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segunda-feira, 3 de maio de 2010

a internet das coisas, 4: um campo informacional global

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nos três textos iniciais desta série, falamos de spimes, de everyware e de uma possível fusão dos dois conceitos, a ideia de spimeware. neste, que fecha esta pequena série, vamos falar um pouco do que estaria –ou poderia estar- acontecendo ao nosso redor se todas as coisas do planeta [ou uma boa quantidade delas] estivessem em rede. mas não na rede de uma forma qualquer; em rede na forma de spimeware.

ao pensar como spimeware iria penetrar na economia e sociedade, seria difícil imaginar [hoje] um cenário muito diferente do que a mcKinsey mostra em um texto bem recente. primeiro, há um conjunto de possibilidades associadas ao controle e automação das coisas. onde escrevo coisas, leia de máquinas de lavar a medidores de energia, de bombas de gasolina a sinais de trânsito, de portas e janetas a sistemas de refrigeração… tudo.

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pra começar, já temos muita coisa que parece com spimeware associada ao controle e otimização de processos em fábricas, por exemplo; segundo, um número cada vez maior de instâncias de spimeware começa a estar associado à otimização do consumo de recursos, fazendo com que se gaste –por exemplo- menos energia para realizar uma tarefa ou, por outro lado, fazendo com que se gaste muito menos esforço para se medir a energia consumida; terceiro, uma classe de spimeware começa a ser utilizada em sistemas autônomos e complexos, capazes de tomar decisões em ambientes sobre os quais não têm o menor controle.

os exemplos que a mcKinsey usa na tabela acima, oriunda deste link, são bem mais complexos do que as etiquetas de banana discutidas em nosso texto anterior. e isso é interessante, porque aí [no 3, sistemas autônomos e complexos], dá pra perceber que, em última instância, um carro também é –ou será- spimeware, ou c-spimeware, spimeware complexo. se o sistema veicular de prevenção de colisões é spimeware [e faz muito sentido que seja], um carro será uma rede de milhares de coisas com características do que estamos denominando spimeware. cada peça, cada sistema, será uma instância de spimeware e sistemas maiores e mais complexos serão realizados por dezenas, talvez centenas ou milhares de spimeware mais básicos. e cada um deles [assim como o todo] obedecerá os dez princípios fundamentais de spimeware.

pra lembrar… spimeware 1. está na rede; 2. é wireless; 3. é múltiplo [pode haver uma infinidade de cópias] mas 4. é identificável de forma única e 5. obedece ao princípio SFO mas 6. é imperceptível [a “olho nu”] porque 7. está embarcado, embutido em coisas e, também por causa disso, 8. tem interface “invisível”. ainda mais, spimeware 9. carrega seu próprio plano de construção, uso  e reciclagem e 10. guarda ou deposita na rede seu rastro histórico.

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se por um lado se pode olhar para spimeware como associado a controle e automação, ou seja, informática embutida em objetos, tornando-os de certa forma o que a cultura popular identifica como inteligentes [mas não é isso, veja este link], por outro lado o que nos interessa como resultado da dispersão de spimeware pelo ambiente, economia e sociedade talvez seja, muito mais, a informação que tais sistemas vão gerar e as análises que faremos deste mundo de dados que já flui com muita intensidade a partir de bom número de objetos  e que vai ser multiplicado por muitas potências de dez nos próximos anos.

é isso que diz a tabela acima do mesmo texto da mcKinsey: spimeware vai nos permitir rastrear comportamentos, melhorar o entendimento de situações e melhorar a qualidade dos processos de tomadas de decisão, em função da maior quantidade e qualidade de dados disponível.

de uma certa forma, nada mudou: os eventos sempre estiveram aí; o sol sempre surgiu, sempre choveu, sempre houve vento, marés e seca; a diferença é que, instrumentando o ambiente ao nosso redor, instalando senSats [sensores e atuadores] em tempo real e em rede, começamos a perceber o planeta ao nosso redor como um gigantesco conjunto de fluxos de informação.

tempos atrás, um conjunto de cientistas convencionou chamar a ciência feita com o auxílio de tais montanhas de dados [e a capacidade de processá-las] de e-science. o nome resistiu muito pouco tempo, tal qual a noção de ciberespaço: depois de ficar claro que todo espaço era ciber… pois que não sendo não existiria ou seria mera exceção, voltamos a usar a palavra “espaço”, pura e simples, para falar dos espaços, o velho e o novo.

a mesma coisa vale para e-science: para muitos, durou pouco: depois de ciência [lá nos primórdios] experimental, passamos para a fase mais ostensivamente teórica, depois para a computacional e agora estamos em ciência [o que se chamava de “e-science”, outrora] feita sobre a análise de dados gerados por um número cada vez maior de experimentos para cada um dos quais há centenas, milhares, dezenas de milhares de sensores.

