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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

cadê a banda?…

não é só porque é carnaval daqui a duas semanas, mas todo mundo está procurando a banda. aqui no brasil a gente sabe que não está. esta semana, a campanha banda larga organizou um tuitaço contra a oi, depois que a empresa resolveu discutir os regulamentos de qualidade dos serviços de banda larga fixa e móvel. se você quiser saber quais são as regras, as da banda fixa estão aqui e as da banda móvel, aqui. a oi, do seu lado, diz que é a favor de medida e gestão de qualidade dos serviços, mas que as regras correntes levam em conta fatores estranhos à rede das operadoras e têm que ser revistas. muitas águas ainda vão rolar sob este debate.

será que a banda está no japão? se está, corre o risco sério de passar a não estar. a ntt docomo, uma das melhores operadoras móveis do mundo, que é quase um sonho comparada aos serviços da américa latina [receita de dados na receita média por usuário? 50%; perda de usuários por ano para outra operadora? abaixo de 0.5%], vai pedir a google para "controlar" o uso de dados por smartphones android e aplicações.

por que? segundo a docomo, os droids estão detonando a qualidade sua rede. todos sabem que smartphones e aplicações móveis usam dados de forma mais agressiva que celulares "normais". imagine-se dirigindo com o auxílio de um app qualquer. muita informação tem que passar pela rede e chegar a você, senão a coisa é inútil. e o uso de banda larga móvel vai aumentar de forma radical na próxima década. veja a imagem abaixo, de um texto aqui mesmo do blog, que mostra o crescimento dos dados móveis no mundo nos últimos quatro anos.

a previsão é que o volume de dados móveis em 2016 será 10 vezes o de 2011. se já reclamamos dos serviços das operadoras hoje… como tal crescimento será possível? sobre qual infraestrutura? quanto investimento seria necessário para atender a demanda por banda larga móvel no mundo? e no brasil?

no japão, há quem diga que a docomo conversa com google pra "maneirar" nos dados só para manter suas margens [11.5% de lucro líquido sobre a receita operacional de mais de US$50B], evitando investimentos de curto e médio prazo para atender a crescente demanda por dados. sei não, mas acho que esta conversa não tem futuro.

e aqui? é difícil comparar com o japão mas, se as operadoras locais dessem prejuízo, talvez se devesse condicionar a melhoria dos serviços ao aumento significativo das tarifas. ou diminuição dos impostos, ou os dois. mas parece que [veja este e este relatórios e compare os lucros com este, da docomo] nossas operadoras estão melhores do que no japão… e aí?

lá no começo dos dados móveis, ouvi de um alto executivo [hoje fora do setor] de uma operadora: "se não conseguirmos evitar o uso dos celulares da mesma forma que os computadores, este negócio vai ser um inferno". olhe pro gráfico abaixo…

 

…e note que o número de acessos de banda larga móvel passou o fixo em 2010 e será seis vezes maior em 2016. e estamos seguindo mapas, vendo vídeos, transmitindo vídeos, ouvindo música em tempo real, tentando fazer muito mais uso de banda móvel –que pelo menos em tese deveria estar conosco o tempo todo- do que nos PCs que ficaram em casa ou no trabalho. tudo isso, claro, quando dá, quando o serviço "deixa" os dados passarem. isso quando ele não cai, pura e simplesmente e deixa a gente perdido, sem mapa, qual bloco sem estandarte.

e agora? do ponto de vista da cobertura e qualidade da banda larga móvel, esta década vai ser muito desafiadora em todo mundo. a conversa de que precisamos fazer algo melhor "pra copa" e "olimpíada" é bobagem: temos que ter mais e melhor banda larga [móvel e fixa] porque a sociedade toda precisa dela, porque se trata de uma das infraestruturas essenciais para tudo, como eletricidade, água e esgoto. de pouco adianta ficar discutindo um ou outro regulamento da anatel. pois isso não vai resolver o problema de fundo, que é o de ampliar –muito!- a cobertura nacional de 3G+ e a base de acessos fixos e cuidar para que o que se vende seja entregue.

se seu plano de 15 mega diz que não há nenhuma garantia de entrega, é isso que você está comprando. e é uma grande oportunidade de mercado para outra operadora que entregue, digamos, a metade. "meus" 15 mega costumam "entregar" entre 6 e 8 mega no horário de pico. mas tenho várias alternativas de provedor e troquei quando o anterior não entregava nem 20% da velocidade nominal. danado é onde não há alternativa. ou onde o sistema falhou, onde não há política para o setor, nem políticas públicas, tampouco uma visão de mercado de longo prazo. e quando a agência reguladora e as operadoras resolvem atacar um problema de fundo discutindo a equação que deve ser usada para medir a qualidade do serviço, e não o serviço em si.

