horas depois do lançamento de google+, uns carinhas de facebook liberaram um hack que imita, de perto, os circles da nova oferta de google. é muito mais fácil fazer uma funcionalidade social do que uma máquina de busca como a de google, esta sim um feito da ciência da computação e engenharia de software, muito difícil de ser combatida. bing que o diga.

voltando a page vs. zuckerberg, parece que google+ verá, nesta quarta, a resposta da rede social: pelo que dizem os boatos, faceBook vai lançar um videoChat social em parceria com skype, o que faz todo sentido para ambos, já que funcionalidades de google+ competem diretamente com skype, como é o caso de hangOut, que tem cara de um videoChat coletivo e aparentemente bem feito.

ancorado em faceBook e com a mesma funcionalidade, skype poderia reagir a este "ataque" de google de forma muito mais radical do que a partir de sua própria base de usuários que, imensa, nunca teve as características de conectividade e compartilhamento de uma verdadeira rede social, sendo muito mais um competidor das teles do que um ator nativo da web.

o anúncio desta quarta será só mais um capítulo da continuada disputa entre os grandes [google, facebook, microsoft, apple...] pelo domínio da web no ocidente, especialmente entre google e microsoft, dona de skype e acionista de faceBook, até que os chineses, com a experiência e musculatura que estão ganhando na ásia, resolvam entrar na disputa por aqui também.

é só esperar, e não muito, pra ver rolar. na minha opinião, vamos assistir [até porque o brasil, infelizmente, parece que só vai ter "usuários" nesta disputa...] os primeiros capítulos desta "outra" grande novela pelo domínio da web antes de 2015.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

plus: o faceBook de google?

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ninguém precisa ser "especialista" para prever que orkut, a velha rede social de google, estava fadada a desaparecer. de qualquer forma, o blog disse exatamente isso, tempos atrás, e a opinião rolou em links variados dias atrás.

ontem, google [dono de orkut] anunciou google+ [pronuncie google plus; não se sabe se vai rolar um google mais, em português] a alternativa de google, parecedíssima com facebook… a facebook. xkcd não teve pena:

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google está tomando todos os cuidados do mundo para lançar a coisa, depois dos fracassos retumbantes de buzz e wave; só rola por convite, ninguém sabe se e quando vai ser liberado pra geral e se e como vai evoluir.

sábias decisões de partida. até porque, cada vez mais, é a comunidade [às vezes, a comunidade potencial] que decide o que um serviço tem que ser, ao invés de seu designer ou provedor. e gato escaldado…

a cara do google+ [ a minha, ou do meu avatar, pelo menos...] é…

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um bom sumário do que google+ vai tentar fazer, em relação a faceBook, é criar uma plataforma de rede social onde cada usuário tenha bem mais controle do que compartilha e, ao mesmo tempo, mais liberdade de ação. e, no topo disso, consiga integrar sua rede social aos serviços já oferecidos por google na web. o alvo são os pontos fracos de faceBook [e buzz... só que lá dentro, num tab, tem buzz!].

quem já está em google+ [e tinha conta no orkut] parece estar achando o serviço mais interessante e estável do que a "velha" rede social de google. ninguém sabe se isso será suficiente para estancar a sangria de brasileiros do orkut para facebok, na intensidade em que vem acontecendo nos últimos meses. muito menos se vai atrair gente, noutras geografias, para viabilizar o esforço.

como ninguém ignora, competir efetivamente com faceBook tem muito mais a ver com a estratégia [global] de negócios [sociais] de google para google+ e sua percepção [e captura de valor] pelos usuários em potencial do que com funcionalidades, interfaces e, de resto, qualquer pirotecnia tecnológica. vamos ter que esperar para ver.

se você está fora, saiba que quem está dentro não tem como lhe convidar agora. o sistema de convites ficou sobrecarregado e saiu do ar. bom sinal.

assumindo que orkut já era, agora é esperar pela transição, no brasil, de orkut pra google+. segundo a empresa

"…como o Orkut é a rede social número um do Brasil e tem sido muito bem sucedido, nosso objetivo é estender os novos recursos do Google+ para os usuários do Orkut conforme eles se tornam disponíveis…"

é só esperar que, se tudo der certo, mais hora menos hora orkut vai estar igualzinho a google+ e, tomara, tudo o que você compartilhou, em orkut, vai migrar para google+ sem nenhum trabalho adicional de sua parte.

ok, confesso: não foi isso que eles escreveram; mas era exatamente isso que todos os usuários de orkut gostariam de ter lido. se vai rolar ou não… aí são outros quinhentos. só o futuro dirá.

o futuro também vai dizer se google+ vai servir de plataforma para aplicações sociais da mesma forma que faceBook está se tornando. a "máquina de zuckerberg" parece, cada dia mais, um engenho social universal sobre o qual se pode escrever qualquer aplicação intensiva em conectividade para interação, aí incluídas redes sociais como branchOut, um "linkedIn dentro de faceBook".