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um exemplo disso é mostrado pela imagem acima [que é interativa neste link], do projeto NEPTUNE [North-East Pacific Time-series Undersea Networked Experiments], uma iniciativa que está instalando senSats em rede e conectados ao continente na placa de juan de fuca, a menor das 12 placas tectônicas, com o objetivo de “informatizar” aquela parte do fundo do mar e observar tudo o que acontece lá embaixo em detalhe dia e noite, por pelo menos 25 anos. em última análise, todo o planeta pode receber este tipo de tratamento, como já acontece em pequena escala na rede de sensores de tsunami mostrada imagem abaixo.

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jim gray, então na microsoft, chamou esta forma contemporânea e unificada de fazer ciência de data intensive scientific discovery; para ele, este seria o quarto paradigma científico, depois dos já citados experimental, teórico e computacional. o livro que homenageia gray [desaparecido em 2007] e cita muitos exemplos desta nova vertente científica, the fourth paradigm, tem licença creative commons e pode ser copiado deste link. spimeware-based science, como se vê, muda a forma de fazer ciência. imaginem seu impacto na maneira de informatizar e ver o mundo real e mais simples aqui fora.

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mas nosso objetivo era falar de um certo “campo informacional global”, certo? isso. então vamos: este campo é composto por todos os fluxos de dados em contexto [ou seja, informação] gerados por todos os sistemas de informação de todos os tipos existentes no planeta, dos mais diminutos [a etiqueta da banana] aos absurdamente gigantescos [NEPTUNE], abertos ou fechados. como um número cada vez maior de tais sistemas é aberto [veja os sistemas abertos do governo inglês neste link], um campo informacional global cada vez mais intenso e variado está disponível a partir de e para todos, pessoas e instituições, usarem como parte de seu raciocínio para “uso” –ou melhor, “melhor uso”- do planeta e seus arredores.

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esta é exatamente a idéia por trás de um curto [5min] vídeo da IBM sobre a internet das coisas, explicitando o que andamos dizendo aqui nos últimos textos e construindo cenários de informatização das coisas, inclusive coisas muito grandes como cidades inteiras. nestes cenários, redes de sensores em redes de distribuição de água avisam onde os canos estão perdendo pressão, o que determina consertos mais rápidos e menores perdas; nas cidades, táxis que interagem imagecom a infraestrutura de tráfego para ganhar [ou não] prioridade sobre carros particulares; sistemas de controle –spimeware- associados a praticamente todas as necessidades humanas, de água a energia e saúde, interagem para fazer com que a vida se torna mais simples, mais econômica do ponto de vista ambiental e dos custos pessoais, seja em tempo ou dinheiro.

dando um desconto para o marketing embutindo no vídeo, a tendência é que a maior parte de eventos de nosso interesse neste planeta todo informatizado [computação, comunicação e controle por todo lado, lembre-se], desde a temperatura dos elevadores à vibração das placas tectônicas, da voltagem da bateria do carro ao estado de cada uma das imageluzes da iluminação pública, seja parte do fluxo informacional global e detenha uma parte significativa de nossa atenção. não que eu e você tenhamos que  fazer parte do grupo de pessoas que controla os eventos reportados por tais fluxos de informação, por exemplo. mas alguma coisa –provavelmente mais spimeware- vai dar conta de, mais ou menos automaticamente, fazer com que a luz queimada do poste da esquina da minha casa não seja trocada só e somente quando alguém mandar uma carta [ou emeio] para o jornal reclamando da qualidade da iluminação pública pela qual pagamos.

imageneste ponto, quando soubermos exatamente, em cada ponto, em todo canto, a que horas o ônibus que nos interessa vai passar e, quando for atrasar, possamos saber em tempo para replanejar destino, rota, compromissos, ações…, o planeta vai ser um imenso campo informacional global. tudo e todos conectados uns aos outros, para que tudo e cada um possa ter, pra si, os dados, informação e conhecimento para tomada de suas decisões mais diminutas ou grandiosas. se vamos ou não ter sabedoria para tomar as decisões mais apropriadas para cada caso, isso é outra história, fora do controle de quem está trabalhando para, mais dia menos dia, informatizar de um tudo no mundo. 

