Terra Magazine

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

os novos CEOs: sociais?

Tags:, , , , , , - srlm às 09:12

dados de várias fontes, coletados pela CEO.com, publicação especializada em gestores, mostram que 65% dos CEOs mais jovens [até os 39] têm um blog relacionado ao trabalho, contra apenas 20% dos de 50 anos ou mais.

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e a diferença entre os que realizam atualizações diárias é gigantesca, quase 30 vezes mais a favor dos mais novos, com a turma dos 40-49 ficando perto, 22% atualizando seus blogs diariamente. o padrão se repete quando se fala em contribuir ou ler twitter e similares. o infográfico está neste link.

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e todo mundo de 50 ou mais está na mesma categoria. quantos CEOs com mais de 60, 70… são sociáveis? quantos sabem que o futuro dos negócios é sua comunidade, que um bom negócio, no futuro, não é um produto ou serviço, mas uma comunidade com um propósito?… isso pode vir a ser absolutamente essencial para quem quiser liderar [e não comandar] um bom negócio nas próximas décadas, de empresas de software a redes de postos de combustível. não precisa nem esperar pra ver, já tá rolando agora…

Relógio

em dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o blog publica [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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sábado, 9 de janeiro de 2010

jovens lêem mais. onde? na rede. claro. e comprovado.

Tags:, , - srlm às 06:00

olhe bem para o gráfico abaixo, que mostra de onde estão vindo as palavras que os americanos lêem, vêem ou ouvem, nos últimos 50 anos.

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em 2008, o que o americano médio absorveu de informação a partir de palavra impressa foi cerca de 1/3 do que rolava em 1960. a palavra mediada por computadores tinha, em 2008, a mesma importância, em volume, dos textos de 1960. resultado? somando os dois, leu-se muito mais, e não muito menos… e foram exatamente os computadores [e a rede] os responsáveis por botar TV de volta pra menos de 50% de importância, pela primeira vez desde os anos 60. isso é muito bom, mesmo que, por aqui, o ministro hélio costa ache que “os jovens deveriam ver mais TV”…

o estudo é da UCSD, e é mais uma evidência de que audiência já era. somos, sempre fomos, protagonistas e comunidades. e agora temos os meios. duvida? olhe o gráfico abaixo, do mesmo relatório, que mostra o número de bytes consumidos, por dia, por pessoa, nos EUA:

imagenote que jogos já passam, em muito, TV, e deixam todo o resto, inclusive vídeo em todas as formas, lá no fim da linha. não é à toa que as maiores bandas do mundo, ao invés de chorar sobre o leite derramado dos Cds copiados, lançam seus registros sobre guitar hero e plataformas similares. guitar hero, aliás, tem tudo pra ser considerado uma das obras de arte mais importantes dos últimos 10 anos.

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mas, pra muitos tipos de mídia, começa tudo de novo; se no começo da “indústria” do disco só havia gravadoras em londres, nova iorque e paris e, depois, no brasil, no rio, agora você tem que fazer sua canção aparecer no rock band pra você aparecer. e o caminho, apesar de curto, porque digital, ficou complexo de novo. cadê os brasileiros no guitar hero, em proporção à nossa importância no mundo?…

mesmo que confuso, o caminho das novas plataformas de suporte à mídia [esqueça MP3 como negócio…] tem que ser percorrido. porque cada vez menos gente parece estar disposta a pagar para “ouvir” ou “ver” você tocando num arquivo qualquer. isso é seu demo. o que tem por aí é muita gente a fim de pagar para “cantar com você”, no seu show ao vivo, ou “tocar com você”, ainda mais quando música for serviço [MaaS, Music as a Service].

o leitor poderia perguntar: e você, ouve o que? tá copiando MP3? não… ouço coisas como a bbc radio 1 e a hype machine. grátis e legais as duas, por sinal. e sabe o que mais? veja este post aqui pra descobrir como em breve, mesmo no brasil, elas [e mais tudo que está na rede] vão estar no rádio do meu carro…

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

hilbert, darpa, matemática e o cérebro

Tags:, , , , , - srlm às 10:02

darpa_50th_logo.jpga darpa é a agência americana encarregada, há 50 anos, de pensar o futuro e criar as tecnologias que os [militares] americanos precisam. ou acham que vão precisar. e que, em alguns casos, se transformam em utilidade para todo o mundo. duas? a internet e GPS. próxima da lista? veículos completamente autônomos em tráfego urbano, talvez.

como tem que pensar no longo prazo [coisa que falta, quase sempre, à periferia], vez por outra os problemas que trata parecem não fazer nenhum sentido. muito menos quando se pensa na prática, no mundo real. mas talvez a gente deva lembrar que a internet, cujos fundamentos são dos anos 60, não fazia o menor sentido lá na partida. e não conseguiríamos mais viver sem ela, hoje.

certamente inspirada em uma das mais famosas listas de problemas de matemática de todos os tempos, enunciada por david hilbert em 1900, a darpa lançou uma relação do que considera os grandes problemas para os quais a matemática [e computação, e ciência] deveria encontrar uma solução daqui pra frente. os "novos" problemas são 23, o mesmo número de hilbert, e por sinal o dia, num janeiro de 1862, em que nasceu o grande matemático alemão. matemática cabalística, talvez, ou um búzio virtual para atrair boa sorte pra nova busca.

o primeiro problema da lista não é trivial: develop a mathematical theory to build a functional model of the brain that is thought-helmet-military-usa1.jpgmathematically consistent and predictive rather than merely biologically inspired. ou seja: desenvolver uma teoria matemática que leve à construção de um modelo do cérebro [humano] que seja matematicamente consistente e preditivo, ao invés de meramente inspirado em biologia. pode esperar um monte de ação ao redor deste tema, até porque "investigar", para a darpa, significa "investir". e, normalmente, muito.

o segundo problema não é menos complexo… develop the high-dimensional mathematics needed to accurately model and predict behavior in large-scale distributed networks that evolve over time occurring in communication, biology and the social sciences. ou desenvolver a matemática de alta ordem necessária para modelar e prever o comportamento de redes distribuidas que evoluem com o tempo e que ocorrem, naturalmente, em comunicação, biologia e ciências sociais.

desafios como estes, propostos pela darpa e por hilbert, são fundamentais para o avanço da ciência. lá atrás, kurt gödel mostrou que o segundo problema de hilbert [é possível provar a consistência dos axiomas da lógica?] tem resposta negativa, ou seja, que qualquer sistema lógico minimamente interessante não pode ser provado consistente, e muito menos provado consistente dentro do próprio sistema. e isso foi o fim do sonho de hilbert de criar uma matemática completa e consistente.

o primeiro problema da darpa, se resolvido a contento, nos daria a possibilidade de… escrever cérebros, pelo menos em tese. dado um modelo "matemático", ou formal, do funcionamento do cérebro, poderíamos escrever um simulador de tal modelo teórico em software [ou o próprio modelo poderia ser descrito, de forma razoavelmente abstrata, em software] e ter, a nosso serviço, cérebros abstratos. possibilidades incríveis se abririam a partir daí. basta pensar um pouco, usando o seu… cérebro concreto.

o problema é que, lá no enunciado, está a mesma palavrinha chata usada por hilbert há cento e tantos anos: consistência. talvez, de novo, não dê pra chegar lá. mas mesmo assim vamos tentar. alguma coisa vamos conseguir, talvez mostrar que o cérebro não é passível de uma descrição matemática consistente. o que já terá sido, se ocorrer, um grande resultado.

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