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se era tarde para descartar orkut na competição pelos mercados sociais, talvez fosse cedo demais para tirar google da corrida, que talvez tenha começado agora; tomara. sempre que há competição efetiva e se evita monopólios, somos nós, usuários que ganhamos…

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

google: monopólio? e daí?

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imagesegundo uma advogada americana especializada em casos federais contra monopólios, "google obteve, de forma legítima, um monopólio no mercado de busca [na web]". uma das autoridades no assunto prevê que isso vai levar a uma ação federal para investigar se a empresa está "provendo eficiência e facilidade de uso [de seus serviços] aos consumidores ou detonando a competição ao entregar resultados polarizados [na direção que bem quer e entende]". as duas afirmações entre aspas, acima, estão neste longo texto da forbes americana, que ainda faz, no título, a pergunta: o sucesso é ilegal?

se google for mesmo investigado pelos reguladores americanos, não será novidade. antes dele, e por aspas muito parecidas, foi a vez da IBM, AT&T e microsoft, casos que envolveram anos de trabalho e custos astronômicos.

no caso da AT&T, em 1981-4, o resultado foi a quebra de seu monopólio nas telecomunicações americanas, com impactos globais. parte do que aconteceu no brasil, na quebra do monopólio e privatização das partes da telebrás, veio das decisões americanas sobre a AT&T. vinte anos depois, a AT&T caminha para se tornar, de novo, um monopólio: sua proposta de compra da T-mobile nos EUA está sendo discutida pelos reguladores e justiça americana.

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no caso da IBM, a disputa com reguladores e justiça se arrastou por décadas, desde um "consent decree" [algo como um termo de ajuste de conduta] em 1956 por práticas trazidas à empresa desde anos 10 do século passado pelo primeiro t. j. watson até um processo de 1969 que se arrastou por 13 anos, tinha mais de cem mil páginas e cujo efeito colateral foi criar a indústria de software [separada dos fabricantes de hardware].

livre do consent decree desde 1997, a IBM volta à mira de reguladores na europa e pode, mais uma vez, enfrentar um longo e custoso processo: por trás das acões da união européia está a comissão que multou a microsoft em mais de um bilhão de euros por práticas anticompetitivas.

no caso da microsoft, nos estados unidos, a companhia foi acusada de monopolizar o software para a plataforma x86 da intel e de recorrer a práticas que excluíam toda e qualquer competição do mercado de software para PCs. o julgamento inicial dispôs que a companhia deveria ser quebrada em duas, uma de sistemas operacionais e outra para os outros sistemas, mas o acordo final da empresa com a justiça levou à abertura de suas interfaces a terceiros e ao provimento de mais acesso, sem restrições, a uma parte de seu código.

vencedora da batalha legal que pedia seu desmanche [à la AT&T, o que talvez não fosse possível na prática], a microsoft nunca mais foi a mesma. segundo michael cusumano, da sloan school of management, o processo resultou numa empresa "muito mais cautelosa, muito menos agressiva". o que deu na microsoft de hoje, talvez, cujas ações valem a metade do pico de 2000 e não dão qualquer sinal de recuperação.

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e google, agora? nos EUA, não é ilegal criar um monopólio. mas não é legal abusar da posição dominante para limitar a escolha dos consumidores ou o acesso da competição aos mercados [o que dá no mesmo]. caso se prove que google está drenando tráfego de outros sites de forma injusta, a companhia vai se complicar. pra se chegar a uma conclusão como esta, vai ser preciso analisar montanhas de dados, levando ao primeiro julgamento baseado em "big data" de toda a história legal americana e talvez mundial.

a pré-defesa de google parece muito com a da microsoft no caso que começou em 1997. será que isso pode complicar google ainda mais? a microsoft se enrolou por causa da combinação de browser com sistema operacional, coisas que google, hoje, funde com algo que a microsoft não tinha há quase quinze anos, seus múltiplos serviços online.