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

a internet das coisas, 3: spimeware

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no primeiro texto desta série, falamos da visão de bruce sterling [na forma de spimes] sobre as coisas em rede; no segundo, sobre o mundo das mesmas coisas em rede visto [como everyware] por adam greenfield. neste terceiro texto, a idéia é juntar as duas visões em uma só, que passaremos a chamar de spimeware, e ver o que podemos fazer com isso, à medida em que partes e implementações do conceito começam a aparecer no ambiente ao nosso redor.

na imagem abaixo, de coisas em rede, se elas fossem spimeware, boa parte estaria se comunicando entre si e, vez por outra, conosco. o mundo de spimeware não é antropocêntrico: isso quer dizer que as coisas, em rede, podem, na maior parte do tempo, não estar nem aí pra nós… a menos que nós, também, sejamos spimeware.image

sem querer propor ou expor nenhuma teoria sobre inteligência ambiental, podemos dizer que a visão de sterling [spimes] pode ser comparada a uma certa semântica das coisas em rede; por outro lado, o everyware de greenfield se assemelha a uma sintaxe; visto de outra forma, spimes estariam associados à semântica denotacional das coisas em rede e everyware se pareceria mais com a semântica operacional destas mesmas coisas. pra você que não é de computação, o denotacional está ligado ao quê das coisas e o operacional ao seu como.

como assim? spimes… 1. estão na rede; 2. são identificáveis [de forma única]; 3. obedecem ao princípio SFO [podem ser buscadas {search}, encontradas {find} e obtidas {obtain}]; 4. carregam seu próprio plano de construção, uso  e reciclagem e 5. deixam um rastro histórico, por onde passam, do que fazem. isso é o que as coisas são, ou pelo menos é muito mais para o que do que para o como; por outro lado, everyware… 1. é wireless; 2. está embarcado; 3. é imperceptível; 4. é múltiplo e 5. tem interface “invisível” e isso parece muito mais com “como” as coisas são do que com o “que” são as coisas em rede.

image juntando as noções de spime e everyware, criamos o conceito de spimeware, que… 1. está na rede; 2. é wireless; 3. é múltiplo [pode haver uma infinidade de cópias] mas 4. é identificável de forma única e 5. obedece ao princípio SFO mas 6. é imperceptível [a “olho nu”] porque 7. está embarcado, embutido em coisas e, também por causa disso, 8. tem interface “invisível”. ainda mais, spimeware 9. carrega seu próprio plano de construção, uso  e reciclagem e 10. guarda ou deposita na rede seu rastro histórico.

a descrição acima corresponde exatamente ao que seria o caso da etiqueta de banana orgânica do equador da imagem, caso ela fosse spimeware. não é, ainda, mas vai ser, breve. primeiro, porque as tecnologias para –literalmente- imprimir circuitos eletrônicos em papel, com bateria e tudo, estão começando a se tornar uma realidade prática bem ali na esquina do tempo. olhe pra imagem abaixo; à esquerda, uma folha de papel com um circuito que contém leds de sinalização… e, à direita, a mesma folha, dobrada como um avião de papel, que pisca sinalizadores verde e vermelho nos mesmos pontos de um avião de verdade. taí um brinquedo que eu queria testar.

aviao de papel com circutio eletronico impresso

a imagem acima é de um artigo bem recente sobre fabricação de eletrônica flexível, Foldable Printed Circuit Boards on Paper Substrates, que foi matéria de capa da revista advanced functional materials de janeiro de 2010. o método, por sinal, serve pra imprimir quase todo tipo de circuito em quase qualquer espécie de substrato flexível, incluindo tecido e plástico. ficando só em papel e imaginando que, em breve, será economicamente viável imprimir spimeware em uma etiqueta de banana, o que ela, a etiqueta, poderia nos dizer?…

primeiro, vamos notar que spimeware é algo que existe, como spimes, dentro do universo da informática; nosso diagrama original, do primeiro texto, para mostrar spimes como informática, era igual ao mostrado abaixo, com spime no lugar onde agora mostramos spimeware.

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e você diria… então, não mudou nada! não, porque spime é do que estamos falando; e mudou, pois quando agregamos as noções operacionais de everyware, passamos a descrever de maneira melhor, talvez mais detalhada e completa, algo de que já estávamos falando antes. mas que tal falarmos de bananas?

image bananas, pra quem não sabe, vêm de bananeiras; as que têm selos como o que mostramos são plantadas em grandes fazendas; são colhidas, transportadas entre a plantação e um centro de processamento, tratadas de várias formas, etiquetadas, embaladas, transportadas em containers refrigerados até um porto, onde embarcam em meganavios que se destinam a portos na europa e ásia, de onde seus containers partem para centros de distribuição, depois para estoques regionais, locais, daí para as prateleiras dos supermercados e, quem sabe, chegam na cozinha de alguém e são, se tudo der certo, comidas. tomara, senão todo o custo ambiental de fazer uma banana girar o mundo inteiro não terá servido para nada.