aí ficam todas as operadoras no mesmo bloco, inclusive a docomo e nós, no nosso bloco –sem banda- não vamos brincar o carnaval da conectividade.

abaixo, a fórmula para calcular o índice de qualidade do serviço móvel pessoal. clicando, você vai direto para um documento de 35 páginas que explica a coisa toda. boa leitura. e tomara que sua "banda" dê pra fazer o download…

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

bits.4: móvel: conservador?

em artigo publicado na revista telecommunications policy de junho deste ano, arnd weber, michael haas e daniel scuka [Mobile service innovation: A European failure, disponível gratuitamente neste link] discutem porque a indústria de mobilidade na europa é tão pouco inovadora. a primeira tabela do artigo mostra as últimas grandes inovações da mobilidade desde 1998 e aponta para o japão como o lugar onde todas, menos uma, surgiram. esta uma, americana, não é obra de uma operadora de lá, mas da apple.

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e a tabela ainda mostra que o iPhone de 2007 não tinha coisas [inclusive e-money e QR] usadas no japão há anos. quem são as operadoras móveis daqui? três européias [tim, movistar e tmn] e uma continental, américa móvil. então, pense coigo: a conclusão do artigo de weber et al. é que as operadoras móveis européias não inovam porque 1. "inovar como no japão é caro" e 2. " ganhamos muito dinheiro do jeito que está, pra que fazer mais?…" e analistas internacionais [que fazem a cabeça de muita gente] apostam que coisas como [de forma genérica] localização para prover serviços seriam uma "grande inovação" para a américa latina… o que, de inovador, você acha que vai rolar de novo no mercado móvel brasileiro nos próximos muitos anos?…

mas aí [aqui] tem a vivo e wayra, a tim e acesso na periferia, o programa de inovação da oi, a claro e as novas formas de uso da rede. e o brasileiro, que não desiste nunca, acaba apostando que vão acontecer coisas realmente inovadoras por aqui. será?

Relógio

até janeiro de 2012, o blog vai publicar [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

brasil terá dinheiro celular em 2010: será?

os centro e trinta bancos associados à febraban, gente grande e que sabe que dinheiro é coisa séria, decidiram tratar em conjunto a oportunidade de usar os celulares como meio de pagamento. o banco central foi avisado da intenção e a meta é começar até o fim de 2010.

pra coisa dar certo, algumas constelações têm que se alinhar. além dos bancos todos querendo fazer a mesma coisa, o que parece já ser o caso, pois concordaram em lançar uma plataforma unificada para transações financeiras móveis até o final de 2010, o banco central tem que deixá-los fazer, porque o espaço é regulado. estes dois itens não são maior problema. há coisas mais complicadas.

os bancos resolveram, também, que vão conversar com as teles “depois”. celulares, como se sabe, funcionam sobre a infraesturtura e serviços das operadoras, que têm idéias próprias sobre o assunto. e aí, nesta constelação, é onde mora um dos perigos. pra começar, a oi tem seu próprio serviço de m-payment [mobile payment], o paggo, para o qual angariou 900 mil usuários e 22 mil lojas no primeiro ano de operação [2007/2008] e deve ter entre 1.2 e 1.5 milhão de usuários hoje. e a vivo, pra não ficar atrás, também vai lançar um m-payment. afinal de contas, nada melhor do que virar um banco, se você não se envolver com empréstimos podres, como alguns dos maiores do mundo.

a ntt/docomo [japonesa] descobriu isso há muito tempo: cartões de crédito que funcionam como os de plástico que carregamos, só que embutidos no celular, foram lançados em 2006. trata-se de muito mais que um paggo, a ponto da operadora ter requerido uma carta patente de banco aos reguladores japoneses. a docomo deu a partida, os outros seguiram. rápido. hoje, mais de 30 milhões de celulares são osaifu-keitai [mobile wallet, ou carteira móvel], cerca de 30% de penetração entre os celulares japoneses. seria como termos uns 50 milhões de celulares-cartão no brasil. um monte..

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os osaifu-keitai são usados pra tudo, de pagamento de passagens de ônibus, metrô e ingressos de todos os tipos a supermercados, máquinas de refrigerantes e o que mais você pensar. mas a vida não é tão simples quanto parece. os problemas associados ao uso do celular para transações financeiras não estão de todo resolvidos, mesmo no japão, país de povo viciado em keitai. pesquisa de outubro de 2008 mostra que apenas 15.6% dos japoneses usa seu banco a partir do celular, contra 68.2% de quem tem computadores pessoais na rede. .

