Terra Magazine

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

bits.5: e você achava seu carro legal…

carlos ghosn, o brasileiro que preside a renault-nissan [cadê o LEAF, seu modelo elétrico, no brasil?], diz que veículos estão se transformando em plataformas móveis, programáveis. o blog tratou do assunto em carros em modo beta, movidos a tanto software que começam a se comportar como se software fossem. por que são: carros de topo de linha têm dezenas de milhões de linhas de código rodando em seus computadores [sim, mais de um, muitos]… com alguns chegando a 100 milhões de linhas de código.

pra comparar, windows 7 tem "apenas" 50 milhões de linhas de código.

agora olhe o conceito fun-vii que a toyota propõe para 20XX, mostrado no vídeo abaixo. e se lembre que o software para fazer o carro "entrar" na rede de ruas e ser dirigido por elas é muito mais complexo do que as interfaces que vão permitir [veja o vídeo] você decorar o carro do jeito que quiser e mesmo do que a assistente holográfica que aparece para conversar com o motorista enquanto ele não faz nada [é passageiro, na verdade...].

plataforma programável, móvel e conectada: o carro do futuro? feito de software…

Relógio

em dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o blog publica [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

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domingo, 8 de março de 2009

um novo [e eletrônico] olhar

Tags:, , , - srlm às 00:32

anos atrás, comecei a perguntar a audiências várias, dentro e fora da universidade, quem topava trocar um olho [daqueles bem míopes] por um olho eletrônico [“cheio” de software, claro]. em todos os casos, as pessoas se surpreendem com a pergunta e é muito raro alguém, de primeiro, aceitar a troca.

a provocação continua quando sugiro que o olho “biônico” poderia ter zoom e infravermelho: com estes opcionais, já se vê uns 20-30% da platéia pensando seriamente em fazer a troca.

o próximo passo da brincadeira é imaginar que o olho poderia ser, também, uma câmera, celular, capaz de pegar tudo que vê e ouve e transferir para um sistema de informação [associado à sua conta, na operadora, principalmente agora que temos portabilidade…]. e que o sistema lá por trás seria capaz de relacionar tudo o que você já viu, ouviu e fez, e por onde passou, com o que você está vendo, ouvindo e fazendo agora e lhe dar sugestões como “…esta pessoa, à sua frente, é fulano de tal, a quem você encontrou pela última vez no teatro e vocês comentaram que…”. sem falar em [que tal?] consultar a wikipedia no background pra resolver o que, no passado, eram aquelas dificílimas [e completamente idiotas] questões de história, geografia… a esta altura do campeonato, quase toda a sala tá topando ter um olho biônico, mesmo que seja em troca por um olho bom… e as possibilidades são infinitas: faça sua própria lista de desejos.

voltando pro agora, na vida real, rob spence perdeu um olho caçando, quando jovem, e se tornou cineasta quando cresceu. rob tem uma prótese em um dos olhos e, nela, planeja inserir uma câmera pra sair por aí e filmar o mundo… a câmera não terá qualquer conexão com o sistema visual de spence; trata-se apenas de uma nova forma de ver e filmar o mundo. mas o projeto chama muita atenção pelo que prenuncia: estamos começando a chegar perto do tempo em que a prótese –ou o próprio olho- poderá ser uma câmera ligada ao sistema visual de seu hospedeiro, ser celular e ter aquele sistema de informação, lá atrás, estendendo o intelecto do usuário. 

augmenting human intelect” era o que douglas engelbart, um dos pioneiros do que veio a ser, muito tempo depois, a web, já pensava que seria o papel de hipertexto… em 1962. há visões que levam décadas ou séculos para se transformar em realidade. uma câmera aqui, outra câmera conectada ali, um sistema de informação acolá, um sistema de educação continuada e “à distância” ali e, aos poucos, a visão de engelbart irá se transformando em realidade.

por agora, resta ver o que spence vai realizar de cinema, como diria glauber rocha, com idéias na cabeça e uma câmera no olho. pra saber o que está sendo planejado, vá ver o site do projeto eyeborg, de onde veio a foto abaixo.

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