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agora imagine que, quase no fim do ciclo de vida da banana e da informação sobre ela, você e a dita cuja se encontram, frente a frente, em um mercado qualquer… e “sua” banana “tem” spimeware. ou melhor, ela “é” spimeware, pois cada banana seria unicamente identificável pelo seu próprio spimeware.

imageé provável que uma conversa entre você e uma das bananas ao lado, se fosse hoje e se a etiqueta dela fosse spimeware, seria mediada por algum app no seu celular; daqui a alguns anos, quem sabe, a interface entre vocês dois seria uma lente de contato como a deste link, mostrada aqui no blog dia destes. são lentes parecidas com estas que mediam as relações dos humanos com os campos informacionais que vernor vinge imaginou para rainbows end, sua história do “futuro próximo” onde tudo é informatizado, e tudo “é”, ou parece, spimeware.

sim, mas que conversa você teria com uma banana? que tal começar perguntando “quem é você”?… ao invés de… “adivinha, se gosta de mim…” ela responderia, de pronto: “sou uma banana do tipo cavendish, plantada e colhida no equador”. e aí você poderia perguntar… “tipo cavendish”?… ou… “em que condições você foi colhida, processada, armazenada, transportada até aqui”? e aí a tal banana cavendish iria lhe contar, de verdade, a história de como chegou até a prateleira à sua frente. claro que não precisamos ter nenhuma inteligência computacional muito sofisticada na banana e muito menos bananas conversando [de verdade] conosco no supermercado.

sabendo “quem” é a banana, quase todo o resto seria sabido a partir de sistemas de informação que funcionariam como proxies, ou intermediários, de qualquer banana particular. tais sistemas começam a aparecer na rede e, em breve, vão nos dar uma boa parte da história de bananas [e carne, carros, vinhos…] se a gente tiver acesso a, pelo menos, uma pequena parte do que spimeware vai vir a ser. tipo um identificador único para cada banana ou garrafa de vinho, por exemplo, para tornar possível o rastreamento de cada item individualmente.

mas há informação que só teremos se a banana for, de fato, spimeware: em que temperatura ela foi armazenada durante seu ciclo de vida, até aqui? de nada adianta saber a temperatura do container onde estava a banana, queremos saber se “a” banana que vamos comprar agora foi cuidada como deveria ter sido… e isso estaria registrado pela banana [seus sensores], na sua etiqueta, spimeware a nosso serviço. pense o que mais poderia acontecer neste cenário; as possibilidades são infinitas. se quiser ver as idéias de vinge para contextos parecidos com este, rainbows end tá de graça, no wayback machine, neste link.

escape captivity -- buy nothing today -- barcode pra terminar este capítulo, primeiro é preciso dizer que não estamos falando apenas de coisas que estão à venda e são compradas e de seu ciclo de negócios; de coisas  que  teriam spimeware como um ultra-mega-super código de barras [alguém pensou RFID?]. seu cão teria spimeware, assim como você, talvez, um dia. o conjunto de razões para se associar spimeware a objetos tem muito a ver com o ciclo de vida da coisa como “negócio” mas, ao mesmo tempo, transcende em muito tal tipo de aplicação.

segundo,  não estamos tratando de ficção científica. estamos falando de um futuro próximo, talvez bem mais próximo do que se possa imaginar, onde vamos querer saber quem –exatamente- foi que jogou uma garrafa feita de politereftalato de etileno [o tal do PET] na beira da estrada, pra cobrar do sujismundo umas 100 vezes o preço de recolher e reciclar a coisa. quem sabe, aí, ele aprendia e não deixava a próxima ao léu. por um bom número de razões, spimeware vai se tornar necessidade muito antes do que se imagina.

no próximo texto, o fim da série: uma conversa sobre o nascente campo informacional global. até lá. enquanto isso, veja na figura final o método usado pelo pessoal de harvard pra imprimir a eletrônica –o spimeware bem elementar- do avião de papel lá do começo do texto… e pense que você, em breve, vai poder fazer o mesmo na impressora da sua casa.

se lembre, no entanto, que isso ainda está bem no começo; trazer eletrônica digital normal, de silício, pra cima de papel ou plástico é alongar o tempo de vida de uma tecnologia que não foi feita para isso. quem sabe, spimeware vai aparecer de vez, na prática, quando nanotubos de carbono forem a base para informática. a gente não perde por esperar…

fabricacao de eletronica flexivel

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