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mas nossos bancos podem estar vendo longe, muito longe. ao anunciarem o celular-cartão brasileiro, a pergunta de muitos bilhões de reais é… será que os bancos vão falar com as operadoras “depois” porque planejam lançar uma operadora virtual deles próprios, combinando os serviços e lucros das duas operações?…

pelo andar da carruagem, a anatel pode autorizar operadoras virtuais [MVNOs, mobile virtual network operators] antes do fim de 2010. uma MVNO é uma operadora que existe para mim e para você mas que não existe de fato lá na infraestrutura. a marca, o marketing e parte dos serviços vendidos no mercado a diferenciam das operadoras “normais”, mas ela usa, lá atrás, infra alugada de uma ou mais operadoras, digamos, clássicas. no brasil, os estudos técnicos estão prontos e sabe-se que a anatel vai decidir entre duas alternativas de modelo de MVNO para o país.

junte as peças: os bancos vão lançar um celular-cartão brasileiro, com todos eles apoiando [e ganhando dinheiro, muito]. isso é bom. a anatel vai liberar as operadoras móveis virtuais. isso é muito bom, pois vai aumentar a competição e melhorar a vida dos usuários. os bancos vão conversar com as operadoras “depois”. os bancos, em conjunto, podem lançar um osaifu-keitai na sua própria operadora, se quiserem; têm capitais e competências para tal.

agora pense: se você fosse uma operadora, faria o que?…

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

a parceria estúdio-pirataria

suzumiya_haruhi.jpgestúdios japoneses de anime [mercado de US$20B por lá] estão testando youTube e outros sites de compartilhamento de conteúdo como forma de ampliar sua interação com espectadores e usuários. kadokawa, a galera que faz haruhi suzumiya, está gastando US$1M para descobrir como é possível [se é que é] fazer um mashup de suas operações comerciais com o material gerado por fãs na internet.

ao invés de "combater a pirataria", usando o "estilo azeredo" que se quer implementar no brasil, kadokawa está separando o joio do trigo e promovendo os vídeos [no youTube, a partir de seu material] que não ofendem o "espírito" da série haruhi suzumyia e que podem [pois livres de material de outros donos de copyright] ficar na rede sem problemas. a história está contada aqui, na business week.

a coisa pode parecer trivial, mas não é. o lance é que qualquer um de nós pode pegar material de muuuitas fontes e recombinar para criar um mashup; aí, com a propriedade do material distribuída por um monte de pessoas e empresas, na maioria dos casos será impossível conseguir autorização de todos para publicar o resultado. via de regra, a coisa é publicada assim mesmo e alguém, depois, toma as dores e tira o material do ar… e/ou processa o autor [se ele for encontrável].

este problema de compartilhamento e recombinação tem solução trivial. é só usar o modelo de proteção e autorização definido pelo creative commons, que permite ao autor estabelecer o nível de proteção que deseja para seu trabalho. quanto mais gente publicar seu material usando um mecanismo transparente como o de creative commons, mais coisas poderão ser feitas de forma inovadora, na rede, sem que seja necessário licenciar todo o material de base primeiro. e permitindo o compartilhamento de receita [se houver] depois. o congresso brasileiro talvez devesse estar discutindo isso agora, ao mesmo tempo em que se tenta aprovar legislação que vai [potencialmente] restringir muito o uso da web por aqui.

voltando pro anime na rede, a kadokawa agora tem um canal no youTube e o noticiário dá conta de que a receita kadokawa.pngde anúncios nos vídeos aprovados será compartilhada por youTube, kadokawa e o autor. o estúdio vai rodar o experimento por mais alguns meses e outros estúdios japoneses, segundo a business week, podem fazer coisas semelhantes. muitos deles, por sinal, apontam para sites de compartilhamento quando potenciais importadores de seu material querem ver vídeos legendados… coisa que eles não têm mas que os fãs, voluntariamente e grátis, fazem… e que no brasil da "lei azeredo" seria motivo pra vários anos de cadeia.

falando em brasil, compartilhamento, propriedade intelectual, fãs e coisas interessantes, você já viu algum capítulo da "novela" mina & lisa, ainda mais legendado em inglês? não perca tempo: procure por mina lisa 03 no youTube [não posso botar o link aqui...].

