Terra Magazine

29.10.09

as relações de trabalho e as redes sociais [abertas]

Tags:, , , - srlm às 07:58

o national law jornal publicou recentemente um texto que, se não tivesse fundo de verdade –e real possibilidade de acontecer- seria pura história de trancoso. segundo o journal, as consequências não intencionais de se tornar “amigo” de alguém em uma rede social, se você é o empregador ou superior, no trabalho, deste alguém, podem causar ou exarcebar processos judiciais que começam em demissão sem justa causa, passam por favorecimento indevido e discriminação e acabam em assédio, sexual inclusive.

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segundo o jornal legal americano, ser amigo de alguém em uma rede social [aberta, como facebook] pode levar um dos lados a saber coisas [do outro] que não se saberia no ambiente de trabalho… levando a consequências, desejadas ou não, nas relações e litigação trabalhistas.

nas redes sociais abertas, as pessoas estão contando suas vidas ao mundo. no caso de muita gente, talvez a maioria, sem qualquer crivo que separe o pessoal do profissional. a participação de gerentes e empregados, patrões e funcionários, nas mesmas redes, pode elevar o potencial de conflito nas relações de trabalho e emprego a níveis impensados, especialmente no cenário americano, onde a história do litígio, por qualquer coisa ou causa, é muito antiga e cara.

e olhe o histograma abaixo, publicado neste blog em maio passado:

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um terço das empresas americanas tem seu CEO em facebook, tem redes sociais como parte de sua estratégia de negócios e mais de 20% usa uma rede social como parte de seu processo interno de comunicação. o risco anunciado pelo national law jornal pode ser bem real. e alto.

um segredo que só a rádio corredor sabe, numa empresa [como um alguém que só trabalha bicado toda segunda e sexta], pode ser fato amplamente conhecido numa rede social e, ouvido por quem não deveria [o “chefe”], pode ter consequências funestas. para todos os lados. uns perderiam o emprego, outros seriam processados. pelo menos, nos EUA, este é o alerta do national law jornal: se você é o empregador, nem pense em fuçar a vida de seus empregados em redes sociais abertas; a acusação poderá passar, em  muito, de invasão de privacidade. será?

e no brasil? podemos degringolar, aqui, e em que escala, para os níveis de conflito dos EUA? algo que me diz que a advocacia trabalhista nacional, cada vez mais criativa e litigiosa, não tardará a arguir, aqui, as mesmas causas de lá. daí, talvez e pra todos, de um lado e de outro das relações trabalhistas, todo cuidado seja pouco com as relações nas redes sociais abertas.

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18.06.08

o perigoso mundo da web

Tags:, , , - srlm às 01:59

mais de 19% de todos os domínios que terminam por “.hk” [de hong kong] representam algum tipo de ameaça à segurança de seus visitantes. quase um em cada cinco. é muito. hong kong é o lugar mais perigoso da web. o segundo e distante lugar é “.cn”, a china, ali pelos 11%. a conclusão é da mcAfee, parte do relatório mapping the mal web, revisited, publicado em 04/06.

o risco da web em 2008, segundo a mcAfee, é similar ao de 2007, com 4.1% de todos sites em países [como em ".br"] e domínios de alto nível genéricos [tipo ".name] considerados perigosos. o brasil aparece bem na foto [0.76% dos sites oferecendo algum risco], como de resto quase todo o continente americano. o estudo levou em conta quase dez milhões de sites e mede, de uma certa forma, a temperatura do caos na rede.

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o domínio considerado mais seguro é a finlândia, com um em cada dois mil sites oferecendo algum risco.  tudo a ver com o tamanho da população, língua, educação e cultura  [e sua penetração no planeta].

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09.06.08

celulares e câncer: a discussão recomeça

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celulares aumentam o risco de câncer de cérebro? esta pergunta, até agora não respondida de forma simples e definitiva por nenhum estudo, ganhou recentemente uma resposta preocupante e pouco divulgada. segundo estudos do dr. vini khurana, um dos mais renomados neuro-cirurgiões da austrália, o risco de desenvolvimento de câncer de cérebro é duplicado pelo uso constante de celulares em longos períodos de tempo, tipo dez anos ou mais. dr. khurana acredita que a ligação entre celulares, tumores cerebrais e os óbitos decorrentes será comprovada no decorrer da próxima década. na prática, os governos da frança e alemanha já estão alertando para o uso excessivo de celulares. mas, questionada, a associação inglesa dos operadores móveis [como todas as outras] diz que está tudo bem… assim como muitos outros cientistas e estudos. e o debate continua.

segundo dr. khurana, o uso intensivo de celular cria riscos à saúde maiores do que fumo e asbestos. se for verdade, estamos para presenciar uma catástrofe de grande porte: com mais de 3 bilhões de celulares no mundo e cada vez mais gente fazendo dos telemóveis sua conexão com o mundo, para os negócios e contatos pessoais, o risco eventual que o uso intenso de celulares representa não pode ser minimizado.

talvez seja necessário um esforço mundial -e a isenção e recursos correspondentes- para tentar resolver uma dúvida tão importante de forma mais definitiva. o tamanho do problema pode ser visto na página do instituto nacional de câncer dos eua, onde se diz claramente que a tecnologia celular é nova, ainda está mudando e que, justamente por causa disso, não há estudos de longo prazo sobre os efeitos da energia de rádio-freqüência dos celulares no corpo humano. mas há alguns resultados alarmantes, especialmente para crianças e para adultos que fazem uso intenso de celulares, com especialistas dizendo que alguma coisa não muito boa acontece após dez anos de uso radical. como um aumento de 240% no risco de câncer no lado do cérebro onde mais se usa o celular.

e o debate começou a esquentar nos eua, nos últimos dias, até porque o sen. edward kennedy sofre de um glioma, um dos tipos de câncer supostamente causados por radiação vinda dos celulares. e nós, aqui? os celulares -e a tecnologia- que usamos são a mesma que todo o planeta usa. seja lá o que for verdade para o resto do mundo, será verdade para o brasil. não devemos entrar em pânico porque um estudo indica um aumento de probabilidade de câncer face ao uso de celulares. em medicina e saúde, estudos têm que ser repetidos, validados e revalidados. mas talvez devêssemos, por precaução, restringir o uso do celular colado ao ouvido e passar a usar fones e viva-voz. e o brasil certamente deveria [através da anatel? do ministério da saúde? dos dois?] participar mais ativamente da rede internacional de estudos sobre os impactos dos celulares na saúde.

entender os riscos das tecnologias que usamos no cotidiano leva, com muita freqüência, a melhorias nos padrões de uso e nas tecnologias propriamente ditas. cintos de segurança em automóveis, capacetes em motos, proibição de fumo, primeiro em aviões e depois em lugares públicos, são três exemplos conhecidos de todos. se houver mesmo algum risco radical, comprovado, do uso de celulares, saberemos lidar com isso, modificando a tecnologia ou redefinindo seu uso de forma saudável. o que não se pode é esperar pra ver. é preciso agir antes que alguma -ou muita- coisa irreversível aconteça.

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