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clicando na imagem acima, você vai ver uma análise das semelhanças entre o processo que pode ser iniciado contra google e processos antitruste que fizerem história nos EUA.

como se não bastasse a FTC investigando o googlepólio nos EUA, a comissão européia [provocada pela microsoft!] dá sinais de que vai fazer o mesmo. o caso, em sua forma e geografias, passando pela longa lista de inimigos de google, começa a parecer muito com os da microsoft e IBM e pode se desenrolar do mesmo jeito.

a pergunta de forbes fecha nosso texto: o sucesso é ilegal?

depende. de como você chegou lá e, em tendo chegado lá, o que faz com o que conseguiu, até para manter o tal do sucesso. se for em frente, o caso contra google vai tentar responder estas perguntas.

e a empresa, ao responder, vai tentar não perder tanta energia e valor como a IBM [que, no processo, abriu espaço para empresas como a microsoft] e a própria microsoft [que, por sua vez, abriu espaço para empresas como google!...] perderam pois, logo atrás dela, vem faceBook, outro possível futuro monopólio da rede, prontinho pra tomar seu lugar.

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a vida continua. falando nisso, quem é que vai dar o pontapé inicial de um processo antitruste contra faceBook? e vai rolar antes ou depois da empresa atingir um bilhão de usuários? aliás, será que faceBook vai atingir um bilhão de usuários e se tornar onipresente a ponto de ser alvo de um processo por monopólio?…

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

de WIMP para… MPG?

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o que você está vendo na figura abaixo…

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…é a interface de "windows 8", que a microsoft anunciou recentemente, sem anunciar nada oficialmente. veja os detalhes neste link e o vídeo de onde tirei a imagem acima, postado pela própria microsoft, neste aqui.

a estratégia da microsoft é, sem dúvida, a de criar um conjunto de sistemas operacionais para smartphones, tablets e desktops [laptops e etc. incluídos] que tenha exatamente a mesma experiência de uso. o jeitão que você vai ver no vídeo curto, acima, está muito mais detalhado neste link; se tiver tempo, veja este último. tem muita coisa nova lá…

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não por acaso, esta é a mesma estratégia de google [android rodando em tudo o quanto é plataforma] e, sem dúvida, é o que a apple pretende fazer.

a pergunta de mike elgan, ontem, é sobre a WWDC, hoje: como a apple vai trazer o tipo de experiência de uso representado por MPG [multi-touch, physics, gestures... ou multitoque, física e gestos] para o desktop? será que este é o grande anúncio da empresa de cupertino hoje?…

a interface a que estamos acostumados no desktop vem da década de 70 e atende pelo apelido de WIMP, um acrônimo para "window, icon, menu, pointing device" ou janela, ícone, menus e dispositivo apontador, que vem a ser o mouse em quase todos os desktops.

claro que não se trata, tanto no caso da microsoft quanto de apple e google, de pura e simples troca de interface. não só está havendo uma mudança radical nas estruturas que sustentam nosso uso das interfaces mas há um afunilamento no número de combinações de fundações e interfaces no mercado de computação como um todo.

claro que cada um de nós gostaria muito –e pagaria por isso- para ter a mesma experiência de uso no seu laptop, tablet, desktop, smartphone, TV, vídeo game, nos painéis de interação e controle do carro, máquina de lavar, geladeira, caixa automático e por aí vai. melhor ainda se uma aplicação feita para uma destas "plataformas" simplesmente "rodar" em todas as outras ou puder ser transportada de uma para outra com esforço mínimo por parte do desenvolvedor.

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no passado distante, cada fabricante de hardware fazia seu próprio sistema operacional, as interfaces eram de linhas de comando [a experiência de uso, portanto, só era aconselhável para nerds] e algumas empresas até faziam as aplicações para seus computadores. mas isso era há uns quarenta anos.

só que todo mundo passou a usar sistemas computacionais, do caixa automático à web, passando por quase tudo com que interagimos, e tornou-se necessário empoderar o usuário comum, sem especialização em informática, no uso dos sistemas com os quais ele tem que interagir para, quase que literalmente, viver a vida contemporânea.

isso quer dizer que quanto mais simples e direta for a experiência de uso que nós temos nos sistemas, mais eficaz e eficientemente os usaremos e, aí, os usaremos cada vez mais. especialmente se as plataformas permitirem amplo acesso a aplicações que estendam as funcionalidades essenciais das plataformas, como já é o caso dos mercados associados a cada uma das plataformas da apple, google e microsoft. isso é bom pra todo mundo, usuário ou desenvolvedor de aplicações para smartphone, tablet, laptops e desktop, como o da figura abaixo…

neste jogo estão, para valer, microsoft, google e apple. lá na frente, do ponto de vista da experiência, está a apple, que deve anunciar em breve algo parecido com os vídeos da microsoft para seu sistema operacional e interfaces. lá atrás está google, que assume paulatinamente a liderança no mercado de smartphones mas ainda tem um longo caminho a percorrer nos outros formatos.

