Terra Magazine

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

sexo eletrônico: daqui a dez natais?

Tags:, , , , - srlm às 10:00

pesquisadores ingleses estão trabalhando num chip, implantável no cérebro, para estimular centros de prazer. dispositivo semelhante já vem sendo usado nos estados unidos para compensar efeitos do mal de parkinson [vide imagem abaixo], mas o foco do trabalho de morten kringelbach, em oxford, é o córtex orbitofrontal, que está ligado a nossas escolhas e sensações relativas a drogas, dinheiro e sexo.

wirehead parkinson

pra quem já está pensando em incluir o gadget em sua lista tardia de presentes de natal, calma lá: segundo o time de pesquisadores, apesar do dispositivo estar mais ou menos resolvido, os procedimentos cirúrgicos para seu implante ainda são primários e precisam de pelo menos uma década de desenvolvimento, prazo em que o próprio dispositivo [e suas conexões com o cérebro de seu hospedeiro] deve ser muito aperfeiçoado.

segundo a equipe, as próximas gerações deste tipo de tecnologia levarão ao uso de estimulação profunda do cérebro a muitas novas áreas, com o "usuário" assumindo o controle do processo e podendo "desligar" seu co-processador [sexual, neste caso] quando bem entender.

era só o que faltava. mas, pra muita gente, falta mesmo e vai estar nas listas de presentes de natal assim que aparecer no mercado. tomara, para o bem de todos e felicidade geral da nação, que [aqui no brasil] esteja disponível pelo SUS… [porque papai noel, daqui pra lá, pode ter se mandado pra marte]. FELIZ NATAL!…

claus mars

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

transmissão de vírus por… DNA

Tags:, , , , , - srlm às 11:17

hhv-6-virus.jpga medicina inova e apresenta, quase todo dia, melhorias nos processos e meios de tratar doenças de todos os tipos. ao mesmo tempo, porque também desenvolve novos instrumentos e processos de análise dos seres vivos e seus componentes, descobre porque certas coisas acontecem nos nossos corpos.

uma descoberta recente [e preocupante?] é que o HHV-6, um vírus de herpes humana que causa a roséola, pode ser passado do pai ou mãe para o filho através do DNA. pesquisadores descobriram que a maioria dos bebês que nasce infectada pelo HHV-6 tem a coisa integrada ao seu DNA, o que descarta a infecção por via sangüínea e abre um novo campo de estudos sobre transmissão viral e seu controle e tratamento.

como DNA é o "programa da vida" e nós já entendemos o suficiente de vírus em programas, quando vamos ter anti-vírus para tais tipos de vírus, disponíveis em larga escala, na sociedade? e quais serão as implicações disso para o processo [anteriormente conhecido como sexo...] de inseminação humana?

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

a vida humana… com robôs?

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a santa sé não costuma divulgar as leituras do papa, mas sua santidade pode ter passado os olhos num texto de david levy sobre amor e sexo entre robôs e seres humanos [na amazon: Love and Sex with Robots: The Evolution of Human-Robot Relationships, de novembro de 2007]. ou então alguém em roma leu [ou viu as entrevistas de levy] e uma pitada do assunto entrou no discurso mais recente do sumo pontífice. benedettoxvi_3.jpg

segunto texto da agência EFE publicado no terra neste sábado, o papa disse que… "nenhuma técnica mecânica" pode substituir o ato do amor "que o marido e a mulher compartilham como sinal de um mistério maior, que os vê como protagonistas e co-participantes da criação". o papa falava em roma, fazendo referência aos quarenta anos da encíclica humanae vitae, promulgada em julho de 1968 e reafirmando que… "a verdade expressa em humanae vitae não muda; ao contrário, à luz das novas descobertas científicas, a encíclica é ainda mais atual". humanae vitae tratava de contracepção, aborto e casamento, numa época em que a humanidade via aparecer a pílula e os costumes sexuais se tornavam muito mais abertos do que nas décadas passadas.

a reação mundial à encíclica foi tamanha que paulo vi não escreveu nenhuma outra nos últimos dez anos do seu papado. e há quem diga que humanae vitae alargou ainda mais o fosso que já se estabelecia, na década de 60, entre os católicos romanos e os dogmas e regras de sua igreja. mesmo que bento xvi não faça a menor idéia das conversas e propostas do livro de david levy, mais cedo ou mais tarde algum papa [talvez o próprio] vai ter que come9780061359750-751873.jpgntar a noção de relações amorosas e sexuais entre robôs e seres humanos.

pra você ter uma idéia do que pode vir a acontecer, veja três respostas de levy, em entrevistas diferentes, antes de ler o livro… na scientific american: se as pessoas se apaixonarem por robôs, não estariam apenas "caindo" por um algoritmo? não, as pessoas não se apaixonarão por um algoritmo, mas por uma simulação convincente de um ser humano, e simulações convincentes podem ter efeitos impressionantes nas pessoas.

em metal fingers and my body: que características essencialmente humanas os sexbots do futuro vão mudar pra sempre? eu acredito que sexbots vão mudar nossas percepções das relações humanas e que de alguma forma nós vamos exigir mais dos nossos parceiros humanos. isso não vai ser inteiramente bom… se alguém fez sexo muito bom com um robô, vai querer que o sexo com seus parceiros humanos seja tão bom quanto, o que talvez leve a grandes desapontamentos. por outro lado, sexbots serão excelentes instrutores e, com eles, as pessoas vão poder aprender as habilidades necessárias a grandes amantes…

na new scientist: se um robô puder se apaixonar, não seria mais provável que ele [ou ela] se apaixonasse por outros robôs?… nós os programaremos para que nos queiram. quando os robôs atingirem o nível de inteligência que acho que terão na metade deste século, vai ser importante os seres humanos terem algum tipo de controle sobre eles.

pra saber quem é david levy e quão relevantes são suas idéias, siga este link. pra saber o que a santa sé pensa sobre o amor e sexo com robôs, vamos ter que esperar… afinal de contas, ainda não temos a opinião oficial de roma sobre inseminação artificial, técnica cujo pioneiro [em cães] foi o ex-seminarista lazzaro spallanzani [em 1784], e que é cada vez mais usada, hoje em dia, para gerar filhos de casais do mesmo sexo.

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