 

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sábado, 28 de junho de 2008

japão: celular vira banco

Tags:, , , - srlm às 21:12

a humanidade se constituiu através de virtuais, segundo pierre lévy. na opinião do filósofo, os três virtuais fundamentais seriam a linguagem, que virtualiza o presente, criando o futuro e o passado e, consequentemente, o tempo; as técnicas abstraem as ações, estendendo o alcance do corpo humano; finalmente, os contratos abstraem a violência, criando as sociedades.

estamos cercados por virtuais, alguns muito antigos, como dinheiro [parte dos contratos], que é um virtual de poder de compra: ao invés de levar uma vaca para a loja e trocar por um celular, levamos papéis que representam nosso poder aquisitivo [resultado, talvez, da venda da vaca...]. mais comumente, pagamos com um plástico que é, em si, um virtual do dinheiro, ou seja, um virtual de segunda ordem.

o dinheiro, na forma de papel e moedas, está com os dias contados, pois é passível de todo tipo de risco físico e, como se não bastasse, é anti-ecológico. e já não era sem tempo: moedas e notas datam de 2500 e 1000 anos atrás, respectivamente. e os cartões de débito e crédito vão pelo mesmo caminho. quer ver como?…

kddi.gif

a operadora japonesa KDDI, segunda maior do país, já recebeu autorização do banco central de lá para abrir um banco comercial cujos serviços serão oferecidos através dos celulares operados pela companhia. dinheiro e cartão embutidos nos celulares. tudo digital, identificado e assinado. celular transferindo e recebendo dinheiro e pagando todo tipo de conta, de pedágio a trem e ônibus, restaurantes, lojas e conta de luz. fazendo investimentos na bolsa e tudo o mais que pode ser feito numa conta e num banco. vai ser sua conta de comunicação embutida no mesmo pacote de suas transações bancárias. e vice-versa.

a KDDI não é a primeira operadora a oferecer serviços financeiros no celular [vide o exemplo do oi paggo, aqui mesmo no brasil]; o título parece pertencer duas companhias das filipinas [que começaram serviços iguais ao paggo em 2005, segundo o guardian]. o que pode levar a KDDI à frente das noutras é a convergência financeiro-digital completa, com todos os serviços do seu banco sendo oferecidos aos usuários de seus celulares, algo não só inédito, mas inovador e potencialmente revolucionário.

e banco é só parte do que pode acontecer no celular. depois de se tornarem relógio, despertador, gravador, máquina fotográfica, câmera de vídeo, tv, media player, localizador, computador e banco, celulares devem se tornar identidade [de todos os tipos, de passaporte a carteira de motorista], chave, ………, ………, ……… [preencha os pontilhados com suas escolhas] e tudo mais o que puder ser virtualizado no hardware e software do dispositivo e/ou provido a ele por sistemas de informação do lado de cá da rede.

não vai levar muito tempo para que os celulares sejam o ponto de encontro da verdadeira convergência digital, que nada tem a ver com as tecnologias de suporte: a convergência será de aplicações, sobre a infra-estrutura e serviços digitais móveis habilitados nos celulares. e nem vamos precisar esperar muito pra ver isso acontecer; são só mais uma ou duas décadas de caminho. quem viver, verá.

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

o que mais, no seu celular?

Tags:, , , , - srlm às 01:11

o japão lidera o mercado de tecnologia, aplicações e usos de celulares e muitas das coisas que veremos aqui quando 3G começar, de verdade, estão sendo usadas no país do sol nascente há anos. até porque o modelo japonês de compartilhamento de receita entre operadoras e fornecedores de serviços e aplicações, que privilegia os últimos, gerou uma grande e diversa rede de negócios ao redor das operadoras de mobilidade. coisa que ainda não temos [e nem teremos, tão cedo, por cá].

ishare_survey_02_may08.gifno meio de tanta coisa que já têm, os japoneses querem mais. olhar o que eles desejam [veja resultado de pesquisa feita pela iShare, em maio, ao lado] é ter uma boa idéia do que teremos todos, em nossos celulares mais básicos, daqui a algum tempo.

no topo da lista, mais e melhor acesso e navegação na internet, telefones mais abertos, com liberdade pra cada um instalar o que quiser, telefones com interfaces que permitam os usuários definirem as funcionalidades à sua disposição, tv digital móvel [oneSeg, a mesma que vamos ter por aqui] e telefones menores e mais finos.

ao mesmo tempo, o governo japonês está começando uma campanha para diminuir o uso de celulares 3G [e a internet, neles] por estudantes, alegando que os adolescentes estão se tornando viciados nos seus keitai e deixando pra lá as tarefas da vida escolar, entre muitas outras coisas. pra se ter uma idéia, adolescente japonês que leva mais de 30 minutos pra responder um emeio passou a ser considerado “fora do mundo”, quase um idiota.

bote parte da lista de coisas acima nos celulares e aí é que os estudantes não vão mais prestar atenção nas aulas… com 3G começando, aqui, no segundo semestre, as escolas e salas de aula vão ter que melhorar muito pra tirar os alunos da internet celular. isso se os planos de dados não começarem a ser vendidos [como quase sempre é o caso, aqui] a peso de ouro.

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