no negócio de sistemas operacionais há tanto tempo quanto a apple, a microsoft tem nada menos de um bilhão de usuários no desktop. o desafio da empresa é trazer este povo todo para o futuro, ao mesmo tempo em que captura parte do mercado de smartphones e tablets, juntamente com sua ampla cadeia de valor. improvável? não. este blog já discutiu o assunto neste link e há quem ache que a microsoft passa a apple, neste mercado, antes de 2015…

vamos escutar o que a apple tem a dizer. até porque é em parte por causa dela que MPG deverá tomar o lugar de WIMP em todos os formatos, nesta década. e o mundo da informática pode ficar muito mais interessante e animado por causa disso. perca quem perder do lado dos fornecedores, nós, usuários, só temos a ganhar.

PS: se você quiser ver a WWDC 2011, começa hoje às 1400h BSB, vídeo neste link.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

smartphones… em 2015 e depois

criar o futuro é muito mais fácil do que prever o futuro. dito popular nos mercados de tecnologia há décadas, esquecido vez por outra pelas casas especializadas em… previsões. mas, afinal, se não fizessem isso mesmo, apostar em futuros possíveis e prováveis, viveriam de que?

de todas as bolas de cristal que apontam para os futuros de tecnologias muitas, uma previsão em particular me chamou a atenção mês e meio atrás e, depois da compra de skype pela microsoft, busquei o link e fui ler de novo.

não é que a IDC, endereço de um dos mais respeitados grupos de analistas de mercado do planeta, está prevendo que windows phone 7 [8...] será o segundo sistema operacional móvel mais popular do planeta em meros quatro anos?…

pelo mostrado no gráfico abaixo, google dominaria o mercado por uma larga margem [o que parece óbvio], apple e RIM ficariam mais ou menos onde estão [e isso não é óbvio, pelo menos no caso de iOS], symbian [da nokia] desapareceria completamente [isso até eu acho que é óbvio] e a microsoft multiplicaria por quatro sua penetração no mercado de smartphones. o "resto", ou seja, todas as outras plataformas, teria menos de 5% do mercado daqui a quatro anos.

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o relatório é assinado por ramon t. llamas, william stofega, stephen d. drake e stacy k. crook só pra gente saber de quem cobrar se rolar alguma coisa muito diferente do histograma acima. ciosa, aliás, que não deve vir de uma análise trivial do mercado a ponto de transferir a participação da nokia pra microsoft, face a aliança recente entre as duas empresas. se bem que é isso que fica aparente na imagem acima, não é? muito dura, a vida dos futurologistas.

segundo a análise, foram vendidos 173.5 milhões de smartphones em 2009, 303.4 milhões [74.9% a mais] em 2010 e a previsão para 2011 é de 452.5 milhões de unidades, cerca de 50% a mais do que em 2010. em 2015, seriam 925.7 milhões de smartphones postos no mercado por todos os fabricantes. assumindo que um smartphone tem uma vida útil de [chute!] 24 meses, pouco mais, pouco menos, os 2 bilhões [arredondando...] de smarties rodando em 2015 teriam sido vendidos entre 2013 e 2015.

seria impossível a microsoft acertar o passo, criar as redes de valor [de fabricantes a desenvolvedores...] e sair de onde está para vice-líder [400 milhões de usuários] do mercado de smartphones, nestas condições? não. veja o texto anterior do blog sobre o que redmond anda comprando e articulando, como parte de sua estratégia. é difícil a microsoft chegar a 20% do mercado de smartphones em meros quatro anos? sim, e muito. vai dar um trabalho danado.

mas a empresa parte de mais de 80% de todos os usuários do planeta usando seus sistemas operacionais na vida privada e nas corporações. é quase um milagre [reverso] que tenha se embananado tanto no negócio de mobilidade a ponto de lançar e matar o KIN em dois meses e a custos bilionários. só mesmo uma empresa do porte da microsoft pode fazer uma besteira deste tamanho e sobreviver…

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…ainda por cima porque os KIN, que não tinham nada a ver com WP7, foram lançados logo depois do anúncio do novo sistema operacional móvel, em barcelona, ano passado. clique na imagem para ler um ótimo resumo de porque tudo deu errado.

mas uma coisa é certa: daqui a dez anos não haverá dez plataformas de software básico para mobilidade. cinco talvez ainda seja muito. é mais provável que sejam só três. pelas contas da IDC, 2015 mostra google e microsoft abrindo vantagem significativa sobre a competição. se você fosse futurologista deste negócio, quais seriam os três atores [ou sistemas] da sua aposta para 2020? e por que?…

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